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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

PRECE FUNCIONA ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 “-Fui induzida a contemplar o que podemos chamar de aura da Terra. Meu guia exclamou: - Busca ver como a Humanidade se une pelo pensamento aos Planos Invisíveis. O teu golpe de vista abrangeu a paisagem, procure agora os detalhes. Fixando atentamente o quadro, notei que filamentos estranhos, em posição vertical, se entrelaçavam nas vastidões sem se confundirem. Não havia dois iguais e suas cores variavam do escuro ao claro mais brilhante. Alguns se apagavam, outros se acendiam em extraordinária sucessão e todos eram possuídos de movimento natural, sem uniformidade em suas particularidades. ‘-Esses filamentos – disse com bondade -, são os pensamentos emitidos pelas personalidades encarnadas; são reflexos cheios de vida, através dos quais podemos avaliar os cérebros que os transmitem. Aos poucos conhecerás quais são os da concupiscência, da maldade, da pureza, do amor ao próximo. Esses raros que aí vês, e que se caracterizam pela sua alvura fulgurante, são os emitidos pela virtude e quando nos colocamos em imediata relação com uma dessas manifestações, que nos chegam dos Espíritos da Terra, o contato direto se verifica entre nós e a individualidade que nos interessa’. Aguçada minha curiosidade, quis entrar em relação com um pensamento luminoso que me seduzia, abandonando todos os outros, que nos circundavam, para só fixar a atenção sobre ele. Afigurou-se-me que os demais desapareciam, enquanto me envolvia nas irradiações simpáticas daquele traço de luz clara e brilhante. Ouvi comovedora prece, vendo igualmente uma figura de mulher ajoelhada e banhada em pranto. Num átimo de tempo, por intermédio de extraordinária interfluência de pensamentos, pude saber qual a razão das suas lágrimas, das suas preocupações e como eram amargos seus sofrimentos. Sensibilizada, instintivamente enviei-lhe pensamentos consoladores, pronunciando palavras de fé e esperança. Como se houvera pressentido, via-a meditar por instante com o olhar cheio de estranho brilho, levantando-se reconfortada para enfrentar a luta, sentindo grande alívio”. O curioso depoimento pertence ao Espírito Maria João de Deus que possibilitou a reencarnação a Chico Xavier, na condição de mãe, e que, em 1935, atendendo-lhe pedido começou a escrever CARTAS DE UMA MORTA (lake), concluído no ano seguinte. Pesquisando a prece, Allan Kardec, entrevistando os Espíritos que o auxiliaram a viabilizar a obra O LIVRO DOS ESPÍRITOS, obteve, entre outras, a informação na questão 662 que “pela prece aquele que ora, atrai os bons Espíritos que se associam ao Bem que deseja fazer”, comentando que “possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea”. Desenvolvendo, anos depois, mais amplos raciocínios sobre a ação da prece no capítulo vinte e sete d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Kardec escreveu que “a prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o Ser a que nos dirigimos(...). As dirigidas a Deus são ouvidas pelo Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios(...). O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento (...). Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no Fluido Universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do Fluido Universal se ampliam ao Infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum Ser, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som. A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que “a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados”. Abordando o poder da prece diz que “está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita, podendo-se orar em qualquer lugar e a qualquer hora, a sós ou em conjunto”. Afirma que a “prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e tem a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono”. Nas “reportagens” escritas através de Chico Xavier pelo Espírito conhecido como André Luiz, encontramos inúmeros ensinos a propósito da prece. Em NOSSO LAR (feb), por exemplo, quando ele vai conhecer na Colônia, a zona sob a supervisão do Ministério do Auxílio, toma conhecimento que ali, além de outras tarefas, “ouvem-se rogativas e selecionam-se preces”. Já no ENTRE A TERRA E O CÉU (feb), o Ministro Clarêncio afirma que a “prece, qualquer que ela seja, é ação provocando reação. Conforme sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo a finalidade a que se destina(...). Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados por Inteligências capazes de sintonizar com nosso apelo, à maneira de estações receptoras”. André aprende existir a oração refratada, ou seja, aquela cujo impulso luminoso teve sua direção desviada, passando a outro objetivo”. Descobre existirem gráficos registrando tal emissão, captada no Templo do Socorro, existente na Colônia a nós apresentada por ele. Tal prece fora formulada por adolescente órfã, 15 anos, rogando auxílio à mãe desencarnada, supondo que ela se encontrasse junto a Deus, quando na verdade, inconformada e atormentada, ela se mantinha na invisibilidade do próprio lar que deixara compulsoriamente pelo fenômeno da morte física. Mais à frente, ouve que “a oração é o meio mais seguro para obter-se a influência espiritual que se faz através do pensamento, no canal da intuição”, sendo ainda “o remédio eficaz de nossas moléstias íntimas”, abrindo um caminho de reajuste para o que ora. A entidade cujo depoimento abriu esta postagem, no livro que escreveu, falando sobre suas atividades, revela trabalhar em distrito espiritual em que “sua especialidade é examinar as preces de encarnados, acudindo às casas de oração ou a qualquer lugar onde há um Espírito que pede e que sofre. As rogativas de cada um são anotadas e examinadas, procurando-se estabelecer a natureza da prece, seus méritos e deméritos, sua elevação ou inferioridade para poder-se determinar os socorros necessários. Até orações das crianças são tomadas em consideração: qualquer pedido, qualquer súplica, tem sua anotação particular”. 



Vocês não acham que o fato de todo mundo poder ler a Bíblia acabou favorecendo mil interpretações diferentes e daí o surgimento de centenas de religiões e criando um antagonismo entre elas?

Não é uma questão muito fácil de responder, porque há diversas implicações em relação à leitura da Bíblia.

A Bíblia é um conjunto de textos que inclui livros referentes ao judaísmo e ao cristianismo.

Os primeiros datam de séculos antes de Cristo e os do cristianismo foram surgindo a partir da segunda metade do primeiro século desta era.

Livros antigos retratam uma época muito distante de nós e já foram traduzidos em muitos idiomas.

Além disso, devido à precariedade dos meios de escrita da antiguidade, quase sempre seus textos acabaram recebendo cortes, acréscimos e alterações que certamente comprometeram o sentido original.

Foi no século XVI, há cerca de 500 anos atrás, que Martinho Lutero, iscordando de uma interpretação única da Igreja, traduziu a Bíblia parfa o alemão para colocá-la ao alcance de seu povo.

Seu objetivo, certamente, era de mostrar que não há uma interpretação única dos chamados textos sagrados e que compete ao crente descobrir a sua própria.

Se, por um lado, a intenção de Lutero foi louvável, por outro, contribuía para surgirem inúmeras interpretações, mesmo sendo considerado um livro sagrado; daí o surgimento de muitas igrejas.

Competia ao povo, portanto, de posse desses textos, descobrir o melhor caminho à sua maneira.

Mas o maior problema era o fato de a bíblia ser considerado um livro sagrado, a palavra de Deus, para ser lido com fé e não com o bom senso.

Para o Espiritismo a Bíblia é um rico repositório de informações, mas como toda obra antiga, cheia de alegorias, precisa ser interpretada à luz da razão.

Não existe nenhuma obra que possa expressar somente verdades


JÁ SABIAM (Mehemet-Ali); EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 38 – Os sacerdotes do Antigo Egito Recebiam manifestações de Espíritos? - Sim. 39.- As manifestações recebidas pelos sacerdotes egípcios tinham a mesma fonte que as recebidas por Moisés? - Sim. Este foi iniciado por aqueles. 40.- Por que, então, as manifestações recebidas por Moisés eram mais potentes que as recebidas pelos sacerdotes egípcios - Moisés queria revelar, enquanto os sacerdotes egípcios queriam apenas oculta-Ias. 41.- Pensais que a doutrina dos sacerdotes egípcios tivesse quaisquer ligações com a dos indianos? - Sim. Todas as religiões-mães estão ligadas entre si por laços quase invisíveis: procedem de uma mesma fonte. 42.- Destas duas religiões, isto é, a dos egípcios e a dos indianos, qual a matriz? - Elas são irmãs. 43.- Como é que vós, que em vida éreis tão pouco esclarecido sobre estes assuntos, podeis agora responder com tanta profundeza? - Outras existências me ensinaram. O trecho é da curiosa entrevista feita na reunião de 16 de março de 1858 com o um Espírito chamado Mehemet-Ali, desencarnado em 1849. Nascido em 1769, em Kavala, na Romélia, em 1805, foi feito Quediva – espécie de Vice-Rei - do Egito, tendo participado, ao lado do Sultão, da guerra greco-turca, voltando-se, posteriormente, contra o aliado. Historicamente de 1805 a 1848 exerceu a função de Governador do Império Otomano, em nome do Sultão, sendo considerado o fundador do Egito Moderno, introduzindo grandes reformas no País, entre elas a construção de canais de irrigação para melhor distribuição das águas do Rio Nilo, construção de prédios, instituição de novas Leis, impostos e a modernização do exercito, tendo conseguido considerável autonomia frente ao Império Otomano ampliando, consideravelmente, suas fronteiras. Apesar dos nove anos transcorridos desde sua desencarnação, Mehemet-Ali, informou não ter ainda uma lembrança nítida de sua ultima existência, sentindo-se ainda sob efeito da morte física do corpo em que se encontrava encarnado. Lembrava-se, porém, de ter sido na penúltima existência física socialmente uma pessoa pobre que invejava as grandezas terrenas, subindo na escala social na volta às experiências materiais, para experiênciar a condição da riqueza, dizendo que se puder renascer na Terra novamente, escolheria uma vida obscura onde os deveres são menores, visto que na recém-terminada representou a vaidade do nada, quisera conduzir homens, sem saber conduzir a si mesmo. Sobre ser acusado de atos de grande crueldade, disse estar expiando-os, vendo inclusive aqueles que mandara massacrar; que ele e seu inimigo Sultão Mahmud fogem um do outro pela aversão reciproca que alimentam. Solicitado a opinar sobre as causas da decadência moral do Egito da Antiguidade, disse que a corrupção dos costumes foi determinante; que tinha pleno conhecimento de suas existências anteriores, exceto a última, tendo vivido por três vezes ao tempo dos Faraós, como sacerdote ao tempo de Sesóstrotris, como mendigo e como príncipe. No número de novembro de 1858 da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec reproduz uma segunda entrevista com o Espírito Mehemet-Ali, ampliando um pouco o conteúdo da primeira manifestação. A propósito da construção das pirâmides, revelou que eram sepulcros e templos, onde se davam grandes manifestações; que não tinham objetivo científico, visto que o interesse religioso absorvia tudo; que o homem foi a máquina utilizada em sua construção, absorvendo massas deles que gemeram sob o peso daquelas pedras; povo que trabalhava sob o domínio da força. Perguntado de onde os egípcios tiravam o gosto pelas coisas colossais em vez das graciosas como os gregos, afirmou que os egípcios eram tocados pela grandeza de Deus, procurando igualá-lo, superando suas próprias forças, comportamento típico do homem. Sobre a existência em que fora sacerdote, informou que governantes e governados, corrompidos, acreditavam em seus sacerdotes tendo por deuses aqueles que os mantinham sob o jugo; que sobre a vida após a morte, acreditavam no que diziam os sacerdotes; que os grandes do Estado oscilavam entre as crenças do povo e a dos sacerdotes; que a origem do culto prestado aos animais resultara do desejo de desviar o homem de Deus e mantê-lo sob seu domínio, dando-lhe como deuses seres inferiores; que a utilização de animais como serpentes e crocodilos baseava-se no fato do homem adorar aquilo que teme, constituindo-se num jogo para o povo, visto que em toda parte o homem procura deuses para esconder aquilo que é; que a representação de Osíris com a cabeça de um gavião e Anúbis com a cabeça de um cão, surgira do fato de que o egípcio gostava de personificar sob a forma de emblemas claros: Anúbis era bom; o gavião que estraçalha representava o cruel Osíris. Sobre a contradição entre o respeito pelos mortos e o desprezo e horror pelos que os enterravam e mumificavam, esclareceu que o cadáver era um instrumento de manifestações, pois pesavam que o Espírito voltava ao corpo que havia animado, sendo o corpo um dos instrumentos do culto, por ser sagrado, nascendo a perseguição do fato de terem ousado violar a santidade da morte; que a conservação do corpo dava lugar a numerosas e longas manifestações; revelou também que no Egito a iniciação era feita através de práticas mais rigorosas que na Grécia, impostas para que só houvesse almas superiores que sabiam compreender e calar; concluindo, por fim, que todo ensino estava muito corrompido, já que o fim dos sacerdotes era dominar e não instruir.









 Sempre que precisamos, é possível obter notícias de nossos familiares que estão no mundo espiritual? Como se pode conseguir isso?

 Não podemos dizer que isso sempre acontece. Primeiro, porque o ente querido desencarnado nem sempre está à nossa disposição e, segundo, porque os Espíritos consultados precisariam investigar.

 Já tivemos oportunidade de ver dezenas de pessoas aguardarem informações através de médiuns – como Carlos Baccelli e Celso de Almeida - mas apenas, sete ou oito pessoas de fato receberem.

O Espírito orientador dos trabalhos do centro, qualquer que seja ele, pelo simples fato de estar desencarnado, não significa que sabe tudo, que pode responder a qualquer pergunta. Mas ele pode pesquisar.

 No livro MISSIONÁRIOS DA LUZ, André Luiz conta que uma senhora foi a um centro espírita para ter notícia de seu marido Raul que, segundo ela, fora assassinado.

 Naquele dia, os Espíritos não sabiam de quem e tratava e pediram um tempo para localizar Raul.

 Após algum tempo, os Espíritos benfeitores descobriram Raul que, de fato, se suicidara e se achava em grandes dificuldades.

Foi, então, que a equipe mediúnica, através da psicografia, informou a viúva que seu marido estava em tratamento.

Contudo, dada às frágeis condições da viúva, eles não se referiram ao suicídio, para não abalá-la emocionalmente, e apenas pediram que continuasse orando por ele.




quarta-feira, 13 de setembro de 2023

O LIVRE ARBÍTRIO E A FATALIDADE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Vivemos subordinados aos efeitos daquilo que causamos nas diferentes ações adotadas nas próprias relações com a vida. Ocorrências pessoais ou coletivas que nos atingem, consistem pelo que concluímos refletindo com base no Espiritismo nada mais são que a execução de sentenças lavradas por nós mesmos nas infrações às Leis de Deus. A prerrogativa do Livre Arbítrio determina a Fatalidade que na verdade funciona como oportunidade de reabilitação perante as transgressões perpetradas pelo indivíduo. Em comentário de Allan Kardec incluído na REVISTA ESPÍRITA, edição de julho de 1868, alguns elementos para nossas reflexões Se, em virtude dessa liberdade, ele perturba a harmonia pelo mal que faz, se interpõe um obstáculo à marcha providencial das coisas, é o primeiro a sofrer por isto, e como as leis da Natureza são mais fortes que ele, acaba sendo arrastado na corrente; então sente necessidade de voltar para o bem e tudo retoma o seu equilíbrio. Assim, a volta ao bem é ainda um ato livre, embora provocado, mas não imposto, pela fatalidade. A resistência a essas leis é um ato de liberdade e essa resistência sempre desencadeia o mal. Sendo o homem livre para observar ou infringir essas leis, no que toca a sua pessoa, é, pois, livre de fazer o bem ou o mal. Se pudesse ser fatalmente levado a fazer o mal, e não podendo essa facilidade vir senão de um poder superior a ele, Deus seria o primeiro a transgredir suas leis. Quem é aquele a quem muitas vezes aconteceu dizer: “Se eu não tivesse agido como agi em tal circunstância, não estaria na posição em que estou; se tivesse que recomeçar, agiria de outra maneira?” Não era reconhecer que era livre para fazer ou não fazer? que estava livre para fazer melhor outra vez, se se apresentasse ocasião? Ora, Deus, que é mais sábio que ele, prevendo os erros nos quais pode cair, o mal uso que pode fazer de sua liberdade, dá-lhe indefinidamente a possibilidade de recomeçar pela sucessão de suas existências corporais, e ele recomeçará até que, instruído pela experiência, não mais se engane de caminho. O homem pode, pois, conforme a sua vontade, apressar o termo de suas provas, e é nisto que consiste a liberdade.

Para que as pessoas possam ser felizes e ganhar o céu elas precisam mudar de religião? O que diz o Espiritismo sobre isso?

Infelizmente, cara ouvinte, ainda existe muita gente que quer usar a religião como a única ponte de salvação.

Elas acreditam que só a religião pode salvá-la e que ela mesma, como pessoa, não reúne condições para isso.

Essa crença de que a religião, de um modo geral, é a intermediária essencial entre o homem e Deus, vem da antiguidade.

Os cultos e os sacrifícios de todos os tempos fortaleceram essa crença, que ainda hoje persiste.

Foi assim que religiões se transformaram em instituições sociais respeitáveis no seio de cada povo.

Mas isso, na verdade, só serviu para fortalecer os interesses dos líderes e das instituições religiosas.

O povo mesmo ficou distanciado do conhecimento da vida espiritual que lhe foi negado, tornando-se totalmente dependente das religiões.

Para o Espiritismo, entretanto, a questão é mais profunda. A doutrina entende que a salvação individual depende de cada um.

Isso não invalida a existência das religiões, mas coloca a pessoa humana em condições de discutir e entender seu próprio destino espiritual.

No fundo, não é a religião que salva, mas o próprio indivíduo. Foi o próprio Jesus, conforme está no evangelho, que deu a cada um a incumbência da própria salvação.

“A cada um segundo as suas obras” – disse. Ele não disse “a cada um segundo a sua religião”.

Desse modo, cada um de nós constrói seu próprio caminho por meio da vida q ue leva.

Não é esta ou aquela religião. Nem mesmo o Espiritismo pode intermediar salvação de ninguém.


terça-feira, 12 de setembro de 2023

O QUE TODOS QUEREM SABER ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Convivendo com fatos relacionados ao Mundo Espiritual, natural que se queira mais informações sobre essa realidade invisível ao sentido da visão de que somos dotados. Paulatinamente, desde o surgimento do Espiritismo várias entidades desencarnadas, através de inúmeros médiuns, tem transferido para nossa Dimensão informes tão precisos quanto possível, até pelas restrições de nosso vocabulário para definir e explicar coisas para que ainda não temos palavras. Um deles operoso trabalhador na seara espírita de Belo Horizonte (MG), desencarnado em 1953. Pouco depois, manifestou-se por intermédio de Chico Xavier durante reunião havida no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na noite de 7 de outubro de 1954. Seu nome Efigênio Victor que, enquanto encarnado, funcionou como médium em duas Casas Espíritas da capital mineira. Comentando que alimentou por anos tal curiosidade, recém chegado ao outro Plano, sua primeira comunicação mediúnica não poderia falar de outra coisa que não fosse suas impressões sobre a Vida no chamado Além. Tentando explicar o que fosse possível, diz o Espírito: -“Operamos aqui em bases de matéria noutra modalidade vibratória. Possuímos nossa sede de trabalho em Cidade Espiritual, que se localiza nas regiões superiores da Terra ou, mais propriamente, nas regiões inferiores do Céu. Gradativamente, a Humanidade compreenderá, com dados científicos e positivos, que há no Planeta outras faixas de vida. Na elucidativa mensagem repassada psicofonicamente através de Chico Xavier, Efigênio, a certo trecho diz: -“Acima da crosta terrestre comum, temos uma cinta atmosférica que classificamos por ‘cinta densa’, com a profundidade aproximada de 50 quilômetros e, além dela, possuímos a ‘cinta leve’, com a profundidade aproximada de 950 quilômetros, somando 1000 quilômetros acima da Esfera em que os encarnados respiram. Nesse grande mundo aéreo, encontramos múltiplos exemplares de almas desencarnadas, junto de variadas espécies de criaturas sub-humanas, em desenvolvimento mental no rumo da Humanidade.”. Quase vinte anos antes, o Espírito daquela que foi mãe de Chico Xavier, Maria João de Deus no livro CARTAS DE UMA MORTA (lake), revelou: -““A Terra é o centro, isto é, a sede de grande número de Esferas Espirituais que a rodeiam de maneira concêntrica. Não posso precisar o número dessas esferas, porque elas se alongam até um limite que a minha compreensão, por enquanto, não pode alcançar”. Acrescentou também: -“Quanto mais evoluído o Ser, mais elevada será sua habitação, até alcançar o ponto em que essas Esferas se interpenetram com as de outros mundos mais perfeitos”. (...). “Temos casas, pássaros, animais, reuniões, institutos como os das famílias terrenas, onde se agrupam os Espíritos através das mais santas afinidades”. Mais à frente, o Espírito André Luiz reproduz no livro OS MENSAGEIROS (1944; feb), uma informação do Instrutor Aniceto de que “há, porém, outros Mundos Sutis, dentro dos mundos grosseiros, maravilhosas Esferas que se interpenetram.  Cada uma dessas divisões compreende outras, conforme asseguram os Espíritos, distinguindo-se por vibrações distintas que se apuram à medida que se afastam do núcleo. Os que estão acima podem transitar pelas esferas que lhe estão abaixo; os que estão nas Esferas Inferiores não podem, sozinhos, passar para as Esferas Superiores”. “Se cortarmos uma cebola ao meio, teremos uma ideia de como se superpõem e interpenetram essas Esferas, Planos e Sub-Planos”.


Ouvi dizer que, quando acontece um grande acidente em que muitas pessoas vêm a falecer ao mesmo tempo, é porque todas elas no passado participaram de alguma atrocidade que matou muita gente...

De fato, isso pode acontecer. As mortes coletivas não acontecem por acaso. Não é por acaso que aquelas pessoas se reuniram para perecer no mesmo acidente.

Por que isso acontece? Porque, em geral, são Espíritos que estão ligados entre si numa mesma situação do passado - geralmente passado muito distante – em que elas participaram de maneira solidária.

No livro AÇÃO E REAÇÃO, recebido pelo médium Chico Xavier, André Luiz conta um caso de desencarne coletivo em acidente aéreo numa serra.

Catorze vítimas, desencarnadas do desastre, foram assistidas e socorridas por uma equipe de espíritos pertencentes à colônia espiritual “Mansão Paz”.

Oito dessas vítimas permaneceram em choque algemadas ao corpo físico, mutiladas ou não. Quatro das vítimas gemiam ligadas aos próprios restos mortais. Duas das vítimas gritavam em crises de inconsciência ainda ligadas aos corpos físicos.

O instrutor espiritual, Silas - que coordenava a equipe da qual André Luiz participava - explicava o por quê das 14 vítimas somente seis eram efetivamente desligadas dos seus corpos físicos e removidas do local

Algumas das vítimas ficariam retidas nos seus corpos físicos por algumas horas ou dias conforme o grau de atração fluídica que as prendiam aos seus respectivos corpos.

Silas explicou que, apesar da assistência espiritual a todos, a morte é diferente para cada um, pois as vítimas eram assistidas de acordo com os seus merecimentos e condições de equilíbrio e desapego em relação aos seus corpos físicos.

Além disso, a morte física não quer dizer emancipação espiritual, ou seja, cada um se desprende do corpo num determinado momento e conforme seu merecimento, ou seja, conforme suas conquistas espirituais.

´Silas ainda informou sobre as origens da provação a que se acolheram os acidentados.

Eram delinquentes do passado, que atiraram pessoas indefesas do cimo de torres altíssimas ou que jogaram pessoas no mar ou, ainda, suicidas que se jogaram de grande altura.

Importante, no entanto, é que não atribuamos tais sinistros ao castigo de Deus. Não existe castigo de Deus. O que chamamos de Justiça Divina é apenas e tão somente o funcionamento da lei de causa e efeito.

Em geral, trata-se de Espíritos que, depois de algum tempo dos delitos cometidos, caem em si num processo doloroso de arrependimento e querem, por toda sorte, se libertar do remorso que os assalta.

A essa altura, passados muitos anos ou até séculos, os Espíritos que não conseguiram reparar o mal causado por meio da reencarnação (há muitas formas de reparar o mesmo erro), decidem, eles mesmos, passar por dores semelhantes às que causaram às suas vítimas no pretérito.





segunda-feira, 11 de setembro de 2023

DIFERENTE DO QUE SE IMAGINA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Dramaturgo e libretista francês Eugène Scribe (1834/1861) é um exemplo daqueles autores extremamente populares à sua época e que caem no esquecimento após sua morte. Desencarnado no mês de fevereiro, fez-se presente espontaneamente alguns meses depois numa das reuniões da Sociedade Espírita de Paris, conforme explicado na seção PALESTRAS DE ALÉM TUMULO, da edição de outubro de 1861 da REVISTA ESPÍRITA. Allan Kardec observa que a simples menção de seu nome em assunto que os participantes debatiam foi suficiente para que ele se manifestasse opinando sobre o tema. Após ter ditado uma dissertação sobre o assunto tratado, foi entrevistado pelo dirigente da reunião, oferecendo alguns tópicos para nossas reflexões, destacados a seguir: 1- Dissestes ainda que queríeis compor uma obra mais útil e mais séria, mas que essa alegria vos foi recusada. Foi como Espírito, que teríeis querido fazer essa obra e, neste caso, como teríeis feito para fazer aproveitar aos homens? R. Meu Deus! Da maneira muito simples que os Espíritos empregam, inspirando os escritores que, frequentemente, imaginam haurir em seu próprio fundo, ah! algumas vezes bem vazio. 2- Pode-se saber qual foi o assunto que vos propusestes tratar? R. Eu não tinha objetivo combinado, mas, vós o sabeis, gosta-se um pouco de fazer o que jamais se fez. Teria querido me ocupar de filosofia e de espiritualismo, porque estou insuficientemente ocupado de realismo. Não tomai esta palavra realismo como é entendida hoje; quis só dizer que estou mais especialmente ocupado com aquilo que diverte os olhos e ouvido dos Espíritos frívolos da Terra, do que daquilo que poderia satisfazer os Espíritos sérios e filósofos. 3-. Dissestes à senhorita J... que não éreis feliz. Podeis não ter a sorte dos bem-aventurados; mas ainda há pouco, na comissão, contaram uma multidão de boas ações que fizestes e que, certamente, devem vos contar. R. Não, eu não sou feliz, porque, ai de mim! tenho ainda a ambição, e que tendo sido acadêmico sobre a Terra, quisera igualmente fazer parte da dos eleitos. 4- Parece-nos que, na falta da obra que não podeis fazer ainda, poderíeis alcançar o mesmo objetivo, para vós e para os outros, vindo aqui nos fazer uma série de dissertações. R. Não peço nada .melhor, e viria com prazer se me fosse permitido, o que ignoro, porque não tenho ainda posição bem determinada no mundo espiritual. Tudo è tão novo para mim, que passei minha vida a casar subtenentes com ricas herdeiras, que não tive ainda tempo para conhecer e admirar este mundo etéreo, que esquecera em minha encarnação. Retornarei, pois, se os Grandes Espíritos mo permitirem. Em comentário complementar, Allan Kardec escreveu: -“A morte não separa, pois, aqueles que se conheceram sobre a Terra; eles se reencontram, se reúnem se interessam pelo que faziam o objeto de suas preocupações. Dirse-á, sem dúvida, que se lembram do que fazia a sua alegria, lembram-se também dos motivos de dor, e que isso deve alterar sua felicidade. Essa lembrança produz um efeito todo contrário, porque a satisfação de estar livre dos males terrestres é uma alegria tanto mais doce quanto o contraste seja maior; apreciam-se melhor os benefícios da saúde depois da doença, a calma depois da tempestade. O guerreiro de volta aos seus lares não se compraz em contar os perigos que correu, as fadigas que suportou? Do mesmo modo, para os Espíritos, a lembrança das lutas terrestres é uma alegria, quando delas saem vitoriosos. Mas essa lembrança se perde na distância, ou pelo menos diminui de importância aos seus olhos, à medida que se livram dos fluidos materiais dos mundos inferiores e se aproximam da perfeição; essas lembranças são para eles sonhos distantes, como são no homem feitas as lembranças da primeira infância”.



“Eu acredito - disse-nos um ouvinte –que muita gente está meio perdida diante de tanta informação que chega a todo momento. Até pra ter uma religião e viver tranquilo com sua crença, como acontecia antigamente, não está sendo mais possível. São muitos as opiniões e muitos os apelos que nos chegam no dia a dia. Onde vamos parar com isso?”

Essa situação que você coloca é o que de fato está acontecendo, até porque estamos vivendo um novo tempo.

No passado, talvez de meio século para trás, a vida era bem mais tranquila e as crenças mais estáveis.

Mas a situação mudou em decorrência do progresso científico e tecnológico, porque as condições da sociedade também mudaram.

Hoje não dá mais para a gente contemplar o mundo como mero expectador. A vida exige de nós uma participação maior.

Já podemos descortinar um horizonte mais amplo, porque não somos mais apenas cidadãos de nossa comunidade: agora somos cidadãos do mundo.

Esse fenômeno decorre do avanço evolutivo da humanidade. Foi o tempo em que o homem podia viver sossegado no seu cano, ignorando o que se passa no mundo.

A vida, como dissemos, pede participação, a partir do momento em que ficamos sabendo que ninguém é dono da verdade e que todos somos chamados para contribuir.

Contribuir como? - você perguntaria. Assumindo uma postura diante de tudo e diante de todos.

Falamos da postura moral de cada um de nós. Para onde a humanidade está caminhando?

Se buscarmos no Evangelho os ensinamentos de Jesus, vamos perceber que ele nos encaminha para um mundo melhor.

Contudo, esse mundo melhor não é algo que vamos encontrar pronto, mas algo que todos e cada um de nós vamos construir.

O “amai-vos uns aos outros” não é mero discurso, é uma proposta de vida. Se todos aprenderem a amar, todos serão amados.

É o mundo que queremos. É o mundo que precisamos construir. As religiões têm um papel muito importante nisso.

Elas poderão se unir para proclamar o amor, ou continuarem separadas fortalecendo o orgulho de cada grupo.













domingo, 10 de setembro de 2023

AS REVELAÇÕES DE EMMMANUEL ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Desde que se fez visível pela primeira vez a Chico Xavier, numa tarde de domingo, nas cercanias de Pedro Leopoldo (MG), o Espírito Emmanuel, assumiu, de forma ostensiva, a orientação das atividades mediúnicas do médium. Começava a se cumprir a tarefa assumida por ambos no Plano Espiritual de trabalharem na produção de livros objetivando a divulgação do Espiritismo. Foram décadas de convivência quase diária, exceção, segundo Chico, durante a Segunda Guerra, pouco antes da França ser invadida, quando o Benfeitor se ausentou durante dois anos, a pedido de Estevão ( do livro PAULO E ESTEVÃO), para auxiliar alguns amigos dele que viviam na Grécia, sendo substituído por uma entidade de nome Nathanael). Foi a partir de 1937 que Emmanuel começou sua produção pessoal. Primeiro, com o crítico EMMANUEL (feb), que quase não foi publicado. Na sequência, em 1938, o excelente A CAMINHO DA LUZ (feb), revelando detalhes sobre a história da Terra, seu surgimento no Sistema Solar e, parte de suas Civilizações. Em 1939, começa a escrever sobre sua fieira de encarnações com HÁ DOIS MIL ANOS, seguido, no mesmo ano, por 50 ANOS DEPOIS e, mais tarde, RENÚNCIA (1942) e AVE CRISTO (1953). Entre estes, em 1940, organiza O CONSOLADOR, compreendendo 411 perguntas e respostas formuladas a partir de sugestão de amigo do Plano Espiritual aos participantes das reuniões de estudo do Grupo Espírita Luiz Gonzaga. Em 1941, transmitiu PAULO E ESTEVÃO, narrando lances da historia do Apóstolo dos Gentios. Detalhe curioso, , seria revelado em mensagem de 16/3/1941, em que Emmanuel diz que “a biografia de Paulo trouxe muitas lembranças amáveis e preciosas de antigos companheiros de lutas”, de modo que, “se fosse registrar todos os pedidos de amigos do grande apóstolo, o livro custaria a chegar ao término”. Eram “negociantes de Colossos, proprietários de Laudiceia, antigos trabalhadores de Tessalonica, figuras de toda a Ásia, antigos filhos do cativeiro e do patriciado de Roma, trazendo subsídios para iluminar o quadro em que viveu o inesquecível Apóstolo, tornando impraticável o aproveitamento de todos”. No ano de 1952, entre os quatro trabalhos publicados naquele ano, encontrava-se ROTEIRO, em que Emmanuel discorrendo sobre a Terra, revela que “mais de 20 bilhões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução”. Anos depois, na edição de janeiro de 1956 da revista ALIANÇA PARA O TERCEIRO MILÊNIO, o Instrutor Espiritual, entre outras informações, diz que “a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui grandes repousos e atividades, em períodos determinados. Cada período pode ser calculado em 260 mil anos. Os Grandes Instrutores da Humanidade, nos Planos Superiores, consideram que, desses 260 mil anos, 60 a 64 mil, são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.Depois temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos. De modo que, no período de atividade que estamos atravessando, tivemos duas grandes raças na Terra, cujos traços se perderam, pelo primitivismo delas mesmo. Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência mais avançada, como detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito. Em seguida, possuímos o grande período da raça Atlante, em outros 28 mil anos de grande trabalho, no qual a inteligência do mundo se elevou de modo considerável”. Confirma que “as últimas ilhas que guardavam os remanescentes da Civilização Atlante, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos antes da Grécia de Sócrates”, acrescentando ‘acharmo-nos nos últimos períodos da grande raça Atlantica .Dentre as milhares de revelações, particulares e de interesse coletivo, feitas em décadas de trabalho com Chico Xavier, há uma, publicada no livro PLANTÃO DE RESPOSTAS (ceu), prefaciado por ele em setembro de 1994, merecedora de nossas reflexões: “A Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este o caminho”.


Na Bíblia encontramos grandes milagres que convenceram o homem do poder de Deus, como as pragas do Egito, a abertura do mar para a passagem do povo de Moisés, quando Josué fez o sol parar, quando Sanção adquiriu forças para matar milhares de filisteus e outros mais. Com Jesus vieram os milagres da cura e da ressurreição. Por que isso, que aconteceu no passado, não acontece mais? ( L.B.O.)

A Bíblia é um dos escritos mais antigos do mundo. Por isso mesmo, ela mostra a realidade de uma época muito distante de nós, segundo a visão e as crenças daquele povo.

Por exemplo: quando a arca de Noé, segundo a Bíblia, pousou sobre monte, logo após o dilúvio, Noé olhou para o céu e viu um lindo arco íris. Ficou extasiado com a beleza do fenômeno.

Esse arco foi interpretado como algo divino que Deus colocou ali, para marcar a sua aliança com o homem; ou por outra: no entendimento da época era um milagre.

Hoje, passados séculos e séculos, sabemos que o arco íris é apenas um fenômeno atmosférico, resultado da incidência dos raios solares sobre as gotículas d’água suspensas no ar, decompondo a luz brancas em várias cores.

Até podemos ver nesse notável fenômeno natural um sinal de Deus. A natureza em si é um milagre de Deus, mas não mais o interpretamos como milagre ou como um fato mágico.

Assim, os fenômenos naturais, quando não eram compreendidos pelo homem, eram sempre levados a conta de fato inexplicável ou milagre.

Quando determinado fenômeno ocorria e parecia muito estranho aos olhos humano, não havendo explicação lógica para ele, as pessoas recorriam às suas crenças e o interpretava como milagre divino.

Além do mais, séculos e séculos se passaram na história humana, em que não se registravam os fatos (como fazemos hoje) e eles, da maneira como eram interpretados, passavam de pais para filhos, de geração para geração pela fala.

Nesse longo período de transmissão oral, com o tempo os fatos acabavam sendo distorcidos pelos narradores, que costumavam exagerar tudo o que consideravam divino e assim os passava às gerações seguintes, até que começaram a escrevê-los.

Segundo os historiadores, os textos sagrados dos hebreus – ou, se quiserem, a Bíblia –só passou a ser escrita séculos depois de Moisés, embora seus primeiros livros tenham sido atribuídos a ele.

Quando, no início do século XIX, um astrônomo disse a Napoleão Bonaparte que não precisava de Deus para explicar o universo, de certa forma ele tinha razão, como no caso do arco íris que acabamos de citar.

No entanto, caro ouvinte, sabemos hoje, depois do extraordinário progresso científico, que para explicar os fenômenos naturais – até mesmo os mais estranhos – sempre vamos precisar compreender as Leis de Deus.

Como disseram os Espíritos a Kardec, Deus atua sobre o universo e sobre nossa vida através de suas leis, que são perfeitas e eternas, que é justamente o cumprimento dessas leis que caracteriza o que podemos chamar de milagre.

Desse modo, caro ouvinte, os fatos do passado, que foram interpretados como milagres, também acontecem hoje em dia.

É que hoje temos a ciência para explica-los e mesmo aqueles que a ciência ainda não consegue explicar, todos eles decorrem da aplicação das Leis de Deus.

sábado, 9 de setembro de 2023

FATALIDADE - O QUE DIZ O ESPIRITISMO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Estarão os acontecimentos mais marcantes de nossa vida realmente marcados para acontecer? Quase um ano após o lançamento d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, no número de março de 1858 da REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec inclui a matéria A FATALIDADE E OS PRESENTIMENTOS, nascida da dúvida levantada por um correspondente sobre experiência pessoal na qual escapara de morrer mais de uma vez testemunhando, entretanto, desfecho trágico para quatro das pessoas – entre os quais dois religiosos -, que com ele viajavam, enquanto ele e outros três sobreviveram. Revelando ter escapado seis ou sete vezes da morte propôs algumas questões, respondidas por São Luiz, um dos orientadores do trabalho da Codificação Espírita: 1- Quando um perigo iminente ameaça alguém, é um Espírito que dirige o perigo, e quando dele escapa, é outro Espírito que o afasta? – Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; elegendo-a, estabelece-se uma espécie de destino que não pode mais evitar, uma vez que a ele está submetido; falo das provas físicas. Conservando seu livre-arbítrio sobre o bem e o mal, o Espírito é sempre senhor de suportar ou de repelir a prova; vendo-o fraquejar, um Espírito bom pode vir em seu auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar sua vontade. 2. Quando um homem está na iminência de perecer por acidente, parece-me que o livre-arbítrio nada vale. Pergunto, pois, se é um Espírito mau que provoca esse acidente; se, de alguma sorte, é o seu agente; e, caso se livre do perigo, se um Espírito bom veio em seu auxílio? – Os Espíritos bons e maus não podem sugerir senão pensamentos bons ou maus, conforme sua natureza. O acidente está assinalado no destino do homem. Quando tua vida é posta em perigo, é uma advertência que tu mesmo desejaste, a fim de te desviares do mal e de te tornares melhor. 3. A fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossa vida também é resultante do nosso livre-arbítrio? – Tu mesmo escolheste a tua prova. Quanto mais rude ela for e melhor a suportares, tanto mais te elevarás. (...). 4. Compreendemos perfeitamente essa doutrina, mas isso não nos explica se certos Espíritos exercem uma ação direta sobre a causa material do acidente (...)? – Quando um homem passa sobre uma ponte que deve cair, não é um Espírito que o leva a passar ali, é o instinto de seu destino que o conduz a ela. 5. Quem fez a ponte desmoronar? – As circunstâncias naturais. A matéria tem em si as causas da destruição. No presente caso, tendo o Espírito necessidade de recorrer a um elemento estranho à sua natureza para movimentar forças materiais, recorrerá de preferência à intuição espiritual. (...) O Espírito, digamos, insinuará ao homem que passe por essa ponte, em vez de passar por outro local. 6. Tomemos um outro caso, em que a destruição da matéria não seja a causa do acidente. Um homem mal-intencionado atira em mim, a bala passa de raspão, mas não me atinge. Poderá ter sucedido que um Espírito bondoso haja desviado o projétil? – Não..Podem os Espíritos advertir-nos diretamente de um perigo? Eis um fato que parece confirmá-lo: Uma mulher saiu de casa e seguia pelo bulevar. Uma voz íntima lhe diz: Vai embora; retorna para tua casa. Ela hesita. A mesma voz faz-se ouvir várias vezes; então ela volta; mas, pensando melhor, diz a si mesma: O que vou fazer em minha casa? Acabo de sair de lá; sem dúvida é efeito da minha imaginação. Então, continua o seu caminho. Alguns passos mais adiante, uma viga que tiravam de uma casa atinge-lhe a cabeça e a derruba, inconsciente. Que voz era aquela?



Por que a gente tem medo dos Espíritos, a ponto de muita gente não querer nem que se fale sobre eles?

Porque esse medo, cara ouvinte, foi cultivado por milhares de anos, desenvolvendo em nós verdadeira fobia, um medo quase patológico.

Falamos em milhares de anos, porque todos nós já tivemos inúmeras encarnações e, de uma maneira geral, a própria religião veio nos inculcando esse medo, fechando a porta da espiritualidade ao conhecimento humano.

Ele está diretamente relacionado com a morte que, por muitas gerações e nos mais diversos povos, foi tida como o pior dos castigos de Deus.

Entre os hebreus, conforme narra a Bíblia, a morte era vista como a aniquilação cruel e total do ser humano.

No tempo de Moisés, por exemplo – e por séculos depois, antes de Jesus

– não se falava em vida depois da morte. A vida dera só esta que estamos vivendo aqui.

Nesse obscuro período de ignorância, o povo era informado pelos profetas ou lideranças religiosas que ter uma vida longa sobre a Terra era a maior recompensa que Deus dava aos obedientes.

É por isso havia aquele mandamento que dizia: “Honrai vosso pai e vossa mãe para que seus dias sejam longos sobre a Terra”. E é por isso também que vemos na Bíblia referência a personagens que teriam vivido centenas de anos.

Logo, a vida curta era sempre uma punição e a morte era considerada a grande vilã que vivia amedrontando e ameaçando a humanidade.

Além disso, justamente por causa do clima de terror que se criou em torno da morte, os artistas passaram a retratar a morte com um aspecto tétrico, como aquela figura horrorosa em que ela é mostrada como um esqueleto armado de uma foice.

Ainda hoje temos na literatura e no cinema essa mesma visão tétrica da morte, com que escritores e cineastas levam diversão ao público que gosta de viver grandes emoções.

Desse modo, não é difícil entender que os Espíritos, que são fruto da morte, fossem representados por seres maldosos de aspecto horroroso que vinham assombrar ou perseguir os humanos.

Isso tudo veio-nos causar uma fobia da morte e dos Espíritos, que até hoje nos persegue, semelhante a outras fobias muito comuns, como o medo exagerado de baratas e de outros insetos.

Por outro lado, a doutrina espírita veio combater esse velho tabu ao mostrar os Espíritos apenas e tão somente como seres humanos desencarnados.

São nossos familiares ou entes queridos que, algumas vezes, podem se fazer visíveis para nós, mas sem aquela pretensão de nos assustar.

Aliás, por essa razão, ou seja, para não nos assustar, na maioria das vezes, eles se abstêm de se apresentarem para nós diretamente, preferindo entrar em contato conosco através dos sonhos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

QUEBRANDO PARADIGMAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A história recente da fenomenologia operada pelos Espíritos desencarnados na realidade em que vivemos, sobretudo do final do século XX, ficou marcada pelos fatos produzidos, a princípio, por médiuns extraordinários. No campo da música erudita, pela dona de casa inglesa Rosemary Brown através de quem celebre compositores das fases clássicas produziram peças reconhecidas por vários especialistas como sendo dos autores que as assinavam. No da pintura, no Brasil, o jovem Luiz Antonio Gasparetto, desde a adolescência serviu para que grandes mestres da pintura se mostrassem vivos em outra dimensão, evidenciando a realidade da sobrevivência. No campo da literatura, desde o início do século XX, Chico Xavier permitiu que inúmeros poetas e escritores documentassem que continuavam vivos, apesar da morte física. E, na área da saúde, José Pedro de Freitas, mais conhecido como Zé Arigó, deu inicio a uma verdadeira revolução nos conceitos mecanicistas vigentes, seja nas prescrições, seja nas cirurgias invasivas operadas em tempo reduzido, sem preparo prévio, sem dor apesar da ausência de anestesia, sem efeitos colaterais ou óbitos que se tenha tido conhecimento. No seu caso, a ação do Espírito conhecido como Dr Fritz, começou quando ele contava 28 anos, inesperada e espontaneamente, de forma inconsciente, erradicando um câncer de pulmão de um candidato a reeleição ao cargo de Senador da República por Minas Gerais e, dias depois, de um tumor uterino de uma conhecida de sua cidade. A partir daí, milhares de pessoas foram atendidas até que fosse preso pelo exercício ilegal da Medicina. Depoimentos impressionantes ficaram preservados, especialmente no livro O CIRURGIÃO DA FACA ENFERRUJADA do jornalista norteamericano Brian Fuller. Um deles, envolve a senhora Maria Emília Silveira, oriunda de Vitória da Conquista (BA), portadora de câncer no útero; desenganada pelos médicos, cirurgiada no dia 23/7/57. Testemunhas – Ismenio Silveira (marido), Randulfo Paiva (advogado), Adhemar Alves Brito (Cel Exercito), Newton Boechat, Duração: 8 minutos. Atentemos para o depoimento do médico Ladeira Marques: -“Penetramos no pequeno aposento onde se fazem as intervenções, encontrando a paciente deitada em decúbito dorsal, sobre o assoalho. Incumbiu-me o Dr Fritz de afastar as vestes da paciente, a fim de praticar a intervenção. Perguntou ao marido, presente, se desejava que a intervenção se fizesse pela via baixa ou por via abdominal, decidindo-se o marido pela via baixa. Foram introduzidos na cavidade vaginal da paciente, sem auxílio de espéculo, três tesouras e dois bisturis, com manobra brusca sem ferir a doente. Cada instrumento introduzido de um só golpe. O ramo das tesouras era ainda mantido pela mão do médium Arigó. Para surpresa nossa, o outro ramo da tesoura, automaticamente, sem nenhuma intervenção visível de mão humana, passou a se movimentar, aproximando-se e se afastando do primeiro como ocorre no ato de seccionar um objeto. Procuramos ver se o movimento que presenciávamos na tesoura estendia-se a outras peças do instrumental cirúrgico empregado na operação e nada pudemos registrar, ouvindo-se, no entanto barulho de entrechoques de metais e o ruído do seccionamento dos tecidos. Decorridos poucos minutos, o Dr Adolf Fritz, através da intervenção do médium Arigó, retirou do campo operatório uma das tesouras introduzidas, que se apresentava ligeiramente impregnada de sangue. Tornou a repor a tesoura no local, dizendo: - “Senhor!. Não quero que haja sangue!”. E a intervenção se fez sem hemorragia. Tomando em seguida uma pinça, recomendou-nos prestar atenção e, introduzindo no local da intervenção, retirou um pedaço de tecido com cerca de 8x4 centimetros, mostrando-o a todos os presentes. A primeira impressão que tive foi que se tratasse da extirpação do útero, mas, como informasse ele à doente que ainda poderia conceber, conclui que se tratava de operação de um tumor uterino. Sem praticar nenhuma anestesia, no decorrer de toda a intervenção, manteve-se a paciente com fisionomia calma e tranquila, não deixando transparecer, absolutamente, nenhum gesto ou reação de dor. Ainda segundo o marido, “retirado o tumor, o Dr. Fritz deu uns quatro ou cinco socos no ventre – local antes dolorido -, e sua mulher permaneceu impassível, sem nada sentir”. O reconhecidamente intransigente médico e professor universitário Dr Ary Lex, foi a Congonhas do Campo (MG), conferir, testemunhando o seguinte: -“ “Arigó, em estado de transe mediúnico, convidou-nos a aproximar-nos do local em que ia operar, na frente do povo. Embora declinássemos nossa qualidade de médico, não nos dispensou nenhuma atenção especial. Tratou-nos rudemente. A única gentileza, convidar-nos a assistir as operações e, posteriormente, o auxiliarmos. No espaço de meia hora, realizou 4 operações, entre as quais: 1- Drenagem de Quisto Sinovial- Sem nenhuma preparação cirurgica, anestesia ou assepsia, não usando nenhuma técnica hipnótica ou letárgica, toques no paciente ou qualquer outro processo de sugestão ou algo semelhante. 2- Operação de ptirígio – Segurei a cabeça da paciente. Arigó realizou a intervenção com uma tesoura de unha. Ante o sangramento abundante, comprimiu o local com algodão, mandando o sangue estancar, produzindo a hemostasia imediata, mandando, ao final, a paciente embora sem maiores cuidados. No correr dos atos operatórios, os pacientes estavam conscientes, tranquilos, não reagindo, respondendo nada sentir.

Eu acho que a religião está certa quando fala do inferno. A ideia da perdição eterna serve de freio para muita gente. Mas, no Espiritismo, como não existe essa possibilidade, as pessoas se sentem mais vontade para cometer erros, porque sabem que, cedo ou tarde, encontrarão o caminho para Deus. A concepção espírita não deixa de ser um consolo para todos nós, mas, ao mesmo tempo, deixa-nos mais livre para pecar.

Interessante a sua colocação. No entanto, precisamos ver como as ideias de inferno e de reencarnação funcionam.

Ao longo da História da Humanidade, não percebemos que o chamado “castigo divino” tenha funcionado a contento para os crentes.

A grande maioria das pessoas, no seu dia a dia, nem se lembra dos conceitos religiosos, parte porque a própria religião ensinou que uma coisa é a vida religiosa e outra é a vida profana.

Portanto, o fato de a religião ensinar o inferno como caminho da perdição não tem tanta influência na conduta das pessoas.

A História demonstra o quanto de maldade e crueldade foram perpetrados em nome da religião, levando muita gente ao materialismo.

Além disso, a própria religião se vale de certos artifícios, como o perdão da igreja e os estados de graça que ela concede aos seus profitentes, deixando-os mais à vontade quanto à possibilidade de voltar a pecar.

Quanto ao Espiritismo, consideramos que a lei de Deus, sendo perfeita e também autoaplicável – cobra de cada um de nós todos os erros que cometemos.

A misericórdia de Deus está justamente nas oportunidades de resgatar esses erros e refazer nosso caminho.

Tudo que fazemos, absolutamente tudo, é considerado. As consequências vêm imediatamente ou vem depois, de tal forma que, na sua longa trajetória de encarnação em encarnação, o Espírito vai se aperfeiçoando paulatinamente, sem precisar de castigo eterno.

Esta doutrina racional da reencarnação e, ao mesmo tempo consoladora, ajuda cada um a procurar melhorar-se segundo seu próprio ritmo.

Melhorar é evitar o erro tanto quanto possível, e procurar servir ao próximo dentro dos princípios cristãos.

Essa crença na reencarnação vem ajudando muito os espíritas – quer dizer, aqueles que aceitam o Espiritismo – de tal forma que eles vão se esforçando para superar seus defeitos morais.

Desse modo, não deixa de ser apreciável ambiente social que os espíritas conseguem criar em torno dos princípios da doutrina.