faça sua pesquisa

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CHICO XAVIER E AS MENSAGENS EM OUTROS IDIOMAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Allan Kardec, desenvolvendo uma classificação inicial da variedade dos médiuns escreventes no excelente compêndio intitulado O LIVRO DOS MÉDIUNS, chamou de médium poliglota, “o que tem a faculdade de falar ou escrever em línguas que não conhecem”, acrescentando, contudo, serem “muito raros”. Uma dentre as hipóteses alinhadas na referida compilação é que o fenômeno só seria possível pela existência, no inconsciente da individualidade de registros arquivados em encarnações em que se serviu desse idioma para se expressar e comunicar na região, raça ou pátria em que renascera. Chico Xavier, entre as múltiplas formas em que sua mediunidade foi utilizada foi para a recepção de mensagens, está a em outros idiomas. Vários, em sua longa jornada a serviço dos Espíritos. Sabe-se que Chico não teve formação além do antigo primário, tendo repetido duas vezes a quarta série, O primeiro a fazer referências a esse tipo de mensagem foi o repórter Clementino de Alencar, enviado especial do jornal O Globo, para investigar Chico Xavier, a origem dos escritos pós-morte do escritor Humberto de Campos e dos vários poetas do PARNASO DE ALEM TÚMULO. Surpreso com o que encontrou - um jovem humilde, pobre, cultura incipiente -, permaneceu em Pedro Leopoldo, MG, por dois meses testando o objeto de sua pesquisa, obtendo da Espiritualidade inúmeras demonstrações de sua ação junto ao médium. Um dos fatos que o surpreendeu foram relatos que davam conta da recepção por ele de mensagens em inglês e italiano, cujo aprendizado, à época, somente era acessível nos grandes centros. E Chico, pelos rudes labores e carga de trabalho remunerado na venda do “seu” Zé Felizardo, não permitiam tais “luxos”. Numa de suas matérias, de doze de maio de 1935 – Chico contava 25 anos de idade -, Alencar faz referências a algumas dirigidas em inglês ao doutor Romulo Joviano. Formara-se ele em Zootecnia pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, sendo seu autor Alexander Seggie, colega de estudos e amigo íntimo durante os anos de formação, desencarnado na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Nas referidas páginas, Alexander, cuja existência o jovem médium ignorava, referia-se ao amigo, num trocadilho, “Jove”,alusão ao sobrenome Joviano. Ainda no texto enviado ao diário carioca, o repórter reproduz mensagem recebida na reunião de 23 de novembro de 1933, assinada por Emmanuel escrita em ingles com as letras enfileiradas ao inverso. Ao reescrevê-la no sentido correto, o destinatário, profundo conhecedor do inglês, identificou um erro na colocação de um artigo e um pronome. Resolve, em inglês, interpelar Emmanuel, recebendo dele extensa resposta no mesmo idioma, entre outras coisas desculpando-se pelos erros cometidos, dizendo-se, apenas um aluno inábil e não um mestre na utilização da língua. Alencar inclui ainda uma mensagem em italiano, grafada da mesma maneira curiosa que a precedente. Objetivando testar se por trás daquele jovem ingênuo havia algo mais, quando solicitado a encerrar aqueles dois meses de experiência, formulou quatro perguntas em inglês, a última das quais mentalmente, obtendo dezoito linhas de resposta a esta, também em inglês. Mais ou menos na mesma época, o médium psicografou mensagem em inglês ao Consul da Inglaterra, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Senhor Harold Walter. Anos depois, presente à solenidade levada a efeito no Teatro Municipal de São Paulo, Chico psicografaria perante numeroso público, entre outras, uma mensagem/ saudação de Emmanuel aos presentes, em inglês, escrita de trás para frente, a chamada especular, somente possível de ser lida diante de um espelho.  Testemunha de muitos desses momentos, o doutor Rômulo Joviano, contou ao amigo Clóvis Tavares que, por força do trabalho, “em visita, certa vez, a uma fazenda do Doutor Louis Ensch, engenheiro luxemburguês, fundador da Usina de Monlevade da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, em Monlevade, MG, Chico recebeu mensagem, endereçada ao mesmo, em idioma luxemburguês. Maravilhado, o destinatário declarou que as páginas foram escritas no melhor estilo da língua nacional de sua pátria, o Grão Ducado de Luxemburgo”. Noutra ocasião, em visita a uma parenta sua residente em Barbacena, MG, a escritora Maria Lacerda de Moura, assistindo uma reunião de estudos orientalistas, após esta ter escrito no quadro-negro algumas palavras em português, possivelmente um “mantra”, para meditação dos presentes, “Chico recebe, através da psicofonia sonambúlica, uma mensagem em idioma hindu, havendo a entidade comunicante, conduzido o médium até o mesmo quadro-negro, traçando diversas expressões ininteligíveis para os presentes, posteriormente reconhecidas como mantras grafados em caracteres sânscritos”.  Inúmeras mensagens particulares foram recebidas ao longo dos anos, em vários idiomas, que o médium também ignorava completamente: alemão, árabe e grego. Perderam-se, no entanto, pelo seu caráter estritamente pessoal dos destinatários.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

A Giuliana, que faz parte da equipe de apresentadores de MOMENTO ESPÍRITA, pede para explicar aos ouvintes, em se tratando de Espiritismo, qual a diferença entre divulgação da doutrina e proselitismo. Repetimos: qual a diferença entre divulgação e proselitismo.

  Primeiramente, precisamos dizer o que é divulgar uma doutrina e o que é fazer proselitismo.

Divulgar ou propagar uma ideia é apresentar publicamente essa ideia para que ela seja conhecida.

Que interesse existe atrás disso? Essa ideia deve ser importante, porque só se justifica a sua propagação, se ela trouxer algum benefício para a coletividade.

É assim que os órgãos de saúde, por exemplo, costumam divulgar informações sobre como combater a dengue, como prevenir o câncer de mama, como combater o diabetes.

  Ao fazer isso, eles não estão fazendo mais do que a obrigação, pois, sendo órgãos públicos, eles se devem cuidar que a população esteja bem informada em matéria de saúde pública.

  Dentro de um Estado democrático como o nosso, qualquer pessoa pode se pôr a divulgar aquilo que é do interesse da população, porque a verdade não deve ficar oculta.

  Proselitismo é outra coisa. A palavra prosélito quer dizer seguidor, adepto, partidário.

Proselitismo quer dizer arrebanhar pessoas para uma religião, para engrossar as fileiras de uma seita ou de um partido, como fazem certos segmentos religiosos.

  No proselitismo há duas fases. A primeira é de levar a informação às pessoas, individual ou coletivamente. A segunda fase é de trazê-las para integrar um grupo ou uma igreja.

Se o proselitismo for intenso e vigoroso, no sentido de forçar o convencimento das pessoas para aceitar a doutrina ou religião que pregam, dizemos que se trata de proselitismo de arrastamento.

É claro que o Espiritismo, por ser uma doutrina de prega e ensina a liberdade religiosa, não pode fazer proselitismo, sob pena de contradizer seus próprios princípios.

Você deve estar perguntando? Mas, o Espiritismo não tem interesse em aumentar o número de seguidores?

É claro que tem. Mas essa conquista não se faz por meio de propaganda agressiva, enganosa ou por coação.  Os novos espíritas serão aqueles que, por escolha própria, despertarão para a verdade espírita de uma forma livre e tranquila.

  A verdade não deve permanecer oculta, como dissemos, lembrando aquela famosa frase de Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade nos libertará”.

No entanto, seja qual seja essa verdade, ela não pode se impor, constrangendo as pessoas a aceitá-la, mas, ao ser divulgada, vai pedir de cada um a ouça com atenção, analise e decida pela própria cabeça.

Assim faz o Espiritismo em relação à divulgação de suas ideias, colocando essa divulgação como prioridade, mas nunca como imposição, como fez Jesus em relação à sua doutrina.  


Nenhum comentário:

Postar um comentário