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sábado, 14 de fevereiro de 2026

NINGUEM FOGE DE SI MESMO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Falando sobre diferentes estados da alma no Mundo Espiritual no comentário com que abre o capítulo três d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec explica que “as diferentes moradas na casa do Pai referidas por Jesus são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento”. Salienta, contudo, que “independente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz ou infeliz dos Espíritos no Mundo Espiritual. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver o aspecto das coisas, as sensações que experimentar as percepções que possuir tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundo(...). Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas”. Apesar de essas ponderações terem sido escritas há mais de cento e cinquenta anos, de certa maneira, vem sendo cogitadas atualmente por estudiosos da Física Quântica através dos Universos Paralelos propostos pela Teoria da Supercordas, chegando a afirmar que “mesmo que as dimensões ocultas do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. O Espiritismo, por sinal demonstra através de milhares de depoimentos e exemplos que para essa realidade voltaremos, pois dela viemos. Tantas vezes quanto for necessário para atingirmos melhores níveis de evolução espiritual. Tudo isso pela lentidão com que trabalhamos conscientemente para nos livrarmos dos “efeitos” daquilo que “causamos” nas ações deliberadamente assumidas, intencionalmente ou não. E na saída constataremos que “cada qual, como acontece no nascimento, tem a sua porta adequada para ausentar-se do Plano Físico”, como explica o Espírito Abel Gomes, em mensagem psicografada pelo médium Chico Xavier, inserida no livro FALANDO Á TERRA (feb,1951). Segundo ele, “as inteligências no Plano Espiritual se agrupam segundo os impositivos da afinidade, vale dizer, consoante a onda mental, ou frequência vibratória, em que se encontram”. Em outras palavras, “cada tipo de mente vive na dimensão com que se harmonize”, em “organizações que obedecem à densidade mental dos seres que as compõem”. Ilustrando seu texto com alguns exemplos, conta num deles que “algumas entidades presas ao remorso por delitos praticados, improvisam, elas mesmas, com as faculdades criadoras da imaginação, os instrumentos de castigo, dos quais se sentem merecedoras, com antigo sertanejo do interior de Minas Gerais, que impunha serviço sacrificial aos seus empregados de campo, mais por ambição de lucro fácil na exploração intensiva da terra que por amor ao trabalho, deixou recheados cofres aos filhos e netos; mas, transportado à esfera imediata e ouvindo grande número de vozes que o acusavam, tomou-se de tão grande arrependimento e de tão viva compunção, que plasmou, ele mesmo, uma enxada gigantesca, agrilhoando-a às próprias mãos, com a qual atravessou longos anos de serviço, em comunhão com Espíritos primitivos da Natureza, punindo-se e aprendendo o preço do abuso na autoridade”. Outro envolve “orgulhosa dama, que conheceu pessoalmente e a quem humilde e nobre família deve a morte de nobre mulher, vitimada pela calunia, em desencarnando e conhecendo a extensão do mal que causara, adquiriu para si o suplício da vítima, por intermédio do remorso profundo em que se mergulhou, estacionando por mais de dois lustros em sofrimento indescritível”. Lembra o caso de “velho conhecido que assassinou certo companheiro de luta, em deplorável momento de insânia, e, não obstante ver-se livre da justiça humana, que o restituiu à liberdade, experimentou longo martírio da consciência dilacerada, entregando-se, por mais de quatro decênios, à caridade com trabalho ativo para bem do próximo. Com semelhante procedimento, granjeou a admiração e o carinho de vários Benfeitores da Espiritualidade Superior, que o acolheram, solícitos, quando afastado da experiência física, situando-o em lugar respeitável, a fim de que pudesse prosseguir na obra retificadora. Pelos fios da amizade e da colaboração que soube tecer, em volta do coração, para solucionar o seu caso, conseguiu recursos para ir no encalço da vítima, que a insubmissão havia desterrado para fundo despenhadeiro de trevas e animalidade. Não se fez dela reconhecido, de pronto, de modo a lhe não perturbar os sentimentos, auxiliando-a a assumir posição de simpatia necessária à receptividade dos benefícios de que era portador; e, após lutar intensivamente pela sua transformação moral, em favor do necessário alçamento, voltará às lides da carne, a fim de recebê-la nos braços”. Enfim, como vemos, no caminho do progresso espiritual, os efeitos correm sempre atrás das causas.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Acho deprimentes essas encenações da paixão e morte de Jesus, sempre  apresentadas com muito realismo por grupos de teatro e pelo cinema, quase sempre atraindo grande público. Eu pergunto: que mãe ou que pai suportaria ver retratado todos os anos o martírio de seus filhos?

Veja a que ponto chega a fé, quando não está aliada à razão. Esse estranho comportamento dos fiéis se deve ao fato de que há séculos a religião estabeleceu como dogma a ideia de que Deus precisou enviar seu filho Jesus à Terra para salvar o homem da perdição, já que ele, o homem, não podia ele mesmo salvar-se a si próprio.

Segundo essa crença, o homem já nasce marcado pelo pecado original derivado do erro de Adão e Eva, e disso decorreu essa submissão de Jesus ao extremo sacrifício, respondendo assim pelos pecados da humanidade. Por isso Jesus é chamado de redentor ou salvador.

Mas para que essa concepção pudesse se consolidar na consciência dos fiéis, era preciso repetir indefinidamente a trajetória da cruz, para que eles não se esquecessem que Jesus sofreu por eles e que por isso deveriam cultivar na sua consciência um sentimento de culpa.

É claro que a concepção espírita a respeito de Jesus nada tem a ver com pecado ou redenção humana. Para a doutrina Jesus é um Espírito puro, que encarnou na Terra para trazer a maior lição moral que a humanidade já conheceu, a do amor ao próximo que redunda na vivência e na prática do bem.

Jesus não sofreu para nos redimir dos pecados. No entanto, sua vida, martírio e morte demonstraram o quanto nós, humanidade, estávamos e ainda estamos atrasados em desenvolvimento espiritual e, por outo lado,  o quanto podemos aprender com seu exemplo de vida.

Para a doutrina Jesus foi o maior mestre da História, que viveu o que ensinou, mas que não obrigou ninguém a segui-lo; apenas recomendou que nos amássemos uns aos outros para alcançarmos a felicidade.

Por isso, devemos reverenciar Jesus vivo, rememorar seus ensinamentos, seguir seu exemplo, e tomá-lo como modelo e guia para a nossa vida. Seu martírio e morte apenas demonstram o nosso atraso moral que, em todo momento da História, perseguiu e sacrificou aqueles que ousaram defender o bem e da verdade.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

ENTENDENDO A TURBULENTA CONVULSÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Se tentarmos conversar com uma criança de cinco anos sobre a Teoria da Relatividade será que obteremos sucesso?  Se nos dirigirmos a um dos habitantes das diversas comunidades rurais da Papua-Nova Guiné para ouvi-lo sobre planejamento estratégico haveria reciprocidade? Se falássemos para um intolerante radical religioso que há inúmeras evidências confirmando a realidade da reencarnação, teríamos chance de prolongar o entendimento? Uma breve reflexão sobre tais questões resultariam numa óbvia resposta: não! As imagens se associadas a outra criada pelo Espírito Emmanuel através do médium Chico Xavier na mensagem O GRANDE EDUCANDÁRIO no livro ROTEIRO (feb,1952) sobre a Terra ser uma das muitas escolas dedicadas à evolução espiritual abrigando “mais de vinte bilhões de almas conscientes desencarnadas”, permitem-nos entender o que acontece neste momento do Planeta em que vivemos. Na segunda mensagem selecionada por Allan Kardec para compor as Instruções dos Espíritos do Capítulo 3 – Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai, d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Santo Agostinho traça um perfil dos Mundos de Expiação e de Provas entre os quais se insere ainda a Terra.  Diz, entre outras coisas, que “a superioridade da inteligência, num grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de Espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de que já viveram e realizarem certo progresso, mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral”, estando neste mundo como estrangeiros para expiarem suas faltas através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo feliz”, tendo “vivido em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação no mal, que os tornava causa de perturbação para os bons”. Salienta, porém, que “não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. As raças que chamais selvagens, constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contato de Espíritos mais avançados”. Acrescenta que “vem a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso, sendo de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos”. São Luiz na resposta à última pergunta d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, revela que o momento da “transformação predita para a Humanidade terrena” havia chegado, resultando não só “na remoção dos Espíritos maus mas também dos que tendem a deter a marcha das coisas”. Isto sugere a atuação de um comando a operar essas ações. Nos versículos 3 e 10 do Capítulo 1 do EVANGELHO de João, apresentado Jesus diz “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” e “estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”, sugerindo não ser ele apenas mais que o Mestre reconhecido por todos os que estudam sua história. Obras mediúnicas recebidas por Chico Xavier como A CAMINHO DA LUZ de Emmanuel e, BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO assinada por Irmão X, revelam aspectos de planejamentos tecidos na Espiritualidade para encaminhar a evolução dos habitantes da Terra. Especialmente o segundo, prende-se à nova fase ou Ciclo – estimado recentemente pela ciência como de 2160 anos - em que iria começar entrar o planeta nos séculos seguintes. Para se ter uma ideia de como funcionam as coisas nos bastidores da evolução, em interessante questionamento sobre o fenômeno Joana D’Arc, a aldeã de Orleans, na França, que transformou-se em líder militar na vitória francesa sobre a ambição inglesa no século XIV, Chico Xavier explicou que “naquela época, os Espíritos encarregados da evolução do Planeta estavam selecionando os gens que viriam a servir na formação do corpo da plêiade de entidades nobres que reencarnariam para ampliar o desenvolvimento geral da Terra, através do chamado Iluminismo francês. Era preciso cuidado para que os corpos pudessem suportar a dinâmica das inteligências que surgiriam. Se a França fosse invadida, perder-se-ia o trabalho de muitos séculos. Então Joana D’Arc foi convocada para que impedisse a invasão, a fim de que se preservassem as sementes genitais, para a formação de instrumentalidade destinada aos gênios da cultura e do progresso que renasceriam na França, especialmente em se tratando da França do século XIX que preparou, no mundo, a organização da era tecnológica que estamos vivendo no século XXI.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Se Deus é bom e perfeito, se Ele conhece o presente, o passado e o futuro, Ele também sabe qual é o destino de cada um de nós, desde que nos criou.  Por que temos que rezar e praticar boas ações, então, se tudo já está definido desde o princípio?

A pergunta tem lógica. Mas devemos ir um pouco mais fundo. Partindo do princípio de que Deus nos criou para o bem, podemos concluir que todos nós, absolutamente todos, estamos caminhando para essa finalidade suprema.

Todavia, embora visando apenas e tão somente o nosso bem – que acontecerá mais cedo ou mais tarde, porque essa é a sua vontade – Deus não nos criou perfeitos.

Pelo contrário, Ele nos criou para a perfeição, mas não nos fez perfeitos. A perfeição seria alcançada por nós e dependeria do nosso próprio esforço.

Essa parte Deus não fez. Ou seja, Ele deixou que cada um de nós construísse sua própria perfeição, até porque, se nos fizesse perfeitos, nós não teríamos nada a fazer e, portanto, não reuniria nenhum mérito.

Fazendo-nos imperfeitos, abriu para nós o caminho da liberdade. É o que chamamos de livre-arbítrio. O livre-arbítrio nos permite agir por nossa própria vontade, mas, ao mesmo tempo, implica na responsabilidade pelos nossos atos.

O plano de Deus é tão perfeito em relação a nós, seres inteligentes do universo, que nos deixou as condições para que abríssemos o próprio caminho rumo à perfeição.

Tudo no mundo caminha para a perfeição. Nós também, mas caminhamos com nossos próprios pés, pois a perfeição é uma conquista e não uma dádiva.

Conquistando a própria perfeição, estaremos de alguma forma participando da obra de Deus. Por isso, André Luiz, muito apropriadamente, nos chama de cocriadores.

Logo, não é difícil concluir que cada um de nós perfaz uma trajetória no longo caminho da perfeição, vivendo e aprendendo, de tal forma que, queiramos ou não, caminharemos em direção ao destino glorioso que Deus reservou para cada um de nós.

Desse modo, a criação é um ato de amor, posto que todos dela derivamos, caminhando em direção à nossa plena realização espiritual.

Ao orar e praticar o bem estamos impulsionando o nosso crescimento e participando com responsabilidade do grande ato da criação que está acontecendo em todo o momento.

 

O Pai – que conhece o presente, o passado e o futuro – por ser bom e misericordioso, no dizer de Jesus, jamais criaria um só de seu filho para a perdição, de modo que, assim como todos Dele vieram, assim para Ele todos voltarão.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CHICO XAVIER E AS MENSAGENS EM OUTROS IDIOMAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Allan Kardec, desenvolvendo uma classificação inicial da variedade dos médiuns escreventes no excelente compêndio intitulado O LIVRO DOS MÉDIUNS, chamou de médium poliglota, “o que tem a faculdade de falar ou escrever em línguas que não conhecem”, acrescentando, contudo, serem “muito raros”. Uma dentre as hipóteses alinhadas na referida compilação é que o fenômeno só seria possível pela existência, no inconsciente da individualidade de registros arquivados em encarnações em que se serviu desse idioma para se expressar e comunicar na região, raça ou pátria em que renascera. Chico Xavier, entre as múltiplas formas em que sua mediunidade foi utilizada foi para a recepção de mensagens, está a em outros idiomas. Vários, em sua longa jornada a serviço dos Espíritos. Sabe-se que Chico não teve formação além do antigo primário, tendo repetido duas vezes a quarta série, O primeiro a fazer referências a esse tipo de mensagem foi o repórter Clementino de Alencar, enviado especial do jornal O Globo, para investigar Chico Xavier, a origem dos escritos pós-morte do escritor Humberto de Campos e dos vários poetas do PARNASO DE ALEM TÚMULO. Surpreso com o que encontrou - um jovem humilde, pobre, cultura incipiente -, permaneceu em Pedro Leopoldo, MG, por dois meses testando o objeto de sua pesquisa, obtendo da Espiritualidade inúmeras demonstrações de sua ação junto ao médium. Um dos fatos que o surpreendeu foram relatos que davam conta da recepção por ele de mensagens em inglês e italiano, cujo aprendizado, à época, somente era acessível nos grandes centros. E Chico, pelos rudes labores e carga de trabalho remunerado na venda do “seu” Zé Felizardo, não permitiam tais “luxos”. Numa de suas matérias, de doze de maio de 1935 – Chico contava 25 anos de idade -, Alencar faz referências a algumas dirigidas em inglês ao doutor Romulo Joviano. Formara-se ele em Zootecnia pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, sendo seu autor Alexander Seggie, colega de estudos e amigo íntimo durante os anos de formação, desencarnado na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Nas referidas páginas, Alexander, cuja existência o jovem médium ignorava, referia-se ao amigo, num trocadilho, “Jove”,alusão ao sobrenome Joviano. Ainda no texto enviado ao diário carioca, o repórter reproduz mensagem recebida na reunião de 23 de novembro de 1933, assinada por Emmanuel escrita em ingles com as letras enfileiradas ao inverso. Ao reescrevê-la no sentido correto, o destinatário, profundo conhecedor do inglês, identificou um erro na colocação de um artigo e um pronome. Resolve, em inglês, interpelar Emmanuel, recebendo dele extensa resposta no mesmo idioma, entre outras coisas desculpando-se pelos erros cometidos, dizendo-se, apenas um aluno inábil e não um mestre na utilização da língua. Alencar inclui ainda uma mensagem em italiano, grafada da mesma maneira curiosa que a precedente. Objetivando testar se por trás daquele jovem ingênuo havia algo mais, quando solicitado a encerrar aqueles dois meses de experiência, formulou quatro perguntas em inglês, a última das quais mentalmente, obtendo dezoito linhas de resposta a esta, também em inglês. Mais ou menos na mesma época, o médium psicografou mensagem em inglês ao Consul da Inglaterra, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Senhor Harold Walter. Anos depois, presente à solenidade levada a efeito no Teatro Municipal de São Paulo, Chico psicografaria perante numeroso público, entre outras, uma mensagem/ saudação de Emmanuel aos presentes, em inglês, escrita de trás para frente, a chamada especular, somente possível de ser lida diante de um espelho.  Testemunha de muitos desses momentos, o doutor Rômulo Joviano, contou ao amigo Clóvis Tavares que, por força do trabalho, “em visita, certa vez, a uma fazenda do Doutor Louis Ensch, engenheiro luxemburguês, fundador da Usina de Monlevade da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, em Monlevade, MG, Chico recebeu mensagem, endereçada ao mesmo, em idioma luxemburguês. Maravilhado, o destinatário declarou que as páginas foram escritas no melhor estilo da língua nacional de sua pátria, o Grão Ducado de Luxemburgo”. Noutra ocasião, em visita a uma parenta sua residente em Barbacena, MG, a escritora Maria Lacerda de Moura, assistindo uma reunião de estudos orientalistas, após esta ter escrito no quadro-negro algumas palavras em português, possivelmente um “mantra”, para meditação dos presentes, “Chico recebe, através da psicofonia sonambúlica, uma mensagem em idioma hindu, havendo a entidade comunicante, conduzido o médium até o mesmo quadro-negro, traçando diversas expressões ininteligíveis para os presentes, posteriormente reconhecidas como mantras grafados em caracteres sânscritos”.  Inúmeras mensagens particulares foram recebidas ao longo dos anos, em vários idiomas, que o médium também ignorava completamente: alemão, árabe e grego. Perderam-se, no entanto, pelo seu caráter estritamente pessoal dos destinatários.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

A Giuliana, que faz parte da equipe de apresentadores de MOMENTO ESPÍRITA, pede para explicar aos ouvintes, em se tratando de Espiritismo, qual a diferença entre divulgação da doutrina e proselitismo. Repetimos: qual a diferença entre divulgação e proselitismo.

  Primeiramente, precisamos dizer o que é divulgar uma doutrina e o que é fazer proselitismo.

Divulgar ou propagar uma ideia é apresentar publicamente essa ideia para que ela seja conhecida.

Que interesse existe atrás disso? Essa ideia deve ser importante, porque só se justifica a sua propagação, se ela trouxer algum benefício para a coletividade.

É assim que os órgãos de saúde, por exemplo, costumam divulgar informações sobre como combater a dengue, como prevenir o câncer de mama, como combater o diabetes.

  Ao fazer isso, eles não estão fazendo mais do que a obrigação, pois, sendo órgãos públicos, eles se devem cuidar que a população esteja bem informada em matéria de saúde pública.

  Dentro de um Estado democrático como o nosso, qualquer pessoa pode se pôr a divulgar aquilo que é do interesse da população, porque a verdade não deve ficar oculta.

  Proselitismo é outra coisa. A palavra prosélito quer dizer seguidor, adepto, partidário.

Proselitismo quer dizer arrebanhar pessoas para uma religião, para engrossar as fileiras de uma seita ou de um partido, como fazem certos segmentos religiosos.

  No proselitismo há duas fases. A primeira é de levar a informação às pessoas, individual ou coletivamente. A segunda fase é de trazê-las para integrar um grupo ou uma igreja.

Se o proselitismo for intenso e vigoroso, no sentido de forçar o convencimento das pessoas para aceitar a doutrina ou religião que pregam, dizemos que se trata de proselitismo de arrastamento.

É claro que o Espiritismo, por ser uma doutrina de prega e ensina a liberdade religiosa, não pode fazer proselitismo, sob pena de contradizer seus próprios princípios.

Você deve estar perguntando? Mas, o Espiritismo não tem interesse em aumentar o número de seguidores?

É claro que tem. Mas essa conquista não se faz por meio de propaganda agressiva, enganosa ou por coação.  Os novos espíritas serão aqueles que, por escolha própria, despertarão para a verdade espírita de uma forma livre e tranquila.

  A verdade não deve permanecer oculta, como dissemos, lembrando aquela famosa frase de Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade nos libertará”.

No entanto, seja qual seja essa verdade, ela não pode se impor, constrangendo as pessoas a aceitá-la, mas, ao ser divulgada, vai pedir de cada um a ouça com atenção, analise e decida pela própria cabeça.

Assim faz o Espiritismo em relação à divulgação de suas ideias, colocando essa divulgação como prioridade, mas nunca como imposição, como fez Jesus em relação à sua doutrina.  


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

ESQUIZOFRENIA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A evolução no século 20 do conhecimento sobre o corpo humano, seus distúrbios e comportamento deles derivados, abriu campo para a grande ampliação e aprofundamento das chamadas doenças mentais bem como diagnósticos e terapias observadas na atualidade. Novas nomenclaturas baseadas nas especificidades de cada caso ante o adensamento demográfico do Planeta. Um dos tipos foi descoberto pelo médico Eugen Broiler que a denominou esquizofrenia já na primeira década do século passado mantinha intensos debates com Freud e Jung. Estima-se atingir hoje algo em torno de 24 milhões de pessoas, sendo que a doença caracteriza-se pela chamada demência precoce, atingindo com uma deterioração mental em jovens recém entrando na vida adulta. Apesar das conquistas desde os debates citados há muito a pesquisar no que tange às origens do problema. Nesse sentido, a visão oferecida pelo Espiritismo tem algo a dizer.  Afirmando o Ser humano na verdade é a resultante do complexo mente (Espírito)/ corpo espiritual/ corpo físico integrado num processo denominado reencarnação que objetiva a evolução da individualidade e que tem a regulá-lo a chamada Lei de Causa e Efeito, oferece elementos importantes para a compreensão das origens da doença até porque o problema atinge faixas etárias compreendidas pela infância e juventude. Solicitado algumas vezes a se manifestar sobre a questão, o médium Chico Xavier explicou: SOBRE A ORIGEM: -Muitas vezes, nascemos com processos alusivos a moléstias chamadas incuráveis, como resultados de complexos de culpas adquiridos por nós mesmos em existências passadas. Por exemplo: um homem extermina a vida de outro homem e parte para o Além; a vítima perdoou ao verdugo, mas a consciência do verdugo não concordou com esse perdão, e ele continua com o remorso, com o problema da culpa a lhe estragar a tranquilidade íntima. Dessa forma, os pensamentos de remorso repercurtem sobre o corpo espiritual e determinam o desequilíbrio da distribuição dos agentes químicas do organismo, já que, em verdade, cada um de nós tem determinada farmácia na sua própria vida íntima e as substâncias químicas errem o seu nível ideal, particularmente no cérebro, a cabine por onde o espírito se manifesta. Adquirindo culpas intensas e profundas, é muito natural que e criatura renasça com problemas de esquizofrenia. SOBRE A INCIDÊNCIA NA INFÂNCIA: - A esquizofrenia, na essência, decorre de transformações de caráter negativo  do quimismo da vida cerebral. Esse problema, no entanto, procede da Vida Espiritual, antes do processo reencarnatório, de vez que o problema da culpa, instalando em nós, por nós mesmos, na experiência terrestre, se transfere conosco, pela desencarnação, no rumo do mais Além. Muitas vezes, atravessamos condições de vida purgatorial, no Outro Mundo, mas somos devolvidos à Terra mesmo, aos núcleos habitacionais em que as nossas culpas foram adquiridas, e, frequentemente, carreamos conosco as telas da esquizofrenia. Quando o processo da esquizofrenização se patenteia violento, eis que as pertubações consequentes se manifestam na criatura em período de desenvolvimento infantil, mas na maioria dos caso a esquizofrenia aparece depois da puberdade ou logo após a maioridade física. Os Instrutores Espirituais são unânimes em afirmar que esse desequilíbrio decorre de nossos próprios débitos, nas áreas das forças espirituais de que dispomos no campo da própria consciência. SOBRE O FATOR PREPONDERANTE: -A esquizofrenia pode, muitas vezes, indicar o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo ou muito tempo.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR JOSÉ BENEVIDES CAVALCANTE

Todo dia a gente liga a televisão e vê com tristeza que os crimes estão acontecendo por toda parte. São assassinatos, assaltos, sequestros, estupros, praticados por pessoas que parece que não são humanos, que empregam atos de violência e crueldade sem limites, muitas vezes, chocando a própria polícia. Vendo isso, fico pensando como tais criminosos podem ser considerados filhos de Deus. Como poderíamos amar uma criatura dessas, que fazem tantas vítimas indefesas – pais de família, crianças, idosos, mulheres - que ficam à mercê desses homens violentos?

O seu questionamento dever o mesmo de muita gente. Como amar os criminosos? Evidentemente, pela nossa condição espiritual, ainda temos muita dificuldade de compreender a profundidade da mensagem de Jesus.

Mas o que ele ensinou tem lógica; por isso podemos dizer que Jesus estava coberto de razão. Se Deus é Pai de todos nós, ele é pai de todos os homens, dos bons e dos maus, e como Pai que ama seus filhos, jamais esquece ou deserta qualquer um deles.

“Se um filho vos pedir um pão, com certeza não lhe darás uma pedra. Se vos pedir um peixe, não lhe darás uma serpente. Ora, se vós, que sois maus e imperfeitos, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, o que não vos dará o Pai que está nos céus, que é bom e perfeito, e que manda a chuva para os bons e para os maus, e o sol para os justos e para os injustos?”

Vamos analisar esta fala de Jesus. Sim, a nossa imperfeição e a nossa maldade ainda não são suficientes para evitar que queiramos bem aos nossos filhos, ainda que eles ajam com maldade. Que dirá Deus, que é a Perfeição, a Bondade e a Misericórdia!

A nossa condição espiritual faz com que estejamos disputando lugar num mundo de maldade e violência. Ainda não podemos compreender que um homem seja tão mal a ponto de roubar e de matar sem piedade o seu irmão. E, quando isso acontece, enchemo-nos de revolta e o que queremos mesmo é devolver a esse homem o mal que ele praticou.

No entanto, pense bem, prezado ouvinte. Se esse homem maldoso e impiedoso, que fez tanta gente sofrer, fosse seu filho? Será que você se voltaria contra ele, esquecendo que você é seu pai ou sua mãe e que, por isso, pede que a lei seja tão severa com ele, a ponto de condená-lo à morte?

Certa vez, no calor de uma discussão sobre pena de morte, por causa de um crime bárbara que acontecera contra uma jovem atriz, o apresentador do programa perguntou aos participantes quem era a favor que a pena de morte fosse aplicada ao assassino. A maioria levantou a mão.

Entretanto, quando o mesmo apresentador perguntou se eles ainda seriam a favor da pena de morte fosse aplicada ao criminoso, mesmo que o criminoso fosse seu filho, surpreendidos, os mesmos que haviam levantado as mãos se calaram. 

Na verdade, quando o amor entra na questão, tudo muda. Tanto assim que as mães, ainda que seus filhos estejam nos presídios por conta dos crimes praticados, elas não os deixam de visitar e defende-los quando acusados.

Imagine Deus, no seu infinito amor! Todavia, nós humanos ainda não conseguimos entender como isso se dá e a depender de nós os maus e os criminosos todos seriam condenados ao fogo eterno.

Mas para o Pai de Amor e Perfeição ninguém se perde, porque todos somos seus filhos amados, embora estejamos em diferentes etapas de progresso moral.

Tanto assim que, entre nós, existem aqueles que dão tudo de si para a felicidade do próximo, como Francisco de Assis, como existem os que ainda não entenderam o que é amor.

No caminhar da humanidade pela longa estrada da evolução, de encarnação em encarnação, ninguém se perderá. E aqueles que hoje ainda se enlameiam na violência e no crime hão de se redimir de suas quedas para glorificar a Deus amando seus semelhantes.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LEI DE CAUSA E EFEITO -COMO FUNCIONA E ALGUNS EXEMPLOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Muito se cita o Carma para justificar ocorrências que fazem no mundo de hoje, questionar-se a existência de Deus. Sua concepção, ao que tudo indica, irradiou-se pelo mundo, a partir dos princípios religiosos introduzidos no nosso Planeta, pelo grupo de Espíritos exilados de Capela reencarnados na região conhecida como Índia. Ao menos é o que revela Espírito Emmanuel, através de Chico Xavier, na obra A CAMINHO DA LUZ. A ideia sofreu ao longo das civilizações deformações, deturpações, até que no lado Ocidental da Terra, foi sendo progressivamente esquecida com o apagar doutro princípio, o da reencarnação, a partir das lamentáveis decisões do Segundo Concílio de Constantinopla,  promovido pelo Imperador Justiniano, em 553 DC. Praticamente treze séculos e inúmeras gerações, distanciaram as criaturas humanas da responsabilidade de viver, infundida com as perspectivas do inevitável encontro consigo mesmas e da reparação dos estragos cometidos nos diferentes caminhos da evolução. Coube ao Espiritismo ressuscitar ambas, dentro das exigências de uma Humanidade ávida por respostas sobre porque existimos e sofremos. As pesquisas conduzidas por Allan Kardec nas reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, desde abril de 1858, resultaram em expressiva coleta de dados, obtidos através de inúmeros entrevistados que se manifestaram por diversos médiuns, sendo muitos desses depoimentos reproduzidos na REVISTA ESPÍRITA, publicada sob a direção do Codificador de janeiro de 1858 a março de 1869. Tal material serviu também para que os aterrorizantes conceitos da morte pudessem ser reformulados objetivamente a partir dos exemplos contidos n’ O CÉU E O INFERNO segundo o Espiritismo. Nele, entra-se em contato com interessantes relatos de personalidades evocadas por Kardec, testemunhando as sensações, impressões e realidades registradas por eles na transição desta para outra dimensão. Analisando-os, o Codificador enumerou 32 artigos do que ele chama de Código Penal da Vida Futura, reproduzido no capítulo 7, da Primeira Parte do livro citado. Mostram por variados ângulos a Lei implícita na afirmação “a cada um segundo as suas obras”. A vida mostra-se como uma única realidade, apesar de desenvolver-se em duas dimensões. Toma-se conhecimento, através desse conteúdo, que as leis espirituais que controlam o indivíduo aplicam-se à família, à nação, às raças, ao conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. As faltas do indivíduo, as da família, as da nação, qualquer seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma Lei. Comentando o aspecto, Kardec considera que “a criatura renasce no mesmo meio, na mesma nação, na mesma raça, quer por simpatia, quer para continuar, com os elementos já elaborados, estudos começados, para se aperfeiçoar, prosseguir trabalhos encetados e que a brevidade da vida não lhe permitiu acabar,(...) até que o progresso os haja completamente transformado”. Acrescenta que “não se pode duvidar haver famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque, dominadas por instintos de orgulho, egoísmo, ambição, enveredam pelo caminho errado, fazendo coletivamente o que um indivíduo faz isoladamente. Uma família se enriquece a custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de Talião”. Identificando cinco exemplos de provas e expiações, individuais e coletivas, destacamos alguns do extraordinário acervo construído por Kardec ou pelo trabalho do médium Chico Xavier. Didaticamente os alinharemos mostrando o efeito e a correspondente causa determinante. CASO 1 Efeito - Industrial, morto doze horas após explosão de caldeira em sua empresa, envolvendo seu corpo em verniz fervente nela contida. Socialmente queridíssimo pela postura pessoal, em toda sua cruel agonia, não se lhe ouviu um só gemido, uma só queixa, apesar das dores lancinantes resultantes das profundas queimaduras sofridas. CausaAção assumida 200 anos antes, quando, na condição de juiz e inquisidor italiano condenou a morrer queimados os envolvidos numa conspiração visando a politica clerical, entre os quais uma jovem entre 12 e 14 anos, contra a qual os executores se recusavam cumprir a sentença, tornando-se ele, além de juiz, o carrasco que ateou fogo na quase menina. CASO 2 – Efeito – Antonio B., escritor, morto repentinamente( provavelmente um ataque cataléptico), teve seu corpo encontrado virado de bruços durante exumação feita 15 dias após o sepultamento, procedimento efetuado para que familiares recuperassem medalhão por acaso esquecido no caixão. Causa – Ação em vida anterior em que descoberta infidelidade da esposa, a enterrou viva num fosso. CASO 3Efeito - João Fausto Estuque, desencarnado em 16/10/1976, em acidente aéreo com avião de pequeno porte, na região de Votuporanga, SP. Causa – Ter sido protagonista 300 anos antes, em ações objetivando conquistar destaque nas posições da finança e do poder,  que culminaram na morte de várias pessoas de vasta comunidade humana, precipitadas em penhascos, sem que seus delitos fossem descobertos ou punidos.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Bilhões de pessoas existem no mundo. Milhões delas estão orando neste momento, pedindo proteção a Deus e cada uma se dirige a Deus como se fosse se ela fosse a única que estivesse orando, como se Deus estivesse ali ao seu lado somente para ela, para atendê-la. Não é assim que acontece? Eu pergunto: como que Deus, que é um só, pode estar ali para atender cada uma dessas milhões de pessoas?

Sua pergunta tem algo de lógico, mas, ao mesmo tempo, questiona a existência de Deus.

Quem nos ensinou a orar foi Jesus. Para Jesus orar (como o próprio sentido da palavra está dizendo) é falar, falar com Deus, a quem ele chamou amorosamente de Pai.

Nós sempre dizemos que a grande revolução que Jesus provocou na religião foi trazer Deus do palácio (onde ele era rei) para dentro de casa, onde passa a ser nosso Pai.

Há uma diferença entre rei e pai, naturalmente. O rei está longe, no palácio. Se você quiser falar com ele, você precisa ir lá, marcar audiência e, se possível, ser recebido.

Para falar com seu pai, você nem precisa sair de casa, porque o pai está ali, no dia a dia, ao seu lado, e sabe mais do que você de que realmente você precisa. Veja, portanto, a grande diferença.

Logo, Jesus comparou Deus ao pai justamente para colocá-lo ao lado de cada um e mostrar como é fácil falar com ele. Aliás, Jesus mostrou que “falar com Deus” é a coisa mais fácil do mundo.

É até mais fácil do que falar com o pai humano, porque o pai humano nem sempre está disponível e, às vezes, nem está atento ao que você está falando. Isso não acontece com Deus, que o nosso Pai Maior.

Mas, como Deus pode estar em todos os lares, ao lado de cada um? – você pergunta.

  Deus é a causa e a razão de tudo. Na verdade, ele não pode ser uma pessoa como nós, porque uma pessoa quando está aqui, não está ali. Deus, porém, está em tudo, porque tudo que existe provém dele e está nele.

Essa concepção é filosófica, porque, como dizia o Hegel, filósofo alemão, Deus, sendo um ser perfeito, possui todas as perfeições, e a onipresença é uma perfeição.

Allan Kardec também se preocupou com esta questão que você levanta, ao perguntar aos Espíritos: “Deus se ocupa pessoalmente de cada homem? Ele não é muito grande e nós muito pequenos para que cada indivíduo em particular tenha alguma importância aos seus olhos”?

Veja a resposta à questão 964 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS: “Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é muito pequeno para sua bondade”.

E quando Kardec insiste, perguntando se Deus estaria atento quanto aos nossos atos, para nos recompensar ou punir, eles respondem: ”Deus tem suas leis que regulam todas as vossas ações; se as violais é vossa falta”.

O fato de Deus ser o Criador ( a causa não causada, segundo Aristóteles) e o mantenedor que tudo que existe faz com que tudo esteja nele e nada acontece que não lhe diz respeito.

Seu comando é sua vontade, razão por que Jesus afirmou “ não cai um só fio de cabelo de vossa cabeça sem que Deus o saiba”.

Por isso, Ele está aqui e ali, está em tudo e em todos. Nenhum fato, por mais insignificante nos pareça, está fora de seus domínios. O universo está em Deus e tudo acontece de acordo com suas leis.

Em razão disso, ninguém está tão perto de nós quanto o Pai de Amor e Misericórdia que Jesus ensinou, motivo pelo qual não precisamos nem mesmo falar quando oramos, em qualquer lugar que estivermos. Basta pensar e já estamos nos comunicando com Deus.


sábado, 24 de janeiro de 2026

O MOMENTO SEGUINTE ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Na visão dominante na nossa Dimensão, tudo cessou no instante fatal. A mediunidade identificada e explicada pelo Espiritismo, contudo, confirma que não. E a vivenciada pelo médium Chico Xavier produziu um acervo de documentos ainda pouco conhecidos e estudados pelos que buscam respostas para a inesperada, mas inevitável, experiência da morte. A historia a seguir demonstra isso. Para conhecê-la, vamos recuar à 1983, no bairro da Mooca, capital paulista. Naquele ano, o jovem Dialma Coltro Filho, frequentava o segundo ano de direito de uma das faculdades de São Paulo. Dialma, apesar dos seus vinte anos, tinha como hobby colecionar armas de fogo, tendo muita consciência sobre o perigo que representavam. Com a venda de um automóvel, aceitou como parte de pagamento um exemplar de uma Mauser 365. Para processar pequena limpeza na peça, com os cuidados de sempre, desativou a arma, retirando o pente de balas, a fim de guardá-la com as outras colecionadas. Embora a cautela, porém, não percebeu que uma das balas ficara na agulha provocando o disparo acidental que lhe atingiu em cheio a cabeça interrompendo sua ainda curta existência física. Apesar das várias suposições a respeito, Dialma contaria na carta escrita através do médium Chico Xavier, a forma como se deu sua desencarnação. A mensagem foi recebida exatamente no dia em que ele completaria 21 anos, quatro meses e quatro dias após sua morte física. Vejamos alguns trechos: -“Tudo passou com a vertigem das horas e aqui me vejo, sob a proteção do tio Nider Fortunato, a lhes pedir a bênção. Ao contrário do que se afirma, ou do que muita gente possa pensar, estou recuperando as minhas forças, surpreendido com todas as revelações que me cercam. Tenho a considerar a minha inquietação com as lágrimas incessantes da Mãezinha, que me alcançam à maneira de gotas candentes de angústia em brasa. (...) Limpava a arma, com despreocupações, supondo que não houvesse qualquer remanescente nos mecanismos em minhas mãos. Em dado instante, alonguei o braço para ver se a arma estava legalmente limpa, quando, sem querer, detonei a bala única que restava ali, sem que eu soubesse. O tiro escapou sem que de minha parte conseguisse sanar as consequências. Caí, apesar do meu propósito de permanecer atento aos curativos que, decerto, me seriam administrados. Ouvi vozes e gritos abafados, tentando responder, mas, a minha boca jazia selada por uma força que não compreendi. Procurei sustentar o cérebro aceso, a fim de prestar as informações necessárias, no entanto, aquilo foi um achatamento de minha personalidade. Achava-me acordado, observando o que se passou, contudo, a minha força se esgotava rapidamente. A lesão repentina que sofrera no crânio, como que me tomava todas as energias. Era como se meu corpo naquela hora estivesse concentrado na cabeça, sem que me fosse possível externar qualquer impressão. (...) Entrei num sono invencível e perdi-me nas considerações inacabadas que tentava formular... O resto não sei. Não sofri dor alguma porque, onde o impacto do sofrimento é pesado demais, a dor desaparece... Meus últimos pensamentos no corpo foram para a Mãezinha Júlia, cujas lágrimas tive a ideia de que me orvalhavam o rosto. Depois, foi a inconsciência, com uma espécie de ocultação de meu próprio Ser. Quanto tempo estive assim, nem exatamente vivo, nem suficientemente morto, ainda ignoro. Sei que despertei num aposento simples e arejado, com a cabeça dolorida. Julguei-me num local de tratamento para acidentados... Respirei o ar puro, com quem sorve um copo de água refrigerada depois da sede ardente e, ao ver a senhora que me assistia, supus com naturalidade fosse uma enfermeira tão humana quanto eu mesmo.”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

É muito difícil para a gente não se revoltar, quando vê o sofrimento e a agonia de crianças inocentes. Cenas chocantes de criancinhas vítimas da guerra e de terremotos, banhadas de sangue ou com os olhos estalados de fome, como a televisão costuma mostrar, são tão violentas e cruéis que mexem com a gente, deixando a impressão que Deus não se importa com elas ou, até mesmo, que Deus não existe.

Com certeza, prezados ouvintes, não existe nada tão chocante aos olhos humanos do que o sofrimento de uma criança. Se o sofrimento do adulto nos comove, o de uma criança pode até nos revoltar.

Diante dessa realidade, quando vemos o sofrimento de uma criancinha ensanguentada, macerada, retirada de escombros quase sem vida, é natural que perguntemos: por que isso, meu Deus?

Que fez uma criança para merecer tamanho castigo? O que se esconde atrás desse fato terrível, que comove o coração mais endurecido?

Se nós humanos – que somos maus e imperfeitos, que choramos diante do inevitável, por que Deus – que é o Pai poderoso, bom e perfeito – ainda usando as palavras de Jesus – permite que isso aconteça?

  Não muito tempo atrás, ao visitar o campo de concentração Auschwitz, na Polônia, o Papa Bento XVI, onde aconteceram as maiores atrocidades contra os judeus, exclamou: “Onde estava Deus naqueles momentos?”

Seria absurdo pensar que Deus, um Pai bom e amoroso, não estivesse presente em algum lugar ou mais precisamente no lugar onde inocentes são sacrificados; que Ele fosse responsável pelos sofrimentos e atrocidades humanas e nada fizesse para evitar.

Seria mais do que contraditório afirmar que o sofrimento e a agonia de uma criancinha indefesa acontecesse simplesmente porque Deus quer que assim seja.

Isso nos faz lembrar um episódio da vida de um jovem americano que, diante do silêncio da mãe para explicar a morte cruel e sofrida de um bom amigo, afirmou: “Se esse Deus quer assim, mãe, melhor que Ele não existisse”.

  No entanto, caros ouvintes, podemos afirmar que esse Deus indiferente ou ausente realmente não existe, e que o Deus que existe, aquele que Jesus chamou de Pai, não tem nada com isso, porque, de acordo com suas Leis, todos estamos aprendendo com os próprios erros.

Sem a crença na reencarnação, caros ouvintes, não há como explicar e tampouco se conformar com os dramas humanos, sejam de uma criança ou de um adulto. Sem a reencarnação, atribuindo a Deus os males que nos acontecem no mundo, contradiz frontalmente a ideia de um Pai bom e misericordioso, conforme Jesus ensinou.

Vendo esta vida como única, não vamos entender os males que nos acontecem. Mas vendo a vida, pela ótica da reencarnação, vamos entender que esta vida é apenas um pequeno trecho da longa jornada do Espírito ao longo de sua caminhada evolutiva.

Logo, a criança que é retirada quase sem vida dos escombros , aquelas que nascem com deficiências ou experimentam a dor de uma doença insidiosa, todas elas, na verdade, apenas estão aprendendo a viver, porque logo se libertarão desses terríveis constrangimentos, mas continuarem na sua gloriosa jornada.

Isso, porém, não nos deve colocar apenas na condição de meros espectadores, porque na Lei de Deus todos estamos sendo convocados para todo momento a agir em favor do próximo para dar-lhe uma melhor condição de vida.

Todos os males que nos acontecem, portanto – quer sejamos crianças ou adultos – não procede da vontade de Deus, mas dos equívocos que já cometemos ou de nossas próprias necessidades evolutivas. 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

LIGAÇÕES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Falando sobre diferentes estados da alma no Mundo Espiritual no comentário com que abre o capítulo três d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec explica que “as diferentes moradas na casa do Pai referidas por Jesus são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento”. Salienta, contudo, que “independente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz ou infeliz dos Espíritos no Mundo Espiritual. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver o aspecto das coisas, as sensações que experimentar as percepções que possuir tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundo(...). Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas”. Apesar de essas ponderações terem sido escritas há mais de cento e cinquenta anos, de certa maneira, vem sendo cogitadas atualmente por estudiosos da Física Quântica através dos Universos Paralelos propostos pela Teoria da Supercordas, chegando a afirmar que “mesmo que as dimensões ocultas do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. O Espiritismo, por sinal demonstra através de milhares de depoimentos e exemplos que para essa realidade voltaremos, pois dela viemos. Tantas vezes quanto for necessário para atingirmos melhores níveis de evolução espiritual. Tudo isso pela lentidão com que trabalhamos conscientemente para nos livrarmos dos “efeitos” daquilo que “causamos” nas ações deliberadamente assumidas, intencionalmente ou não. E na saída constataremos que “cada qual, como acontece no nascimento, tem a sua porta adequada para ausentar-se do Plano Físico”, como explica o Espírito Abel Gomes, em mensagem psicografada pelo médium Chico Xavier, inserida no livro FALANDO Á TERRA (feb,1951). Segundo ele, “as inteligências no Plano Espiritual se agrupam segundo os impositivos da afinidade, vale dizer, consoante a onda mental, ou frequência vibratória, em que se encontram”. Em outras palavras, “cada tipo de mente vive na dimensão com que se harmonize”, em “organizações que obedecem à densidade mental dos seres que as compõem”. Ilustrando seu texto com alguns exemplos, conta num deles que “algumas entidades presas ao remorso por delitos praticados, improvisam, elas mesmas, com as faculdades criadoras da imaginação, os instrumentos de castigo, dos quais se sentem merecedoras, com antigo sertanejo do interior de Minas Gerais, que impunha serviço sacrificial aos seus empregados de campo, mais por ambição de lucro fácil na exploração intensiva da terra que por amor ao trabalho, deixou recheados cofres aos filhos e netos; mas, transportado à esfera imediata e ouvindo grande número de vozes que o acusavam, tomou-se de tão grande arrependimento e de tão viva compunção, que plasmou, ele mesmo, uma enxada gigantesca, agrilhoando-a às próprias mãos, com a qual atravessou longos anos de serviço, em comunhão com Espíritos primitivos da Natureza, punindo-se e aprendendo o preço do abuso na autoridade”. Outro envolve “orgulhosa dama, que conheceu pessoalmente e a quem humilde e nobre família deve a morte de nobre mulher, vitimada pela calunia, em desencarnando e conhecendo a extensão do mal que causara, adquiriu para si o suplício da vítima, por intermédio do remorso profundo em que se mergulhou, estacionando por mais de dois lustros em sofrimento indescritível”. Lembra o caso de “velho conhecido que assassinou certo companheiro de luta, em deplorável momento de insânia, e, não obstante ver-se livre da justiça humana, que o restituiu à liberdade, experimentou longo martírio da consciência dilacerada, entregando-se, por mais de quatro decênios, à caridade com trabalho ativo para bem do próximo. Com semelhante procedimento, granjeou a admiração e o carinho de vários Benfeitores da Espiritualidade Superior, que o acolheram, solícitos, quando afastado da experiência física, situando-o em lugar respeitável, a fim de que pudesse prosseguir na obra retificadora. Pelos fios da amizade e da colaboração que soube tecer, em volta do coração, para solucionar o seu caso, conseguiu recursos para ir no encalço da vítima, que a insubmissão havia desterrado para fundo despenhadeiro de trevas e animalidade. Não se fez dela reconhecido, de pronto, de modo a lhe não perturbar os sentimentos, auxiliando-a a assumir posição de simpatia necessária à receptividade dos benefícios de que era portador; e, após lutar intensivamente pela sua transformação moral, em favor do necessário alçamento, voltará às lides da carne, a fim de recebê-la nos braços”. Enfim, como vemos, no caminho do progresso espiritual, os efeitos correm sempre atrás das causas.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Desde de criança ouço dizer que, na primeira vez, o mundo acabou com água e que agora acabaria com fogo. Será que este não é o começo dessa destruição, pois vemos incêndios por toda parte?

A crença no que se convencionou chamar “fim do mundo” remonta aos tempos mais antigos da humanidade e ela decorre principalmente do medo que o ser humano sempre teve do castigo divino.

Isso acontecia tanto entre os povos politeístas – também chamados pagãos  ou gentios – que adoravam muitos deuses, como entre os hebreus, povo de Jesus que, desde suas origens, sempre acreditou num único deus.

É que a humanidade, nas suas primeiras manifestações religiosas buscava, acima de tudo, agradar seus deuses e, por isso, se entregava a práticas ritualísticas de adoração e construções de templos que deveriam representar o respeito e a lealdade para com eles.

Na Bíblia, principalmente no seu primeiro livro – o Gênese, vemos a fúria de Deus se manifestando contra o homem, desde o tempo de Adão e Eva, que foram amaldiçoados e expulsos do paraíso.

O dilúvio, que veio logo depois, foi uma dessas tentativas violentas de acabar de vez com a humanidade, porque, segundo aquela crença, Deus se arrependera de ter criado o homem.

  É de se questionar, no entanto, como que Deus, sendo perfeito e poderoso, podia ter se enganado, arrependendo-se logo em seguida para praticar tamanha atrocidade.

O mundo conhecido nos tempos bíblicos, milhares de anos antes de nós, era muito pequeno em relação ao mundo de hoje e, portanto,  não ia além das experiências de vida daquele povo e seus vizinhos.

Para os homens da antiguidade a Terra era plana ou, mais precisamente côncava. A percepção que se tinha não sai além da visão do céu e do horizonte distante, de modo que dava a ideia de que uma chuva persistente era capaz de inundar toda a superfície do mundo e varrer a vida humana.

Daí a ideia do dilúvio universal, infantil para os dias de hoje, mas muito significativa para os homens daquela época. Na verdade, até pode ter existido um período de chuvas intensas e persistentes numa determinada região, o que ajudou a conceber a ideia de que uma enchente poderia cobrir toda a Terra.

  A água e o fogo  - todos sabemos - são dois elementos da natureza que, fora de controle, adquirem um poder arrasador.

Por isso, se acreditou desde muito cedo que, se o mundo foi coberto de água em razão da desobediência humana, certamente numa próxima vez o seria pelo fogo.

Isso virou uma crença na cabeça de muita, que até hoje, vive atormentada, quando alguém, por interesse ou ignorância levanta essa questão.

Mas essa crença, nos tempos atuais, tem outro significado, embora o triste cenário de destruição que se desenha sobre o planeta, devido à ignorância, à imprudência e a ganância do homem.

O que estamos assistindo hoje neste cenário de destruição – seja por fatores naturais, seja pela própria ação humana – particularmente no Brasil em face da seca prolongada, é simplesmente lamentável.

Nos tempos atuais, quando a ciência já nos trouxe tantos conhecimentos e a tecnologia avançou para um patamar considerável de progresso, era para o homem de nosso tempo estar trabalhando em favor da natureza e não contra ela.

Temos, portanto, uma grande responsabilidade perante o que está ocorrendo no mundo, porque Deus nos deu este belo planeta para que pudéssemos cuidar dele com responsabilidade e carinho - e não para abandoná-lo à nossa negligência ou destruí-lo com por conta dos nossos mesquinhos interesses.

Respondendo à pergunta, portanto, podemos dizer que existe, sim, a possibilidade de a humanidade vir a ser destruída pelo fogo ou pela água. Não pela intervenção divina certamente, mas pelo castigo que o próprio ser humano pode impingir sobre si mesmo na ânsia de demonstrar seu poder.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MERECE REFLEXÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A expansão do mal se deve à omissão dos bons, afirmaram os Espíritos Superiores a Allan Kardec. Artigo que me foi enviado recentemente reproduzia a experiência de um homem da comunicação que, no início dos anos 80, recepcionando um empresário canadense em sua casa para tratar de negócios, teve a atenção chamada enquanto repassavam pontos de um projeto que cumpririam juntos para o fato de ter esquecido a televisão ligada em canal de pornografia. Surpreso, o anfitrião disse que não assistia a tais programas, dizendo tratar-se de canal da chamada TV aberta e que o programa que estava sendo apresentado chamava-se “COQUETEL”, ouvindo do visitante que um País que apresentava aquele conteúdo livremente em horário (22 horas) acessível a crianças e adolescentes, não tinha futuro. Seu País priorizava a educação nas grades de programação e não material como aquele, que sabidamente influenciaria negativamente aos que os assistissem. Noticiários recentes veicularam como se fosse uma grande feito – ou desesperada tentativa – a ampliação da presença de programas explorando a criminalidade para o sétimo dia da semana em horário chamado nobre, como se isso fosse algo extraordinário. Em abril de 2010, surgiu através do médium Divaldo Pereira Franco mais um livro do lúcido Espírito Manoel Philomeno de Miranda: TRANSIÇÃO PLANETÁRIA. Nele, no capítulo seis, o autor reproduz o comentário de um Benfeitor Espiritual, em que este diz: -“Não são poucos, no campo das comunicações, na Terra, os decantados multiplicadores de opinião, que sintonizam com as entidades bestializadas, que os submetem ao talante das suas aberrações, durante largos períodos de desdobramento pelo sono fisiológico, imprimindo profundamente no cerne do Ser de cada um, a devassidão, o desvario, a degradação moral. Retornando ao corpo somático, recordam-se das experiências viciosas em que se comprazem e estimulam os seus aficionados, cada vez mais, à luxúria, ao sexo açodado pelas drogas alucinógenas, pelo álcool, pelas substâncias farmacêuticas estimulantes. Não seja de surpreender a debandada das gerações novas para as músicas de sentido infeliz, nos salões de procedência primária e sensualidade, onde a perversão dos sentimentos é a tônica, e o estímulo violência, à rebeldia, à agressividade constitui   panorama da revolta, afinal contra o que?”. Em agosto do mesmo ano, através do médium Waldemar De Marchi, o Espírito Irmão Virgílio transpôs para nossa Dimensão o livro O SÉTIMO SELO (petit), desenvolvendo a mesma temática das mudanças profundas que se operam na Humanidade presente no Planeta Terra, tanto no Plano Material, como no Invisível. Chama atenção a quantidade de informações oferecendo exemplos e ponderações sobre este momento. Num certo trecho, um Instrutor chamado Ulisses observa: -“Existe uma grande preocupação das hostes espirituais superiores a respeito da atuação maciça das forças das Trevas” e, em outro: -“Nossa preocupação se estende aos irmãos que ignoram os alertas dos Bons Espíritos e se comprazem na sintonia vibratória negativa do ódio, do rancor, da maldade, da brutalidade, da avareza, do egoísmo, da vaidade exacerbada, da preguiça, do comodismo, e do sexo promíscuo e primitivo. São ondas vibratórias pesadas e vigorosas, alimentadas pelas forças das trevas que circundam o Planeta, envolvendo a todos que vibram nessa sintonia perigosa”. Mais à frente vaticina: -“Grande parte da Humanidade que vibra na sintonia do mal será arrastada para o abismo de forma indelével, como o imã atrai o ferro. É a Lei da Sintonia Vibratória, pela qual semelhante atrai semelhante em virtude do sentimento que vibra em cada alma, em cada coração, e assim deverá se cumprir uma etapa evolutiva da Humanidade terrestre”. Noutra parte do livro um ex-professor do Autor Espiritual do livro, comenta: -“A educação é o princípio do Bem e da estrutura moral. Por outro lado, a falta da educação torna os caminhos muito estreitos, diminui as possibilidades e alternativas e escancara as portas para as vias tortuosas do mal. É triste constatar que nosso querido Brasil ainda está distante de atitudes firmes e serenas que possam proporcionar escolas e ensino às nossas crianças que residem em locais muito pobres e distantes de nosso País, onde se encontram nossos irmãos brasileiros esquecidos dos políticos corruptos, que se importam apenas com as reeleições e a manutenção dos favores à parentela e aos amigos mais chegados. Um dia, quem sabe não muito distante, quando, no vendaval da renovação da grande transição, os políticos corruptos e inescrupulosos já tiverem sido varridos do nosso planeta, haverá de surgir uma Nova Era”. Passaram-se cinco anos, os livros ficaram esquecidos nos catálogos das editoras, sumiram das livrarias, todavia, as palavras continuam atuais.



 

Por que existem pessoas, que nascem com deficiência física e que aceitam com naturalidade essa condição, enquanto outras são revoltadas, e querem culpar os outros, como se eles tivessem culpa de seu problema?

  Há várias causas que concorrem para essas duas situações. A causa mais comum, entanto, está na condição evolutiva de cada Espírito.

Alguns já reencarnam com deficiência (outros acabam adquirindo algumas deficiência durante a encarnação) para aprenderem a encarar tais situações e se superarem, desenvolvendo virtudes como paciência, resignação e perseverança.

São Espíritos, que já alcançaram um determinado nível de desenvolvimento moral e, por isso, assumem esse compromisso consigo mesmos, como quem vai ser submetido a uma prova muito difícil, já sabendo as dificuldades que vai encontrar.

Nestes casos, podemos dizer que são resignados e aceitam suas limitações físicas como desafios e não como castigo.

Por outro lado, existem os que não se conformam com suas limitações. Não foram eles que as escolheram – a condição de limitação lhes foi imposta pela lei natural, como resposta ao que eles próprios fizeram para si mesmos no passado.

Nestes casos, geralmente, mostram-se insatisfeitos, revoltados. Tomam o problema como castigo de Deus ou má sorte e, porque não se acham de bem consigo mesmos, projetam nos outros seus problemas, tomando por injustiça o fato de terem nascido com limitações.

Aqueles, que não se revoltam, não obstante sua condição, são Espíritos que vêm para nos dar lição de resignação e coragem. Os que se rebelam são Espíritos que estão respondendo pelo que eles próprio fizeram.

Veja, portanto, que, embora passando pela mesma situação, cada um vai reagir a seu modo, dependendo de onde espiritualmente se encontra. Alguns se encontram no céu, outros no inferno, entendendo que céu e inferno são estados de alma.

Quando deparamos com a situação assim, devemos dar mais atenção àquele que se rebela. Ele tem mais necessidade de esclarecimento que o outro.

Para diminuir seu sofrimento, que decorre mais de seu estado íntimo, ele vai precisar de esclarecimento para amadurecer diante dos desafios da vida.

  Aqueles, que aceitam a reencarnação como instrumento da evolução ou acreditam na Justiça Divina, já não têm motivos para se rebelar e, por isso, podem servir de exemplo de conduta para todos nós.