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terça-feira, 21 de agosto de 2018

AÇÃO DOS ESPÍRITOS EM NOSSA VIDA DIÁRIA


Fenômenos mediúnicos ocorrem continuamente na vida das pessoas sem que disso tenham conhecimentos. O Espiritismo tem uma visão prática bastante substancial. Como observá-la na prática pode ser deduzido das três questões apresentadas a seguir. 1- Afirma Allan Kardec que o mal-estar experimentado em aglomerações de pessoas não é mera sugestão mental. Como explicar? Se uma assembleia for composta predominantemente de pessoas animadas de maus sentimentos, o ar ambiente será saturado com o fluido impregnado de seus sentimentos.  Daí, para as almas boas, um mal-estar moral análogo ao mal-estar físico causado pelas emanações infectadas: a alma fica asfixiada.  Se, ao contrário, as pessoas tiverem intenções puras, encontramo-nos em sua atmosfera como se estivéssemos num ar vivificante e salubre. Naturalmente o efeito será o mesmo num ambiente repleto de Espíritos, conforme sejam bons ou maus.  Isto bem compreendido, chegamos sem dificuldade à ação material dos Espíritos errantes sobre os encarnados e, daí, à explicação da mediunidade.  Quando um Espírito quer agir sobre uma pessoa, dela se aproxima e a envolve, por assim dizer, com o seu perispírito, como num manto; os fluidos se interpenetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem e, então, o Espírito pode servir-se daquele corpo como se fora o seu próprio, fazê-lo agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, etc. Tais são os médiuns.  2 - Pensamento e corpo espiritual (ou perispírito) são vistos pela ciência da atualidade como algo abstrato. Como interagem a nível de corpo físico? Através da glândula denominada epífise.  É a glândula da vida mental.  Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. (...) Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado.  O que representava controle é fonte criadora e válvula de escape.  A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional.  Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo.  Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida. (...) Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endocrínico. 3 - Na prática, como funcionaria? Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos. Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições são extensas e fundamentais. Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta. De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num imã relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal. (...) A perversão do nosso plano mental consciente, em qualquer sentido da evolução, determina a perversão de nosso psiquismo inconsciente, encarregado da execução dos desejos e ordenações mais íntimas, na esfera das operações automáticas. A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras.  Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa.  São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade.  Nunca fugiremos à lei, cujos artigos e parágrafos do Supremo Legislador abrangem o Universo. (ML, 3)





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