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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

FATALIDADE?

O impacto da notícia consterna todos que dela tomam conhecimento: quatro pessoas de uma mesma família atingidas fatalmente por um raio enquanto desfrutavam de momentos de refazimento e lazer em praia do litoral de São Paulo. Caso semelhante, resultou em mensagem seis anos depois da morte de Paulo Augusto Signore, um jovem de 22 anos, que passava alguns dias de férias com a família na mesma cidade, Praia Grande, a 72 quilômetros da capital paulista. Era o dia 16 de janeiro de 1977, por volta do meio dia e o rapaz jogava uma partida de futebol com alguns desconhecidos que se agruparam para uma das mais apreciadas modalidades esportivas em praias brasileiras. Poucos minutos após sua mãe chama-lo para almoçar, algumas nuvens que se formaram sobre a região deram o sinal da sua violência com a precipitação de um raio fulminante também para quatro dos participantes da chamada “pelada”. Paulinho – como carinhosamente o tratavam os familiares – era técnico em Contabilidade e preparava-se para o vestibular de Economia.  Um dos três filhos do casal Maria de Lourdes e Orlando Signore, com sua ausência impôs atroz sofrimento aos familiares mais próximos. Buscando conforto nas mensagens recebidas publicamente pelo médium Chico Xavier, em Uberaba, MG, seis anos e meio após a desencarnação de Paulinho, receberam a primeira carta do filho, na madrugada de 17 de junho de 1983, data que ficou marcada para sempre na memória daqueles desolados pais, que tiveram a certeza de que a morte não existe, representando uma separação momentânea para o posterior reencontro futuro no Plano Verdadeiro da Vida. Rememorando os dramáticos momentos Paulinho relata como atravessou a surpreendente experiência: -“Isso foi há tanto tempo e ao vê-la aqui ao meu lado tudo parece haver acontecido ontem. Estou a ouvi-la convocando a gente para o almoço. O céu está levemente nublado. A praia é um ninho de bênçãos. O mar está lindo, assemelhando-se a um grande espelho móvel. Os companheiros e eu brincávamos com a bola e pedi em voz alta para que o almoço me esperasse. De repente, lembro-me com segurança, fomos surpreendidos pelo clarão de um relâmpago e com o clarão surgiu um chicote de fogo que nos fulminou os quatro. Onde o tempo para raciocinar? Impossível. Se houve tumulto ou gritaria, de nada me recordo, porque tombei inconsciente. Ignoro quanto tempo despendi naquela queda de força com absoluta impossibilidade de manejar meus próprios pensamentos”... Pouco adiante, conta: -“Sei que me debati, entre a penumbra e a luz, entre a alucinação e a consciência de mim mesmo, por vários dias. Senti-me sob tratamento hospitalar, qual se fosse um asilado comum em casa de emergência. Muitos amigos apareceram, mas não reconheci nenhum, até que um deles me rogou atenção para identificá-lo por vovô Angelo e, desde então, encontrei um ponto de referência para reconhecer-me, ao modo de um viajante perdido que surpreende uma estaca, através da qual consegue fazer a revisão do próprio caminho”. Institutos consagrados à recuperação da transferência inesperada para a Dimensão Espiritual, bem como, a presença de familiares que nos antecedem na mesma viagem, são recorrentes nas mensagens recebidas por Chico Xavier. Mais à frente, acrescenta: -“Os dias se sucederam a outros dias, até que pude revê-la junto ao Papai Orlando, à Regina e ao Carlos Augusto”. Segundo o Espiritismo, mais que supomos os reencontros com entes queridos, seja nas visitas que nos fazem no estado de vigília, sem que percebamos ou nos chamados sonhos, são comuns. Noutro momento, Paulinho observa: -“Por aqui, estudo reencarnação e estou começando a entender o motivo pelo qual os companheiros e eu fomos fulminados e, mais tarde, espero a possibilidade de examinarmos o meu caso”. A visão oferecida pela Doutrina Espírita sobre a reencarnação e sua conexão com a Lei de Causa e Efeito, é a chave para entendermos os “porquês” das experiências inexplicáveis por outros meios. O Espiritismo afirma que “quando chega a hora da morte, seja por um flagelo ou por uma causa comum não se pode escapar a ela”. Vítimas de doenças degenerativas, acidentes de trânsito, atropelamento, balas perdidas, homicídios, suicídios, quedas de aeronaves de pequeno e grande porte são alguns dos exemplos das cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, perante dezenas de pessoas, nas dependências dos Centros em que trabalhou na cidade de Uberaba, Minas Gerais. (as íntegras da mensagem de Paulinho e de outros Espíritos poderão ser lidas no livro NOVAMENTE EM CASA, publicado pelo GEEM, de São Bernardo do Campo, SP)


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