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terça-feira, 18 de março de 2025

AQUI É COMO LÁ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

-Estamos num parque-cidade-jardim, se posso definir com estas três palavras o grande centro de recuperação e cultura em que presentemente nos achamos. O vovô Engelberto e o vovô Eugênio entabularam entendimentos para que fôssemos admitidas num grande instituto de reformulação espiritual e tivemos permissão para desfrutar a companhia e a proteção da mãezinha Custódia que nos serve de governanta maternal. Penso que ficarão satisfeitos se lhes contar que fomos admitidas pela Diretora, a Irmã Frida, da lista de amizades do vovô Engelberto, com a maior distinção. Naturalmente, éramos neófitas e o receio nos marcava a presença. O vovô dirigiu-se a ela, em alemão, e ambos conversaram animadamente. Voltando-se cortesmente para nós, se bem me lembro, a Irmã Frida nos disse sorrindo: -“Brech Gut. Es wird mich scher freuen ihnen nutzlich zun sein”. Compreendo que não guardei de cor a antepenúltima expressão dela, mas o vovô solicitou-me a troca de ideias em português e a nossa Diretora, sem pestanejar, se exprimiu em português – brasileiro com tal mestria que nos sentimos à vontade para a instalação em perspectiva. A cidade é grande e especializada”. A informação é dada aos pais na segunda mensagem psicografada por Jane Furtado Koerich pelo médium Chico Xavier, dezessete meses após ela, sua irmã Rosemari e a amiga Sonia, em meio a quase cinquenta pessoas, perecerem em acidente aéreo de grandes proporções aos procedimentos de aterrisagem em Florianópolis (SC), em 12 de abril de 1980. Sua carta, soam-se a dezenas de outras recebidas pelo médium mineiro oferecendo detalhes da organização do chamado Mundo Espiritual, em suas formatações nos diferentes Planos e Sub-planos. Se considerarmos a cogitação da Teoria das Supercordas da Física Quântica que, além de propor matematicamente dos chamados Universos Paralelos, afirma que “mesmo que as dimensões ocultas do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”, consideraremos real o relato de Jane. Do momento em que Allan Kardec, obteve da Espiritualidade a resposta de que entre o Mundo Espiritual e o Físico o mais importante é o Espiritual, pois de lá tudo procede e para lá tudo volta ao da descrição da jovem sobrevivente espiritualmente ao acidente e daí ao comentário do físico materialista e ateu Marcelo Gleiser citado em seu livro CRIAÇÃO IMPERFEITA (2011, record), fatias diferentes de tempo transcorreram. Em artigo publicado na REVISTA ESPÍRITA de janeiro de 1863, a visão do Mundo Espiritual oferecida pelo Espiritismo, representa “uma força nova, uma nova energia, uma nova lei, numa palavra, que foi revelada. É realmente inconcebível que a incredulidade repila mesmo a ideia, por isso que esta ideia supõe em nós uma alma, um princípio inteligente que sobrevive ao corpo. Segundo ele, “vivemos num oceano fluídico, incessantemente a braços com correntes contrárias, que atraímos, ou repelimos, e às quais nos abandonamos, conforme nossas qualidades pessoais, mas em cujo meio o homem sempre conserva seu livre arbítrio, atributo essencial de sua natureza, em virtude do qual pode sempre escolher o caminho”. Acrescenta que esse Mundo Espiritual “é a réplica ou o reflexo do Mundo corpóreo, com suas paixões, vícios ou suas virtudes, mais virtudes do que nossa natureza material dificilmente permite compreendermos. Tal é esse mundo oculto, que povoa os espaços, que nos cerca, no meio do qual vivemos sem o suspeitar, como vivemos entre miríades do Mundo Microscópico”. Alerta-nos que “o Mundo Invisível que nos circunda reage constantemente sobre o Mundo Visível; nô-lo mostram como uma das forças da Natureza. Conhecer os efeitos dessa força oculta, que nos domina e subjuga contra nossa vontade, não será ter a chave de mais um problema, as explicações de uma porção de fatos que passam desapercebidos?”.





(Comentário de A.S.M.G) - Depois de alguns anos, que perdi minha mãe, fico pensando como foi difícil enfrentar aquela situação. Eu acreditava que ela ficaria curada, embora tivesse um câncer. Orei muito, pedi a Deus para ajudar os médicos a encontrar uma saída. Fiz tudo o que podia, mas não foi possível. Então, eu pensei que Deus tinha se esquecido de mim. A morte de minha mãe me causou um grande impacto. Depois, lendo livros espíritas, comecei a me levantar, a acreditar, a criar alma nova e, hoje, eu acho que entendo porque passei por tudo isso e porque minha mãe teve que morrer naquele momento.


O seu depoimento é muito valioso, cara ouvinte. A verdade é que nenhum de nós está desamparado neste mundo. Pensamos que estamos, quando nos vemos diante de um problema difícil, porque, não compreendendo as leis da vida, sempre queremos a solução que nos interessa: não aceitamos outra. Assim, ninguém quer perder um ente querido; isso é compreensível e natural. Mas a idéia de perda vem da falsa concepção que temos da vida. As pessoas não morrem: morre o corpo, mas o Espírito continua. Logo, tudo que é material perdemos, mas não perdemos nossos entes queridos, que continuam mais vivos do que nunca.


Toda experiência difícil nos ensina a viver melhor, pois ela tem repercussão profunda em nós e, de certa forma, nos obriga a buscar outros caminhos e promover mudanças em nosso mundo interior. Não é o mundo de fora que muda; somos nós que mudamos e passamos a ver o mundo de outra maneira. Sabemos que a morte é uma realidade inevitável. Ela vai ocorrer, mais ou mais tarde, em nossa família, se não formos antes que os outros. Contudo, mesmo assim, não queremos que ela aconteça: parte porque esses cuidados fazem parte do instinto de conservação. Parte porque dependemos a presença física de nossos entes queridos. Ainda somos muito apegados à matéria.


Entretanto, sabendo que, por mais que uma pessoa viva, chegará o seu dia, devemos estar sempre preparados para a separação, mas o que nos conforta e o que nos dá força é saber que essa separação é apenas de corpos, não de espírito. Na maioria das vezes, os entes queridos, que desencarnam, acabam ficando mais próximos de nós do que antes, quando estavam encarnados. Se aprendermos a cultivar a sensibilidade mediúnica, lendo, estudando a doutrina, freqüentando o centro, ouvindo palestras, vamos perceber com mais clareza como isso acontece. Obrigado pelo seu depoimento.




segunda-feira, 17 de março de 2025

-LÉON DENIS E OS EVANGELHOS ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Contando 11 anos quando do surgimento do Espiritismo, Léon Denis conheceu O LIVRO DOS ESPÍRITOS aos 18 e Allan Kardec, aos 21 quando o Codificador fez uma palestra na cidade de Tours, onde viveu dos 16 até sua morte aos 81 de idade. Apontado como reencarnação do inglês John Wycliffe, teólogo, professor de seminário, primeiro tradutor da Biblia para o inglês e dissidente influente do sacerdócio católico no século 14, considerado um dos inspiradores da Reforma. Foi professor de Jeronimo de Praga, grande amigo de Jan Hus (Allan Kardec em encarnação anterior) sacerdote queimado na fogueira por suas posições contestadoras da Igreja para a qual trabalhava. Reconhecido por suas obras enfocando o aspecto filosófico da Doutrina Espírita, lançou em 1898 a obra CRISTIANISMO E ESPIRITISMO, na qual analisou a identidade das duas propostas. Dela algumas notas sobre os chamados Evangelhos Canônicos de extrema importância para os que ainda se prendem “à letra que mata”: -“Quanto à sua verdadeira origem, admitindo que os Evangelhos canônicos sejam obra dos autores de que trazem os nomes, é preciso notar que dois dentre eles, Marcos e Lucas, se limitaram a transcrever o que lhes fora dito pelos discípulos. Os outros dois, Mateus e João, conviveram com Jesus e recolheram os seus ensinos. Os seus evangelhos, porém, não foram escritos senão quarenta e sessenta anos depois da morte do mestre. A seguinte passagem de Mateus (XXIII, 35) - a menos que se trate de uma interpolação bem verossímil - prova que essa obra é posterior à tomada de Jerusalém (ano 70). Jesus dirige esta veemente apóstrofe aos fariseus: "Para que venha sobre vós todo o sangue inocente que se tem derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel "até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vós matastes entre o templo e o altar". Ora, segundo todos os historiadores e, em particular, segundo Flávius Josefo, esse assassínio foi praticado no ano 67, ou sejam trinta e quatro anos depois da morte de Jesus. Se atribue ao Cristo a menção de um fato que ele não pudera conhecer, ao que se não terão animado acerca de outros pontos?! Os Evangelhos não estão concordes sobre os fatos mais notáveis atribuídos a Jesus. Assim, cada um deles refere de modo diferente as suas derradeiras palavras. Segundo Mateus c Marcos, teriam sido: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" Conforme Lucas, o Cristo, ao expirar, teria dito: "Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito expressivo testemunho do amor filial que o unia a Deus. João, finalmente, põe na sua boca estas palavras: `Tudo está cumprido. O mesmo se verifica relativamente à primeira aparição de Jesus: ainda nisso os evangelistas não estão de acordo. Mateus fala de duas mulheres que, juntas, o teriam visto. No dizer de Lucas, foi aos dois discípulos que se dirigiam para Emaús que em primeiro lugar o Cristo se mostrou. Marcos e João assinalam unicamente Maria Madalena como testemunha de sua primeira aparição. Notemos ainda uma divergência acerca da Ascensão: Mateus e João, os únicos companheiros de Jesus que escreveram sobre a sua vida, dela não falam. Marcos a indica em Jerusalém (XVI, 14,19), e Lucas declara que ela teve lugar na Betânia (XXIV, 50, 51), no próprio dia da ressurreição, ao passo que os Atos dos Apóstolos dizem ter sido quarenta dias depois (Atos, 1, 3). Por outro lado, é evidente que o último capítulo do evangelho de João não é do mesmo autor do resto da obra”. Este terminava primitivamente no versículo 31 do cap. XX, e o primeiro versículo que se lhe segue indica um acréscimo. (...) Falamos do grande número de Evangelhos apócrifos. Deles contava Fabrício trinta e cinco. Esses evangelhos, hoje desprezados, não eram, entretanto, destituídos de valor aos olhos da Igreja, pois que num deles diz Nicodemos que ela vai buscar a crença na descida de Jesus aos infernos, crença imposta a toda a cristandade pelo símbolo do concílio de Nicéia, e de que não fala nenhum dos Evangelhos canônicos. Em resumo, segundo A. Sabatier, decano da Faculdade de Teologia Protestante de Paris (144), os manuscritos originais dos Evangelhos desapareceram, sem deixar nenhum vestígio certo na História. Foram provavelmente destruídos por ocasião da proscrição geral dos livros cristãos, ordenada pelo imperador Diocleciano (edito imperial de 303). Os escritos sagrados que escaparam à destruição não são, por conseguinte, senão cópias. Primitivamente, não tinham pontuação esses escritos, mas, em tempo, foram divididos em perícopes, para comodidade da leitura em público - divisões às vezes arbitrárias e diferentes entre si. A divisão atual apareceu pela primeira vez na edição de 1551. Apesar de todos os seus esforços, o que a crítica pôde cientificamente estabelecer de mais antigo foram os textos dos séculos V e IV. Não pôde remontar mais longe senão por conjeturas sempre sujeitas à discussão. Orígenes já se queixava amargamente do estado dos manuscritos no seu tempo. Irineu refere que populações inteiras acreditavam em Jesus sem a intervenção do papel e da tinta. Não se escreveu imediatamente, porque era esperada a volta do Cristo.



A segunda pergunta de nosso ouvinte anônimo: “ Uma pessoa, que sempre viveu bem, foi dedicada e honesta, de repente descobre que tem uma doença grave e isso muda toda a sua vida. Será que ela cometeu algum erro grave em outra encarnação? Ela pode ser curada, se tiver fé? No Espiritismo, com que ela pode contar?”


Primeiramente, devemos compreender que as doenças, de um modo geral, fazem parte de nossa experiência evolutiva, tanto assim que os animais e os vegetais também ficam doentes. No âmbito geral da natureza, todo ser vivo fica doente e morre. Portanto, precisamos encarar a doença como um fato natural. Independente disso, a doença no ser humano – diferentemente do que acontece com os vegetais e os animais – adquire um caráter muito especial, pois, neste caso, ela não depende apenas de fatores biológicos: ela depende também de fatores espirituais.


Quando falamos em “fatores espirituais”, estamos nos referindo à nossa vida mental, à nossa vida moral. Se você prestar atenção no dia-a-dia de sua vida, vai perceber que seus maiores problemas, quase sempre, estão na sua intimidade: é o sofrimento moral - tristeza, desânimo, decepção, insatisfação, revolta, mágoa, frustração. Esses estados negativos da alma acabam gerando desconforto e lesando o próprio corpo. E isso acontece em nível inconsciente – isto é, sem que você saiba.


Problemas de ordem moral – como esses que acabamos de citar – têm, portanto, repercussões negativas na fisiologia do corpo, através dos centros cerebrais. Eles podem, até mesmo, gerar uma doença ou podem apenas agravar uma doença que já existe. Tais repercussões podem ocorrer durante uma mesma existência, ou de uma encarnação para outra. Isso acontece devido ao automatismo da mente, razão pela qual é sumamente importante a educação do sentimento ou a disciplina mental.


Vários estudos, realizados em universidades de todo o mundo, têm demonstrado que certos tipos de doença decorrem de sentimentos mau cuidados, como o ódio, por exemplo. O amor é um sentimento que nos preenche a alma e nos causa grande prazer, mas o ódio é um sentimento que nos deixa perturbados e infelizes. Logo, o funcionamento do cérebro num e noutro caso demonstra que ódio faz mal para a saúde, enquanto que o amor, além de ser preventivo, tem também a propriedade de curar. Assim, uma pessoa, que não consiga se libertar do ódio contra alguém, mesmo que aparentemente se mostre tranqüila, pode estar desferindo um pesado golpe silencioso contra sua própria saúde. O resultado disso pode ser uma doença grave, que pode se manifestar agora (na presente encarnação), ou depois.


O Espiritismo pode nos ajudar a encontrar o equilíbrio de nossos sentimentos, mas não pode fazer por nós aquilo que só a nós compete fazer. Na verdade, o maior antídoto contra o mal é o bem; logo, a melhor maneira de nos melhorar interiormente é aprender a pensar e a agir no bem, mudando nosso estilo de vida e até o ambiente que freqüentamos. As orações nos ajudam, mas elas, por si só, não resolvem nossos problemas. Só resolvem ou ajudam a resolver, quando estamos dispostos a mudar nosso interior, extirpando os resíduos de maus pensamentos que cultivamos em nossa intimidade. Ademais, precisamos entender que as doenças, embora indesejáveis, têm um papel importante em nossa evolução espiritual.


domingo, 16 de março de 2025

-JESUS TERIA SIDO UM MITO? EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Uma das inteligências mais impregnadas do pensamento espírita no século XX, foi o professor de Filosofia, Jornalista e escritor J. Herculano Pires. Com ele, a divulgação do Espiritismo ganhou importante espaço na mídia impressa e radiofônica, neste caso em particular através de um programa que esclareceu muitas dúvidas de interessados na visão espírita sobre variadas questões: NO LIMIAR DO AMANHÃ. Valiosos conhecimentos foram ali desdobrados e alguns admiradores da época recuperaram as opiniões do Professor e os enfeixaram em livro pouco conhecido. Dentre as dúvidas levantadas e ali preservadas destacamos uma tão interessante quanto curiosa: JESUS FOI UM MITO APENAS? Com a palavra Herculano Pires: -“A ideia de que Jesus é um “mito” levou alguns pensadores europeus a publicarem livros a respeito. Mas todo o esforço nesse sentido foi mal dado, diante daquilo que Deus negou a esses pensadores, isto é, diante das provas históricas irrefutáveis da existência de Jesus. Pois Jesus não está na História. Ele fez a História. O mundo em que vivemos é o mundo cristão e o mundo cristão nasceu de que? Dos ensinamentos de Jesus. Alguns naturalmente se apegam a certas exposições de pensadores materialistas, que querem negar a existência de Jesus. Mas a mesma é tão mais firmada na História do que qualquer outra. Além disso, os fatos comprovados e investigados atualmente, nas pesquisas universitárias, não apenas nas pesquisas dos religiosos, mostram que realmente Jesus existiu, foi um homem, agiu intensamente na Palestina, criou uma nova concepção do mundo, que foi registrada pelos seus discípulos, aparecendo mais tarde nas formulações dos Evangelhos. Poderão dizer, por exemplo: Os Evangelhos foram escritos muito depois da morte de Jesus (...). Ernesto Renan, por exemplo, que foi o grande investigador histórico, famoso por suas obras de investigação da história do Cristianismo, tem livros dedicados aos Evangelhos em que explica pormenorizadamente e afirma, de maneira decisiva, que os mesmos nasceram do círculo dos mais íntimos de Jesus, dos seus familiares, dos seus discípulos, daqueles que privaram com Ele. Passados mais de cem anos depois de Renan, aparece na França Charles Lindenberg, grande pesquisador e professor de história do Cristianismo na Sorbonne, que afirma, depois de profundos estudos a respeito, a mesma coisa que Renan. Os Evangelhos nasceram nos círculos mais íntimos, ligados a Jesus, portanto procedem da fonte dos Seus ensinos orais. Se isso não bastasse para provar a existência de Jesus, existem todos os testemunhos, dados pelos apóstolos. Alguém pode dizer: não há na História um registro assim, por um historiador qualquer, da passagem de Jesus na Terra. Realmente, essa passagem foi obscura. Jesus viveu na época do mundo clássico greco-romano. O que era importante, no tempo, era a história de Roma e não a história da Palestina. O que se passava na Palestina tinha pouca importância. Quando o historiador judeu Josefo trata da história da Palestina, ele não dá atenção a Jesus, porque Jesus era um rabino popular. Ele era uma figura exponencial do mundo judaico; não era nem sequer um sacerdote do templo. Ele era um daqueles tipos de rabinos populares, mestres do povo, que andavam pela Palestina, ensinando. A grandeza de Jesus não era material, exterior. Não era dada pelos nomes, nem pelos títulos. Era a grandeza moral e espiritual de Jesus que transparecia nos Seus ensinos. E a melhor grandeza desses ensinos se confirma pelos resultados que eles produziram no mundo. Qual foi o homem que, humildemente andando de sandálias, pelas praias de um lago humilde, como o lago de Genesaré, pregando nas estradas, nos povoados, nas ruas das cidades judaicas daquele tempo, numa província obscura do império romano, que era a Judéia, qual foi o homem, repito, que dessa humildade e nessa humildade conseguiu produzir, através simplesmente de palavras, ensinos orais, uma revolução total, que transformou a civilização greco-romana na Civilização Cristã? Quem conseguiu isso? Ninguém. Só Jesus. Esta é a maior prova, a mais decisiva prova de sua existência, do seu trabalho, da sua grandeza.



É fácil dizer que a gente tem de perdoar. Jesus disse : “perdoar 70 vezes 7”. Mas eu acho que isso não é tão simples assim. Quando penso que já perdoei o vigésimo que me ofendeu, percebo que ainda não consegui perdoar nem o primeiro. (V.P.O)


Você tem razão: não é fácil perdoar. Das virtudes, que Jesus ensinou, com certeza, é a mais difícil e a mais meritória. Agir com benevolência, ajudando alguém que necessita, qualquer um pode fazer, movido por um impulso de compaixão. Compreender a fraqueza moral do outro, sem censurá-lo por um erro que cometeu contra alguém, até que não é tão difícil assim. Mas perdoar quem nos ofende, quem nos prejudica, quem nos desejou o mal, esse, sem dúvida, é o maior desafio: é o auge da caridade.


Quando se fala em perdão, muitos pensam que perdoar é simplesmente “virar os olhos” para o ato que nos atingiu, como se aquilo nunca tivesse acontecido. Mas não é simples assim. É claro que “tentar esquecer” o mal, que nos atingiu, é um passo; mas não é único – é apenas o primeiro. É por isso que, muitas vezes, a pessoa pensa que perdoou, porque sabe que precisa perdoar. Então, ela tenta virar as costas para o problema, mas quando se depara com o ofensor, volta toda a sua raiva contra ele, como se a ofensa estivesse acabado de acontecer.


O perdão vai mais longe, pois implica em compreender o ofensor, e essa compreensão é, sem dúvida, um ingrediente do amor. Com certeza, as mães são as pessoas mais bem preparadas para o perdão, quando se trata de ofensa dos filhos. Elas podem ser ofendidas, machucadas, magoadas pelos filhos - mas, o amor que tem por eles é tamanho, que elas vão trabalhando esse sentimento dentro de si e, com o tempo, percebem que já venceram aquele ressentimento, pois não querem o mal para eles. Ao contrário, querem que sejam felizes e, por isso, verdadeiramente os compreendem e os perdoam. A compreensão consiste em se sentir no lugar do outro.


A dor da ofensa – que é uma dor moral – é comparável à dor causada por um ferimento no corpo. Se for um ferimento leve, pode passar logo; mas, se for profundo, vai exigir um tratamento prolongado. Cuidar da ferida, portanto, é fundamental; abandoná-la é temerário O problema é saber se, realmente, estamos dispostos a tratar essas feridas. Quando se trata de ofensa moral, que nos deixa uma mágoa profunda na alma, quase sempre não estamos dispostos a isso. Contudo, curtir o sofrimento, passando como vítima, até para chamar a atenção dos outros, pode ser até mesmo uma opção nossa, e é por isso que o perdão não acontece de fato.


Quando Jesus recomendou o perdão, ele o fez no sentido de estarmos dispostos a compreender aqueles que erram contra nós. Para ele, a intenção é fundamental. Se eu estiver disposto a perdoar, já percorri um bom caminho: mas não posso ficar apenas nessa intenção, não basta querer: é preciso trabalhar em mim aquele sentimento. Como? Compreendendo que não sou perfeito, que também erro, que também prejudico os outros, que também preciso de perdão pelos males que causei e que aquela pessoa, que me ofendeu – embora tenha errado – tanto quanto eu, também tem suas dificuldades para conviver bem com os outros.


Se eu continuar me olhando como bom e ver o outro como mau, jamais vou conseguir perdoá-lo: eis a chave da questão. Se eu não me conhecer a mim mesmo e não considerar que sou capaz de ferir, de magoar e de prejudicar, se eu não procurar me colocar no lugar do ofensor, para compreender seus motivos, não estarei a apto ao perdão, não conseguirei a superar a fase da revolta. O perdão, portanto, é um ato de humildade.


Entretanto, prezada ouvinte, existe uma virtude ainda maior que o perdão. É a virtude de não se deixar ofender. E só não deixa de ofender aquele quem tem conhecimento de si mesmo, pois só quem se conhece de verdade é capaz de compreender as imperfeições e as limitações dos outros. Estar preparado para não se ofender é ver as pessoas como verdadeiros irmãos.


quinta-feira, 13 de março de 2025

O PASSE ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Procedimento largamente usado em praticantes do Espiritismo, a transfusão de fluidos denominada passe começa a merecer estudos e discussões que certamente ampliam os conhecimentos a respeito da sua utilidade e eficiência. Allan Kardec em seus escritos e ponderações antevira a evolução do tema dizendo que a Teoria do Fluido Cósmico Individualizado em cada Ser sob o nome de fluido perispiritual, abre campo inteiramente novo para a solução de uma imensidade de problemas até agora insolúveis. Em outro momento escreveu que o Espiritismo, esclarecendo-nos sobre as propriedades dos fluidos que são os agentes e meios de ação do Mundo Invisível e constituem uma das forças e um dos poderes da Natureza, nos dá a chave de uma multidão de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio, e que puderam, nos tempos recuados, passar por prodígios ou engendrando a superstição. Partindo da sua visão a respeito do FLUIDO COSMICO UNIVERSAL, considera que os FLUIDOS ESPIRITUAIS são a matéria do Mundo Espiritual; É a atmosfera dos Seres Espirituais; Está para as necessidades do Espírito como a atmosfera para as dos encarnados; Manipulados pelos Espíritos através do Pensamento e da Vontade, são o que a mão é para o homem. Tendo convivido com os experimentos e das evoluções em torno dos conceitos do médico Franz Anton Mesmer na questão 71 d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS apresenta as características do FLUIDO VITAL também chamado fluido elétrico animalizado, fluido magnético, fluido nervoso é uma modificação do fluido Cósmico Universal.; É a matéria sutil e etérea, imponderável para nós, sendo princípio de nossa matéria pesada; Dá movimento e atividade aos seres orgânicos; A quantidade de fluido vital se esgota.; O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro; Os órgãos do corpo estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital, o qual dá a todas as partes do organismo uma atividade que as une em certas lesões e restabelece as funções momentaneamente suspensas. A quantidade de fluido vital não é fator absoluto para todos os seres orgânicos. Varia segundo as espécies e não é fator constante, seja no mesmo indivíduo, seja nos indivíduos da mesma espécie; Quando os seres orgânicos morrem, o fluido vital remanescente retorna à massa. Revela a existência do FLUIDO PERISPIRITUAL que é a expansão do fluido perispiritual , uma espécie de fio condutor do pensamento; que projeta raios pela vontade do Espírito, servindo à transmissão do pensamento; insensível, que transmite a sensação ao centro sensitivo do Espírito; o que faz com que pelo sentido espiritual ou psíquico, as sensações se generalizam esclarecendo que o Espírito vê, ouve e sente por todo seu SER, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico. Oferece inúmeros esclarecimentos sobre FLUIDO E PENSAMENTO, entre os quais que pensamentos modificam propriedades dos fluidos, os quais são veículos do pensamento e que o pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias, saneando ou viciando os FLUIDOS ambientes, conforme seja bom ou mau; FLUIDO E CORPO FISICO dizendo que o corpo é, ao mesmo tempo, o envoltório e o instrumento do Espírito; a diversidade na maneira de sentir resulta de uma lei física: a da assimilação e da repulsão de fluidos e que cada ente humano carrega consigo sua atmosfera fluídica, como o caracol carrega sua concha deixando essa traços de sua passagem; como uma esteira luminosa, inacessível aos nossos sentidos no estado de vigília, servindo contudo aos videntes e aos Espíritos desencarnados, para reconstituírem os fatos realizados e analisar o motivo que os fez executar. No tópico FLUIDO E CURA afirma que todo efeito mediúnico, é o resultado da combinação dos fluidos emitidos por um Espírito e pelo médium; por essa associação, esses fluidos adquirem propriedades novas que não teriam separadamente, ou pelo menos não teriam no mesmo grau acrescentando que a substância fluídica produz um efeito análogo ao da substância medicamentosa, com a diferença que, sendo maior a sua penetração, em razão da tenuidade de seus princípios constitutivos, age mais diretamente sobre as moléculas primeiras do organismo do que o podem fazer as moléculas mais grosseiras das substâncias materiais; previne que a ação fluídica é poderosamente secundada pela confiança do doente. No item FLUIDOS E PASSE elucida que a faculdade de curar pela imposição das mãos tem, evidentemente, seu princípio numa força excepcional de expansão, mas é aumentada por diversas causas, entre as quais é necessário colocar em primeira linha: a pureza de sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o ardente desejo de aliviar, a prece fervorosa e a confiança em Deus, em uma palavra, todas as qualidades morais.Explica ainda que o encarnado absorve FLUIDOS pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo doenças contagiosas graves, salientando que a mediunidade curadora não vem suplantar a Medicina e os médicos; vem simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar a estudá-las; que a natureza tem recursos que eles ignoram.



Por que, mesmo sabendo que um familiar, uma pessoa querida, vem sofrendo há muito numa cama, a gente não quer ela morra e sofre muito quando ela morre? Isso não é egoísmo? Como explicar? ( L.M.S.)


Com certeza, há explicações para isso. Em primeiro lugar, o nosso conceito de morte. Se amamos alguém, com certeza, não queremos que essa pessoa morra. Para ela seria desastroso e para nós também. Queremos, portanto, a sua presença, para nos garantir que ela esteja ali. Entretanto, se está sofrendo muito, melhor seria que partisse – é o que nos diz a razão. Mas o sentimento de apego (e, mais que isso, o sentimento de dependência que temos em relação a essa pessoa) nos faz sofrer, só em pensar que podemos perdê-la. Neste caso, estamos pensando mais em nós do que nela mesma. Não deixa de ser uma espécie de egoísmo.


Mas, se concebemos a morte apenas como uma ponte para outra vida, essa dor se torna menor ou, em certos casos, até desaparece. Os espíritas convictos – ou seja, aqueles que vêem a vida espiritual como um fato concreto e inquestionável – estão mais preparados para encarar esses momentos com serenidade, pois sabem que a vida continua e que, para uma pessoa vem sofrendo muito, a morte é uma libertação. Por isso, se sente aliviado quando o ente querido parte desta vida, porque quer vê-lo numa condição melhor.


A ideia da morte, como total aniquilação do ser, ainda perdura em nosso inconsciente, porque lá foi colocada e reforçada durante milênios. Desse modo, encarar a morte de um ente querido, ainda é muito difícil para todos nós, mesmo nesses casos de longo período de sofrimento. E, por outro lado, também temos dificuldade de lidar com a dependência emocional, que criamos em relação a ela. As pessoas, em geral, até evitam pensar nessa possibilidade de um ente querido morrer, porque acham que não suportariam a dor da separação. Contudo, devemos estar preparados para esses momentos, mesmo porque a nossa reação em tais casos, quando descontrolada, pode ser prejudicial – para nós mesmos e para aquele que partiu.


Com relação ao conceito que o Espiritismo faz da morte, isso nos ajuda muito, pois nos torna mais fortalecidos diante dessas circunstâncias adversas. E, se você quiser se inteirar melhor a respeito, procure o livro de Allan Kardec, “O Céu e o Inferno”, e leia com muita atenção, pelo menos, o capítulo 2, que trata especificamente desse assunto.






quarta-feira, 12 de março de 2025

PARA COMPREENDERMOS A FUNÇÃO DO EGOÍSMO ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Um dos principais intelectuais do Espiritismo no Brasil ao longo do século 20, Herculano Pires é pouco conhecido pelos estudiosos contemporâneos. Olhar crítico sobre o comportamento daqueles que fundaram e dirigiam Obras Sociais em nome da Doutrina Espírita, pelo conhecimento adquirido fez análises precisas sobre os desvios revelados nas ações observadas. Na obra CURSO DINÂMICO DE ESPIRITISMO – o grande desconhecido (paidéia,1979), várias dessas análises. Numa delas, sentimos a profundidade e racionalidade de seus raciocínios.-“Tudo tem a sua utilidade na Natureza. O Universo é teleológico, finalista, busca sempre e em tudo uma finalidade. Os filósofos ante finalistas apoiam suas teorias no erro humano, de todos os tempos, que interpreta a Natureza como criada especialmente para o homem. Esse erro surgiu nas selvas, permaneceu nas civilizações primitivas e projetou-se nas civilizações posteriores. Os próprios deuses e demônios de toda a Antiguidade foram postos ao serviço do homem, que embora os reverenciando, pretendiam utilizá-los como seus auxiliares. O Universo tem, naturalmente, uma finalidade única e superior, em que todas as finalidades se conjugam num resultado único. Mas esse resultado escapa às nossas possibilidades de pesquisa, de compreensão e mesmo de imaginação. A mais inútil das coisas e os mais prejudiciais dos seres são necessários. E ser necessário é ser indispensável, é pertencer a um elo da cadeia inimaginável que Kardec nos apresenta nesta frase tantas vezes repetida no Livro dos Espíritos: Tudo se encadeia no Universo. (...) O egoísmo, a vaidade, o orgulho, a pretensão, a ambição representam elementos negativos da constituição do ser humano, que devem ser eliminados. Mas essa eliminação não se dá pelos métodos antigos das corporações religiosas, até hoje empregados, apesar dos terríveis malefícios causados. Kardec e os Espíritos Superiores, em suas comunicações, consideraram o egoísmo como verdadeira praga que impediu .o desenvolvimento real do Cristianismo na Terra. Mas jamais aconselharam métodos artificiais para o combate ao egoísmo. (...) Todos nós carregamos ainda as marcas profundas e dolorosas, deformantes, do relacionamento humano na Terra. Com a caridade os homens vão aprendendo a sair do egoísmo para o altruísmo, a não pensar, apenas nos seus problemas particulares, a não dividir o seu tempo e bem-estar apenas com os familiares, mas levar um pouco de si mesmos e dos seus recursos para a família maior que sofre lá fora. É essa a finalidade do princípio cristão da caridade no Espiritismo. Por isso a caridade espírita não pode cercar-se de barreiras e dificuldades, de exigências e desconfianças. Deve ser ampla e generosa, acessível a todos, evitando constranger ou humilhar os que a recebem. O ego é como uma flor que primeiro se fecha no botão para depois desabrochar na corola e por fim doar-se nos frutos. Tentemos visualizar o processo de formação do ego, para compreendermos a função do egoísmo. A dialética espírita nos ensina que o espírito (não individualizado, mas como o elemento espiritual catalisador, capaz de atrair e aglutinar a matéria esparsa no espaço) liga-se à matéria para lhe dar forma, estrutura. Podemos seguir esse processo no caso humano, em que o ego aparece como um pivô da personalidade em formação, desde a infância. A criança é egocêntrica, é um pivô em torno do qual giram as atenções e as afeições da família. Ela se torna, naturalmente, no centro do mundo. Porque esse é o meio de consolidação da sua individualidade. Tudo quanto ela atrai e absorve do ambiente, do exemplo familial, das relações progressivas na escola e nos brinquedos, é automaticamente centralizado no ego, que é o seu ponto interior de segurança ante a dispersividade do mundo. O botão fechado centraliza as suas energias, preparando o momento de abrir-se na corola colorida e perfumada. Essa a primeira função do ego, e essa função não é egoísta, mas centralizadora por necessidade de estruturação interna. Quando essa estruturação se define como tal, a criança se abre timidamente para oferecer ao mundo a sua contribuição inicial de beleza e ternura. E um novo ser que surge no mundo, vestido com a roupagem da inocência, como diz Kardec, e ao mesmo tempo trazendo a incógnita de um passado que se revelava pouco a pouco no esquema de um destino com ideias e hábitos negativos que nos foram impostos à força milênios de brutalidade civilizadora. Por isso o nosso tempo, em que tomamos consciência do absurdo desse massacre universal realizado em nome de Deus, mostra-se dominado por inquietações e desesperos, revolta e loucura, psicopatias e obsessões que levam a espécie humana a todos os desvarios e ao suicídio individual e coletivo. Temos de examinar essa situação à luz do Evangelho desfigurado e mal interpretado, muitas vezes contraditado frontalmente pelas teologias do absurdo.





Se Deus é bom e misericordioso, como pode deixar que certas pessoas sofram tanto, pelo menos mais do que as outras? Um pai humano tem mais compaixão de seus filhos que Deus. Não posso entender porque Jesus diz que Deus dá tudo para nós.


Depende do ângulo que olhamos a vida. Uma visão materialista nos diria que a vida é uma só, que não existimos antes de nascer e tampouco vamos continuar existindo depois da morte; ou seja, nossa vida é o corpo, não existe alma. Neste caso, perguntamos, onde está a justiça da vida? Se formos ver a vida por este ângulo – de que estamos aqui pela primeira e única vez – com certeza, não vamos encontrar nenhum significado para ela e muito menos para a nossa luta e principalmente para o nosso sofrimento.


Diariamente nascem milhões de crianças no mundo, a maioria em condição de pobreza ou de extrema miséria. Muitas nascem doentes ou deficientes para morrer logo. Outras com uma perspectiva sombria de vida, pois o meio em que nasceram é pobre e as pessoas ignorantes; com certeza, se conseguirem sobreviver até se tornarem adultas, vão passar por muitos sofrimentos e sabemos lá qual será o seu fim. Enquanto isso, uma outra parte nasce bem, em maternidades bem aparelhadas, suas mães receberam o acompanhamento pré-natal, são atendidas, vacinadas e, quando forem para suas casas, serão recebidas em quartos limpos e aconchegantes, serão respeitadas e amadas e, assim, terão uma vida relativamente tranquila.


Por que essa diferença? É claro que, se concebemos Deus como Amor e Justiça, jamais poderemos aceitar que ele trata seus filhos de formas tão diferentes, protegendo uns e prejudicando outros. Seria absurdo pensar que Deus tem os mesmos defeitos humanos, que é capaz de amar e odiar, proteger e desprezar. E se a vida fosse única, se não tivéssemos outras oportunidades, com certeza, tudo não passaria de uma grande injustiça e, para a maioria da humanidade, que hoje vive na pobreza e na miséria, seria melhor que nem tivesse nascido. Essa concepção de Deus é materialista, e não condiz em nada com o que Jesus ensinou.


Se Deus é bom e justo, é claro que a vida do Espírito não pode se restringir a uma vida única existência. Não estamos aqui pela primeira vez e tampouco pela última. Na verdade, como Espíritos, estamos caminhando para a perfeição através das reencarnações. O sofrimento é contingência da vida, porque é necessário para o nosso aprendizado e para a nossa evolução. Precisamos entender isso, para saber que não sofremos por acaso, que todo desconforto ou toda dor, física ou moral, tem um sentido em nosso caminho evolutivo. Assim como a criança tem de crescer e aprender para se tornar um adulto capaz (porque esse é o caminho natural da evolução), o Espírito precisa passar por diversas experiências para adquirir a sua perfeição.


Quando Kardec perguntou aos Espíritos se Deus se preocupa pessoalmente com cada um de nós, para nos atender ou não em nossas necessidades, eles responderam que
Deus governa o mundo pelas suas leis. Ele não é culpado dos problemas que criamos para nós mesmos, mas suas leis funcionam no sentido de transformar nossas experiências em aprendizado, de modo que cada um, na sua longa jornada evolutiva, vai conquistar sua felicidade pelos seus próprios méritos. É a lei de causa e efeito, que levou Jesus a afirmar com sabedoria: “ A cada um segundo as suas obras”.

terça-feira, 11 de março de 2025

PERTURBAÇÃO ESPIRITUAL - O QUE É; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 

Advertem os Espíritos devotados ao Bem que a influência espiritual é coisa corriqueira na sociedade em nossa Dimensão na atualidade. O Espiritismo pela essência de sua constituição detém muitas informações sobre o tema. Do repertório extraordinário por ele disponibilizado desde seu surgimento, destacamos algumas questões que fazem parte do vídeo OBSESSÃO – as respostas que o Espiritismo dá inserido no YOUTUBE. Vamos a elas: Todos estão então sujeitos ao assédio e influência obsessiva? Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade de tipos maior que a que encontramos entre os homens da Terra. Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo nossos pensamentos, uns para nos fazer bem, outros para nos fazer mal, segundo os Espíritos bons ou maus. Pela inferioridade física e moral de nosso Globo na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores. (RE; 10/1858) Os maus Espíritos só se dirigem àqueles a quem sabem poder dominar e não àqueles a quem a superioridade moral – não dizemos intelectual, encouraça contra os ataques. (RE; 5/1863) O que é auto-obsessão? A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos. Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. Não importa o tempo que mantenhamos o remorso a distância. Cada pensamento de indignação das vítimas que se faz nas vivências que se tem, circula na atmosfera psíquica do agressor, esperando ensejo de fazer-se sentir. Além disso, com a maneira cruel de proceder, atrai-se a convivência constante de entidades de péssimo comportamento que vão lhe arruinando o teor da vida mental, até que o remorso abra brecha na fortaleza em que o agressor se entrincheira. As forças acumuladas dos pensamentos destrutivos que a pessoa provoca sobre si mesma, através da conduta irrefletida a que se entrega levianamente, libertas de súbito pela aflição e pelo medo, quebram a fantasiosa resistência orgânica, quais tempestades que se sucedem furiosas. Sobrevindo a crise, energias desequilibradas da mente em desvario vergastam os delicados órgãos do corpo físico. Os mais vulneráveis sofrem consequências terríveis. (L; 11) Obsessão e Vampirismo Espiritual são a mesma coisa? A perda do veículo físico na deficiência espiritual em que se encontram os viciados (químicos ou sensoriais como no campo do sexo), deixam o Espírito integralmente desarvorado, como naufrago dentro da noite. Sintoniza-se com o organismo da criatura com que se afinisa a quem passa a obsediar, nela encontrando novo instrumento de sensação, vendo por seus olhos, ouvindo por seus ouvidos, muitas vezes falando por sua boca, vitalizando-se com os alimentos comuns consumidos pela vítima. Nessa simbiose vivem ambos, por vezes, por anos seguidos, requerendo para se curar das fobias que se refletem da mente do obsessor, sejam afastados os fluidos que envolvem o obssediado, assim como a coluna, abalada pelo abraço constringente da hera reclama limpeza em favor do reajuste. (NDM; 6) Um Espírito bom pode obsediar alguém? A obsessão não pode jamais ser o efeito causado por um bom Espírito. A questão essencial é saber reconhecer a natureza daqueles que se apresentam. O conhecimento prévio dos meios de distinção dos bons Espíritos e dos maus é, portanto, indispensável. É importante para o simples observador que pode, por esse meio, apreciar o valor do que vê, lê ou escuta. (OQE; 77)




Uma pessoa pode morrer de desgosto? Como fica a situação daqueles que causaram esse desgosto? Como que eles vão responder por isso? (I.M.)


O que popularmente chamamos de “desgosto” é um estado de tristeza profunda, também conhecido por “depressão”. Esse estado emocional é causado por uma frustração, por alguma decepção com alguém, geralmente, ingratidão. Isso pode acontecer com qualquer um de nós, principalmente porque nem sempre estamos preparados para sermos contrariados. Nosso estado emocional negativo pode ter repercussões danosas na fisiologia do organismo e, em certos casos, provocando até a morte.


Embora o desgosto possa ser estimulado pelo mau comportamento de alguém, a causa principal desse desgosto está na própria pessoa que se desgosta, pois ela não sabe como enfrentar essa situação. O egoísmo e o orgulho são as principais causas do desgosto. Isso acontece, muitas vezes, quando fazemos o bem a troco de reconhecimento ou de retribuição, quando exigimos retorno daquilo que fazemos. É o caso, por exemplo, dos pais em relação aos filhos. Este é um exemplo típico. Pais, que se desdobram pelos filhos, a troco de reconhecimento no futuro, podem ter amargas decepções.


Quando Jesus diz “não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita”, é nesse sentido. É no sentido de que jamais devemos esperar retribuição pelo que fazemos de bem. O bem deve ser feito incondicionalmente, para não corrermos o risco de sofrer decepções. Não devemos esperar nada em troca: fazer o bem pelo bem é um princípio básico nos ensinos morais de Jesus. Para isso, precisamos aprender a ser desprendidos, nada fazer esperando retorno, mas tudo fazer pensando única e exclusivamente no bem daqueles a quem estamos ajudando.


Muitas vezes, confundimos o nosso egoísmo com o sentimento de caridade. Assim, ao ajudarmos uma pessoa – seja nosso familiar ou não – podemos estar querendo atenção ou pretender projeção diante dos outros, e não propriamente o bem dessa pessoa. Como não se trata de um bem desinteressado, julgamos contar com créditos morais e aguardamos pagamento futuro pelo serviço que prestamos. Nisso reside o perigo, porquanto é possível que essa pessoa nos esqueça e que, ao contrário, possa, futuramente, até se voltar contra nós – situações comuns dentro das famílias, principalmente de filhos em relação aos pais.


A morte por desgosto é parecida com a morte por suicídio, uma vez que a pessoa, que desiste da vida, devido a uma amarga decepção, está fazendo a vez de um suicida, com a única diferente de que ela não está usando nenhum instrumento material para se matar, mas apenas o sentimento, que é também mortal. É claro, prezada ouvinte, que os ingratos vão responder pelo mal que fizeram, ainda que o tenham feito indiretamente. Na lei divina nada fica sem resposta. E, neste caso, elas estariam agindo como co-responsáveis pelo sacrifício de uma vida.





 



segunda-feira, 10 de março de 2025

UM DIÁLOGO SURPREENDENTE; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

       A pergunta inesperada surgiu em reunião publica interativa com frequentadores e trabalhadores de Grupo Espírita da Capital paulista:-Existem reencarnações planejadas nos Planos Espirituais Inferiores? A memória no momento resgatou informação reproduzida em livro de importante médium, dizendo que a reencarnação de Hitler se dera por gestões do tipo. Pesquisando as obras do ‘reporter’ Andre Luiz através de Chico Xavier, encontramos interessante esclarecimento na intitulada AÇÃO E REAÇÃO (feb, 1957). O referido livro desdobra-se num anexo sob a jurisdição da Colônia Nosso Lar denominado Mansão da Paz situado nas regiões espirituais sombrias da Terra, dedicado ao resgate de Espíritos que devem ser encaminhados para os processos reencarnatórios previstos para os alunos da escola chamada Terra. Em dialogo com Silas, um assessor do dirigente Druso, o autor espiritual registra:Para que me faça compreendido, convém esclarecer que, se existem reencarnações ligadas aos planos superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências. E assim como já podemos contar na esfera carnal com uma justiça sinceramente interessada em auxiliar os delinquentes na recuperação, através do livramento condicional e das prisões-escolas, organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais humanos em nome das leis, aqui também os representantes do Amor Divino podem mobilizar recursos de misericórdia, beneficiando Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. – Quer dizer – exclamei – que, em boa lógica terrena, e utilizando-me de uma linguagem de que usaria um homem na experiência física, há reencarnações em perfeita conexão com os planos infernais... – Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de libertação dos círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não possuem senão característicos de trabalho expiatório,em muitas ocasiões são empreendimentos planejados e executados daqui mesmo, por benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome do Senhor. – E, nesses casos – aduzi –, o Instrutor Druso dispõe da necessária delegação de competência para resolver os problemas dessa espécie? – Nosso dirigente – falou o amigo prestimoso –, como é razoável, não goza de faculdades ilimitadas e esta instituição é suficientemente ampla para absorver-lhe os maiores cuidados. Entretanto, nos processos reencarnatórios, funciona como autoridade intermediária. – De que modo? – Duas vezes por semana reunimo-nos no Cenáculo da Mansão e os mensageiros da luz, por instrumentos adequados, deliberam quanto ao assunto, apreciando os processos que a nossa casa lhes apresenta. – Mensageiros da luz? – Sim, são prepostos das Inteligências angélicas que não perdemde vista as plagas infernais, porque, ainda que os gênios da sombra não o admitam, as forças do Céu velam pelo inferno que, a rigor, existe para controlar o trabalho regenerativo na Terra. E, sorrindo: – Assim como o doente exige remédio, reclamamos a purgação espiritual, a fim de que nos habilitemos para a vida nas esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente. . .



Por que existem pessoas, que nascem com deficiência física e que aceitam com naturalidade essa condição, enquanto outras se tornam revoltadas, e querem culpar os outros, como se eles tivessem culpa de seu problema?


- Há várias causas que concorrem para essas duas situações. A causa mais comum, entanto, está na condição espiritual da pessoa. Alguns Espíritos reencarnam com deficiência ( outros acabam deficientes no transcorrer da encarnação) para poderem encarar tais situações e aprenderem a se superar, desenvolvendo virtudes como paciência, resignação e perseverança. São Espíritos, que já alcançaram um determinado nível de desenvolvimento moral e, por isso, assumem esse compromisso consigo mesmos, como quem vai ser submetido a uma prova muito difícil. Nestes casos, esses Espíritos são resignados, aceitam suas limitações físicas como desafios e não como castigo de Deus.


Por outro lado, existem aqueles que não se conformam com suas limitações. Não foram eles que as escolheram – a condição de limitação lhes foi imposta pela lei natural. Nestes casos, geralmente, mostram-se insatisfeitos, revoltados. Tomam o problema como castigo de Deus e, porque não se acham de bem consigo mesmos, eles projetam nos outros seus problemas, percebendo uma grande injustiça pelo fato de terem vindo com tais limitações, enquanto outros gozam de plena saúde.


Aqueles, que não se revoltam, não obstante sua condição, são Espíritos que vêm para nos dar lição de resignação e coragem. Aqueles, que se rebelam, são Espíritos que estão amargando erros do passado. Veja, portanto, que, embora passando pela mesma situação, cada um vai reagir a seu modo, dependendo de onde espiritualmente ele se encontra. Alguns se encontram no céu, outros no inferno, entendendo que céu e inferno são estados de alma.


Quando a gente se depara com a situação assim, deve dar mais atenção àquele que se rebela. Ele tem mais necessidade de esclarecimento que o outro. Para diminuir seu sofrimento, que decorre mais de seu estado intimo, ele vai precisar de esclarecimento sobre o significado da vida. Aqueles, que aceitam a reencarnação como instrumento da evolução, já não têm motivos para se rebelar contra os outros e contra si mesmos.

domingo, 9 de março de 2025

SERÁ A SOLUÇÃO NO FUTURO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Intelectual expressando-se sobre as mudanças pretendidas na legislação brasileira sobre o aborto comentou que pesquisa recente efetuada com jovens indica o crescimento expressivo dos que afirmam não pretender ter filhos. Confirmando-se a tendência, surge a pergunta: o que será da espécie humana no futuro? Considerando, segundo o Espiritismo, a importância do corpo físico no processo evolutivo e que na nossa Dimensão seguimos a direção induzida pela Espiritualidade de onde muitos dos avanços observados ao longo do século 20 nada mais são que a materialização do já existente nas realidades vibratórias adjacentes ao chamado Plano Material. Aí uma nova possibilidade: não será a reprodução assistida um prenúncio do amanhã no que se refere à disponibilização de corpos para a continuidade da vida física? O médium Chico Xavier, deixou-nos algumas pistas. A primeira registrada pelo Advogado e escritor Rafael Ranieri, amigos desde o final dos anos 40, que em 1969, após longo tempo, em visita a Chico em Uberaba, participando de bate-papo na casa do médium, ante a pergunta de alguém sobre pesquisas objetivando a replicação humana em laboratório, ouviu-o dizer: -“ A Ciência vai desenvolver o Ser humano em laboratório. Os cientistas vão fabricar um enorme útero e aí dentro vão gerar o Ser. Levarão talvez de duzentos a quatrocentos anos até conseguirem realizar. Aí libertarão a mulher do parto. E tem outra coisa: nesse útero, os Espíritos vão reencarnar, tudo direitinho, sem problema. Esse fato não vai alterar coisa alguma, a ciência vai conseguir isso. O avanço da Ciência é obra da Espiritualidade”. No ano seguinte, em entrevista a jornal uberabense, voltaria ao assunto esclarecendo: - O Espirito Emmanuel diz que o nosso respeito à Ciência deve ser inconteste e que o progresso da ciência é infinito, porque a solução do problema do tubo de ensaio, para o descanso do claustro materno é viável. Mas, restará à Ciência um grande problema, o problema do amor com que o Espírito reencarnante é envolvido no lar pelas vibrações de carinho, de esperança, ternura, confiança de pai e mãe, no período também da infância, em que a criança é rodeada de amor, muito mais alimentada de amor do que de recursos nutrientes da terra! Vamos ver como é que a Ciência poderá resolver este problema para que não venhamos a cair em monstruosidades do ponto de vista mental. Dias depois em conversa após o encerramento das atividades publicas com a mediunidade, disse que ‘no futuro, o Ciência libertará a mulher de gerar o filho no claustro materno. Teremos bancos de sêmem com doadores selecionados. O controle será de acordo com os óbitos e os homens de laboratório serão responsáveis pelos tubos de ensaio’. Ante o espanto causado, acrescentou: -‘Como é que nós nascemos? Nascemos como grama. Isso não vai continuar assim. No futuro haverá organização mais controlada. Mas tudo isso só acontecerá quando tivermos governos magnânimos. Quem sabe daqui uns bons tempos... Vamos aguardar. Os aparelhos poderão ser instalados no reduto do lar para receber as vibrações de amor dos pais, haverá mais fecundação espiritual do que material’. Como a história registra, 8 anos depois, em 1978, as experiências desenvolvidas resultaram no sucesso da primeira criança criada como se diz através do tubo de ensaio, naturalmente se servindo de outro corpo humano para promover a gestação após a implantação de óvulos fecundados através do processo conhecido como reprodução assistida. Os avanços não ficaram por aí, resultando na progressiva evolução. Talvez no tempo presumível apontado por Chico décadas atrás, consiga-se consumar-se renascimentos fora dos mecanismos que impõe à mulher tantos sacrificios.




No caso de uma criança nascer com deficiência mental grave e permanecer o tempo todo desse jeito, o Espírito se sente prisioneiro do corpo? Isso para ele é um castigo?


Não devemos ver tais situações como castigo. Essas encarnações ocorrem, em geral, para que o Espírito se recupere de problemas e conflitos que ele criou para si mesmo. O problema está no perispírito que, quase sempre, já sofreu lesões em suas estruturas mais íntimas e que transmite esses desarranjos para o corpo, seja na formação do genoma ou em algum acidente no ventre materno.


Explicamos melhor. Todos nós, quando cometemos graves erros - erros que se voltam contra nós em forma de culpa ou de remorso, que nos perseguem o tempo todo - tendemos a nos punir. Há pessoas que, não suportando o peso da consciência culpada, se suicidam. Esse ato de violência contra si próprio acaba lesionando profundamente as estruturas do perispírito, que é o corpo espiritual.


A reencarnação do Espírito, portador de deficiência, vai lhe propiciar oportunidade de vivenciar algumas experiências que vão ajudá-lo a se reabilitar, enquanto encarnado. A vida, na Terra, tem como principal meta a evolução e não a punição. Caso o Espírito tenha uma boa recepção por parte de sua família, principalmente compreensão e amor ( que é o que mais necessita), e venha ser estimulado através de uma educação adequada, mesmo não se recuperando nesta vida, ele vai chegar no plano espiritual com melhores condições do que aqui chegou. E isso vai ser um passo importante no seu desenvolvimento.