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quarta-feira, 27 de abril de 2016

O ESPÍRITO EMMANUEL E A LEITURA DINÂMICA

Tendo conhecido o Espiritismo aos 16 anos logo após ter-se mudado com a família para Araraquara (SP), procedentes do interior do Estado do Espírito Santo, Wallace Leal Valentim Rodrigues, teve ao longo do restante de sua mais recente existência na nossa Dimensão, participação significativa na História da Casa Editora O Clarim, entidade fundada por Cairbar Schutel, pioneiro do Espiritismo na região araraquarense do Estado de São Paulo. Acatando orientação do Espírito Emmanuel através de Chico Xavier assumiu no final da década de 60, o comando da instituição responsável pela publicação da REVISTA INTERNACIONAL DO ESPIRITISMO e do jornal O CLARIM, como revela em capítulo com que enriqueceu a obra AMOR E SABEDORIA DE EMMANUEL organizada pelo Professor Clovis Tavares. Inteligência brilhante, escreveu, organizou e traduziu várias obras importantes publicadas pela editora que dirigiu. Quando do recebimento do título de Cidadão Paulistano por Chico Xavier, Wallace reuniu uma série de mensagens de autoria de Emmanuel psicografadas pelo médium e publicadas avulsamente ao longo de vários anos e compôs o livro SEGUE-ME (clarim, 1973). Como prefácio, apresentou um interessante estudo de sua autoria, demonstrando como o trabalho do médium, notadamente os escritos de seu Orientador Espiritual foram produzidos dentro de uma técnica absolutamente compatível com a evolução da comunicação escrita ao longo do final do século 20. Para demonstrar a genialidade do Wallace especialista em comunicação, destacamos alguns trechos do seu texto: -“Inesperadamente, tomou-se conhecimento da existência do Professor Françóis Richaudeau, Coordenador do Centro de Estudos e Promoção da Leitura, de Paris, e de seu trabalho na revista Comunicação e Linguagem, e de um seu livro, de fundamental valor na história da percepção dinâmica: “A Legibilidade”. Ele fez entender que as elites serão comandadas pelas pessoas que SOUBERAM O QUE LER, que souberam COMO LER, mesmo pondo de lado que o façam em velocidades diferentes. (...)  Eis, porém, que o livro “A Legibilidade”, de François Richadeau e alguns números da revista “Comunicação e Linguagem”, me vieram ter às mãos. E minha surpresa foi indescritível ao verificar que, já nos idos de 1937, o Espírito Emmanuel empregava a metodologia descoberta por Richaudeau, levando, conseguintemente, o leitor à leitura dinâmica, que, por sua vez, motivou os surtos crescentes de progresso que o Espiritismo apresenta em nosso país, e que não podem ser comparados a nenhum, em qualquer outra nação da terra, inclusive a própria França. (...) Quanto a Richaudeu, é preciso dizer que a sua obra é fundamental na história da Percepção Dinâmica - o que vem provar, como foi previsto, que o Espiritismo vai caminhando passo a passo com os avanços da ciência. A proliferação dos computadores, dos aparelhos eletrônicos de sistematização, certamente provocará uma diversificação no processo da leitura. Richaudeau diz o seguinte: “Nossos olhos, comandados pelo cérebro, se tornarão instrumentos de uma pequena caixa de velocidade. Existirão textos para serem lidos com primeiro interesse, com segundo interesse, e assim por diante. Os mais hábeis, como os automóveis mais potentes, conseguirão ampliar sua potencialidade até seis ou sete estágios de leitura”. Em última análise, o leitor do futuro regularizará seus olhos de acordo com suas necessidades, com a importância de cada mensagem, e, principalmente, com o tempo. (...)  Quem defende a civilização da imagem e, consequentemente, do som, se esquece de um detalhe muito simples e fundamental: mesmo que o homem consiga falar à velocidade de 9 mil palavras por hora sempre conseguirá ler à razão de 27 mil palavras por hora - três vezes mais depressa. Um leitor rápido dobra facilmente essa marca. Melhor ainda, esses números se referem à leitura integral. Numa leitura seletiva, a taxa de informação se multiplica por dois ou três. Assim, parece evidente que a leitura deva se manter como meio de aquisição, aprendizado, assimilação, por mais tempo, e num tempo de duração superior a qualquer sistema audiovisual.  . O Espírito Emmanuel, entretanto, parece já saber que o processo visual de um leitor não é contínuo. Pode-se acreditar que ele siga um caminho normal : primeiro, na primeira  linha, depois na segunda e assim por diante. O olho usa, para ler, movimentos bruscos : fixa-se em média durante um quarto de segundo sobre um trecho de texto; lê efetivamente durante outro quarto de segundo, iniciando um novo ciclo. O olho do leitor rápido não segue esse processo mais rapidamente do que o olho do leitor lento. Ao contrário, o ponto de fixação é sempre constante. Emmanuel parece conhecer que o que distingue realmente os leitores rápidos dos lentos é que, durante essa fixação de um quarto de segundo, o olho e os prolongamentos nervosos dos rápidos aprendem, decifram, leem uma quantidade maior que a dos lentos”.




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