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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LEI DE CAUSA E EFEITO -COMO FUNCIONA E ALGUNS EXEMPLOS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Muito se cita o Carma para justificar ocorrências que fazem no mundo de hoje, questionar-se a existência de Deus. Sua concepção, ao que tudo indica, irradiou-se pelo mundo, a partir dos princípios religiosos introduzidos no nosso Planeta, pelo grupo de Espíritos exilados de Capela reencarnados na região conhecida como Índia. Ao menos é o que revela Espírito Emmanuel, através de Chico Xavier, na obra A CAMINHO DA LUZ. A ideia sofreu ao longo das civilizações deformações, deturpações, até que no lado Ocidental da Terra, foi sendo progressivamente esquecida com o apagar doutro princípio, o da reencarnação, a partir das lamentáveis decisões do Segundo Concílio de Constantinopla,  promovido pelo Imperador Justiniano, em 553 DC. Praticamente treze séculos e inúmeras gerações, distanciaram as criaturas humanas da responsabilidade de viver, infundida com as perspectivas do inevitável encontro consigo mesmas e da reparação dos estragos cometidos nos diferentes caminhos da evolução. Coube ao Espiritismo ressuscitar ambas, dentro das exigências de uma Humanidade ávida por respostas sobre porque existimos e sofremos. As pesquisas conduzidas por Allan Kardec nas reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, desde abril de 1858, resultaram em expressiva coleta de dados, obtidos através de inúmeros entrevistados que se manifestaram por diversos médiuns, sendo muitos desses depoimentos reproduzidos na REVISTA ESPÍRITA, publicada sob a direção do Codificador de janeiro de 1858 a março de 1869. Tal material serviu também para que os aterrorizantes conceitos da morte pudessem ser reformulados objetivamente a partir dos exemplos contidos n’ O CÉU E O INFERNO segundo o Espiritismo. Nele, entra-se em contato com interessantes relatos de personalidades evocadas por Kardec, testemunhando as sensações, impressões e realidades registradas por eles na transição desta para outra dimensão. Analisando-os, o Codificador enumerou 32 artigos do que ele chama de Código Penal da Vida Futura, reproduzido no capítulo 7, da Primeira Parte do livro citado. Mostram por variados ângulos a Lei implícita na afirmação “a cada um segundo as suas obras”. A vida mostra-se como uma única realidade, apesar de desenvolver-se em duas dimensões. Toma-se conhecimento, através desse conteúdo, que as leis espirituais que controlam o indivíduo aplicam-se à família, à nação, às raças, ao conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. As faltas do indivíduo, as da família, as da nação, qualquer seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma Lei. Comentando o aspecto, Kardec considera que “a criatura renasce no mesmo meio, na mesma nação, na mesma raça, quer por simpatia, quer para continuar, com os elementos já elaborados, estudos começados, para se aperfeiçoar, prosseguir trabalhos encetados e que a brevidade da vida não lhe permitiu acabar,(...) até que o progresso os haja completamente transformado”. Acrescenta que “não se pode duvidar haver famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque, dominadas por instintos de orgulho, egoísmo, ambição, enveredam pelo caminho errado, fazendo coletivamente o que um indivíduo faz isoladamente. Uma família se enriquece a custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de Talião”. Identificando cinco exemplos de provas e expiações, individuais e coletivas, destacamos alguns do extraordinário acervo construído por Kardec ou pelo trabalho do médium Chico Xavier. Didaticamente os alinharemos mostrando o efeito e a correspondente causa determinante. CASO 1 Efeito - Industrial, morto doze horas após explosão de caldeira em sua empresa, envolvendo seu corpo em verniz fervente nela contida. Socialmente queridíssimo pela postura pessoal, em toda sua cruel agonia, não se lhe ouviu um só gemido, uma só queixa, apesar das dores lancinantes resultantes das profundas queimaduras sofridas. CausaAção assumida 200 anos antes, quando, na condição de juiz e inquisidor italiano condenou a morrer queimados os envolvidos numa conspiração visando a politica clerical, entre os quais uma jovem entre 12 e 14 anos, contra a qual os executores se recusavam cumprir a sentença, tornando-se ele, além de juiz, o carrasco que ateou fogo na quase menina. CASO 2 – Efeito – Antonio B., escritor, morto repentinamente( provavelmente um ataque cataléptico), teve seu corpo encontrado virado de bruços durante exumação feita 15 dias após o sepultamento, procedimento efetuado para que familiares recuperassem medalhão por acaso esquecido no caixão. Causa – Ação em vida anterior em que descoberta infidelidade da esposa, a enterrou viva num fosso. CASO 3Efeito - João Fausto Estuque, desencarnado em 16/10/1976, em acidente aéreo com avião de pequeno porte, na região de Votuporanga, SP. Causa – Ter sido protagonista 300 anos antes, em ações objetivando conquistar destaque nas posições da finança e do poder,  que culminaram na morte de várias pessoas de vasta comunidade humana, precipitadas em penhascos, sem que seus delitos fossem descobertos ou punidos.


EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Bilhões de pessoas existem no mundo. Milhões delas estão orando neste momento, pedindo proteção a Deus e cada uma se dirige a Deus como se fosse se ela fosse a única que estivesse orando, como se Deus estivesse ali ao seu lado somente para ela, para atendê-la. Não é assim que acontece? Eu pergunto: como que Deus, que é um só, pode estar ali para atender cada uma dessas milhões de pessoas?

Sua pergunta tem algo de lógico, mas, ao mesmo tempo, questiona a existência de Deus.

Quem nos ensinou a orar foi Jesus. Para Jesus orar (como o próprio sentido da palavra está dizendo) é falar, falar com Deus, a quem ele chamou amorosamente de Pai.

Nós sempre dizemos que a grande revolução que Jesus provocou na religião foi trazer Deus do palácio (onde ele era rei) para dentro de casa, onde passa a ser nosso Pai.

Há uma diferença entre rei e pai, naturalmente. O rei está longe, no palácio. Se você quiser falar com ele, você precisa ir lá, marcar audiência e, se possível, ser recebido.

Para falar com seu pai, você nem precisa sair de casa, porque o pai está ali, no dia a dia, ao seu lado, e sabe mais do que você de que realmente você precisa. Veja, portanto, a grande diferença.

Logo, Jesus comparou Deus ao pai justamente para colocá-lo ao lado de cada um e mostrar como é fácil falar com ele. Aliás, Jesus mostrou que “falar com Deus” é a coisa mais fácil do mundo.

É até mais fácil do que falar com o pai humano, porque o pai humano nem sempre está disponível e, às vezes, nem está atento ao que você está falando. Isso não acontece com Deus, que o nosso Pai Maior.

Mas, como Deus pode estar em todos os lares, ao lado de cada um? – você pergunta.

  Deus é a causa e a razão de tudo. Na verdade, ele não pode ser uma pessoa como nós, porque uma pessoa quando está aqui, não está ali. Deus, porém, está em tudo, porque tudo que existe provém dele e está nele.

Essa concepção é filosófica, porque, como dizia o Hegel, filósofo alemão, Deus, sendo um ser perfeito, possui todas as perfeições, e a onipresença é uma perfeição.

Allan Kardec também se preocupou com esta questão que você levanta, ao perguntar aos Espíritos: “Deus se ocupa pessoalmente de cada homem? Ele não é muito grande e nós muito pequenos para que cada indivíduo em particular tenha alguma importância aos seus olhos”?

Veja a resposta à questão 964 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS: “Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é muito pequeno para sua bondade”.

E quando Kardec insiste, perguntando se Deus estaria atento quanto aos nossos atos, para nos recompensar ou punir, eles respondem: ”Deus tem suas leis que regulam todas as vossas ações; se as violais é vossa falta”.

O fato de Deus ser o Criador ( a causa não causada, segundo Aristóteles) e o mantenedor que tudo que existe faz com que tudo esteja nele e nada acontece que não lhe diz respeito.

Seu comando é sua vontade, razão por que Jesus afirmou “ não cai um só fio de cabelo de vossa cabeça sem que Deus o saiba”.

Por isso, Ele está aqui e ali, está em tudo e em todos. Nenhum fato, por mais insignificante nos pareça, está fora de seus domínios. O universo está em Deus e tudo acontece de acordo com suas leis.

Em razão disso, ninguém está tão perto de nós quanto o Pai de Amor e Misericórdia que Jesus ensinou, motivo pelo qual não precisamos nem mesmo falar quando oramos, em qualquer lugar que estivermos. Basta pensar e já estamos nos comunicando com Deus.


sábado, 24 de janeiro de 2026

O MOMENTO SEGUINTE ; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Na visão dominante na nossa Dimensão, tudo cessou no instante fatal. A mediunidade identificada e explicada pelo Espiritismo, contudo, confirma que não. E a vivenciada pelo médium Chico Xavier produziu um acervo de documentos ainda pouco conhecidos e estudados pelos que buscam respostas para a inesperada, mas inevitável, experiência da morte. A historia a seguir demonstra isso. Para conhecê-la, vamos recuar à 1983, no bairro da Mooca, capital paulista. Naquele ano, o jovem Dialma Coltro Filho, frequentava o segundo ano de direito de uma das faculdades de São Paulo. Dialma, apesar dos seus vinte anos, tinha como hobby colecionar armas de fogo, tendo muita consciência sobre o perigo que representavam. Com a venda de um automóvel, aceitou como parte de pagamento um exemplar de uma Mauser 365. Para processar pequena limpeza na peça, com os cuidados de sempre, desativou a arma, retirando o pente de balas, a fim de guardá-la com as outras colecionadas. Embora a cautela, porém, não percebeu que uma das balas ficara na agulha provocando o disparo acidental que lhe atingiu em cheio a cabeça interrompendo sua ainda curta existência física. Apesar das várias suposições a respeito, Dialma contaria na carta escrita através do médium Chico Xavier, a forma como se deu sua desencarnação. A mensagem foi recebida exatamente no dia em que ele completaria 21 anos, quatro meses e quatro dias após sua morte física. Vejamos alguns trechos: -“Tudo passou com a vertigem das horas e aqui me vejo, sob a proteção do tio Nider Fortunato, a lhes pedir a bênção. Ao contrário do que se afirma, ou do que muita gente possa pensar, estou recuperando as minhas forças, surpreendido com todas as revelações que me cercam. Tenho a considerar a minha inquietação com as lágrimas incessantes da Mãezinha, que me alcançam à maneira de gotas candentes de angústia em brasa. (...) Limpava a arma, com despreocupações, supondo que não houvesse qualquer remanescente nos mecanismos em minhas mãos. Em dado instante, alonguei o braço para ver se a arma estava legalmente limpa, quando, sem querer, detonei a bala única que restava ali, sem que eu soubesse. O tiro escapou sem que de minha parte conseguisse sanar as consequências. Caí, apesar do meu propósito de permanecer atento aos curativos que, decerto, me seriam administrados. Ouvi vozes e gritos abafados, tentando responder, mas, a minha boca jazia selada por uma força que não compreendi. Procurei sustentar o cérebro aceso, a fim de prestar as informações necessárias, no entanto, aquilo foi um achatamento de minha personalidade. Achava-me acordado, observando o que se passou, contudo, a minha força se esgotava rapidamente. A lesão repentina que sofrera no crânio, como que me tomava todas as energias. Era como se meu corpo naquela hora estivesse concentrado na cabeça, sem que me fosse possível externar qualquer impressão. (...) Entrei num sono invencível e perdi-me nas considerações inacabadas que tentava formular... O resto não sei. Não sofri dor alguma porque, onde o impacto do sofrimento é pesado demais, a dor desaparece... Meus últimos pensamentos no corpo foram para a Mãezinha Júlia, cujas lágrimas tive a ideia de que me orvalhavam o rosto. Depois, foi a inconsciência, com uma espécie de ocultação de meu próprio Ser. Quanto tempo estive assim, nem exatamente vivo, nem suficientemente morto, ainda ignoro. Sei que despertei num aposento simples e arejado, com a cabeça dolorida. Julguei-me num local de tratamento para acidentados... Respirei o ar puro, com quem sorve um copo de água refrigerada depois da sede ardente e, ao ver a senhora que me assistia, supus com naturalidade fosse uma enfermeira tão humana quanto eu mesmo.”.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

É muito difícil para a gente não se revoltar, quando vê o sofrimento e a agonia de crianças inocentes. Cenas chocantes de criancinhas vítimas da guerra e de terremotos, banhadas de sangue ou com os olhos estalados de fome, como a televisão costuma mostrar, são tão violentas e cruéis que mexem com a gente, deixando a impressão que Deus não se importa com elas ou, até mesmo, que Deus não existe.

Com certeza, prezados ouvintes, não existe nada tão chocante aos olhos humanos do que o sofrimento de uma criança. Se o sofrimento do adulto nos comove, o de uma criança pode até nos revoltar.

Diante dessa realidade, quando vemos o sofrimento de uma criancinha ensanguentada, macerada, retirada de escombros quase sem vida, é natural que perguntemos: por que isso, meu Deus?

Que fez uma criança para merecer tamanho castigo? O que se esconde atrás desse fato terrível, que comove o coração mais endurecido?

Se nós humanos – que somos maus e imperfeitos, que choramos diante do inevitável, por que Deus – que é o Pai poderoso, bom e perfeito – ainda usando as palavras de Jesus – permite que isso aconteça?

  Não muito tempo atrás, ao visitar o campo de concentração Auschwitz, na Polônia, o Papa Bento XVI, onde aconteceram as maiores atrocidades contra os judeus, exclamou: “Onde estava Deus naqueles momentos?”

Seria absurdo pensar que Deus, um Pai bom e amoroso, não estivesse presente em algum lugar ou mais precisamente no lugar onde inocentes são sacrificados; que Ele fosse responsável pelos sofrimentos e atrocidades humanas e nada fizesse para evitar.

Seria mais do que contraditório afirmar que o sofrimento e a agonia de uma criancinha indefesa acontecesse simplesmente porque Deus quer que assim seja.

Isso nos faz lembrar um episódio da vida de um jovem americano que, diante do silêncio da mãe para explicar a morte cruel e sofrida de um bom amigo, afirmou: “Se esse Deus quer assim, mãe, melhor que Ele não existisse”.

  No entanto, caros ouvintes, podemos afirmar que esse Deus indiferente ou ausente realmente não existe, e que o Deus que existe, aquele que Jesus chamou de Pai, não tem nada com isso, porque, de acordo com suas Leis, todos estamos aprendendo com os próprios erros.

Sem a crença na reencarnação, caros ouvintes, não há como explicar e tampouco se conformar com os dramas humanos, sejam de uma criança ou de um adulto. Sem a reencarnação, atribuindo a Deus os males que nos acontecem no mundo, contradiz frontalmente a ideia de um Pai bom e misericordioso, conforme Jesus ensinou.

Vendo esta vida como única, não vamos entender os males que nos acontecem. Mas vendo a vida, pela ótica da reencarnação, vamos entender que esta vida é apenas um pequeno trecho da longa jornada do Espírito ao longo de sua caminhada evolutiva.

Logo, a criança que é retirada quase sem vida dos escombros , aquelas que nascem com deficiências ou experimentam a dor de uma doença insidiosa, todas elas, na verdade, apenas estão aprendendo a viver, porque logo se libertarão desses terríveis constrangimentos, mas continuarem na sua gloriosa jornada.

Isso, porém, não nos deve colocar apenas na condição de meros espectadores, porque na Lei de Deus todos estamos sendo convocados para todo momento a agir em favor do próximo para dar-lhe uma melhor condição de vida.

Todos os males que nos acontecem, portanto – quer sejamos crianças ou adultos – não procede da vontade de Deus, mas dos equívocos que já cometemos ou de nossas próprias necessidades evolutivas. 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

LIGAÇÕES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Falando sobre diferentes estados da alma no Mundo Espiritual no comentário com que abre o capítulo três d’ O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec explica que “as diferentes moradas na casa do Pai referidas por Jesus são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento”. Salienta, contudo, que “independente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz ou infeliz dos Espíritos no Mundo Espiritual. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver o aspecto das coisas, as sensações que experimentar as percepções que possuir tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundo(...). Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas”. Apesar de essas ponderações terem sido escritas há mais de cento e cinquenta anos, de certa maneira, vem sendo cogitadas atualmente por estudiosos da Física Quântica através dos Universos Paralelos propostos pela Teoria da Supercordas, chegando a afirmar que “mesmo que as dimensões ocultas do espaço sejam imperceptíveis, são elas que determinam a realidade física em que vivemos”. O Espiritismo, por sinal demonstra através de milhares de depoimentos e exemplos que para essa realidade voltaremos, pois dela viemos. Tantas vezes quanto for necessário para atingirmos melhores níveis de evolução espiritual. Tudo isso pela lentidão com que trabalhamos conscientemente para nos livrarmos dos “efeitos” daquilo que “causamos” nas ações deliberadamente assumidas, intencionalmente ou não. E na saída constataremos que “cada qual, como acontece no nascimento, tem a sua porta adequada para ausentar-se do Plano Físico”, como explica o Espírito Abel Gomes, em mensagem psicografada pelo médium Chico Xavier, inserida no livro FALANDO Á TERRA (feb,1951). Segundo ele, “as inteligências no Plano Espiritual se agrupam segundo os impositivos da afinidade, vale dizer, consoante a onda mental, ou frequência vibratória, em que se encontram”. Em outras palavras, “cada tipo de mente vive na dimensão com que se harmonize”, em “organizações que obedecem à densidade mental dos seres que as compõem”. Ilustrando seu texto com alguns exemplos, conta num deles que “algumas entidades presas ao remorso por delitos praticados, improvisam, elas mesmas, com as faculdades criadoras da imaginação, os instrumentos de castigo, dos quais se sentem merecedoras, com antigo sertanejo do interior de Minas Gerais, que impunha serviço sacrificial aos seus empregados de campo, mais por ambição de lucro fácil na exploração intensiva da terra que por amor ao trabalho, deixou recheados cofres aos filhos e netos; mas, transportado à esfera imediata e ouvindo grande número de vozes que o acusavam, tomou-se de tão grande arrependimento e de tão viva compunção, que plasmou, ele mesmo, uma enxada gigantesca, agrilhoando-a às próprias mãos, com a qual atravessou longos anos de serviço, em comunhão com Espíritos primitivos da Natureza, punindo-se e aprendendo o preço do abuso na autoridade”. Outro envolve “orgulhosa dama, que conheceu pessoalmente e a quem humilde e nobre família deve a morte de nobre mulher, vitimada pela calunia, em desencarnando e conhecendo a extensão do mal que causara, adquiriu para si o suplício da vítima, por intermédio do remorso profundo em que se mergulhou, estacionando por mais de dois lustros em sofrimento indescritível”. Lembra o caso de “velho conhecido que assassinou certo companheiro de luta, em deplorável momento de insânia, e, não obstante ver-se livre da justiça humana, que o restituiu à liberdade, experimentou longo martírio da consciência dilacerada, entregando-se, por mais de quatro decênios, à caridade com trabalho ativo para bem do próximo. Com semelhante procedimento, granjeou a admiração e o carinho de vários Benfeitores da Espiritualidade Superior, que o acolheram, solícitos, quando afastado da experiência física, situando-o em lugar respeitável, a fim de que pudesse prosseguir na obra retificadora. Pelos fios da amizade e da colaboração que soube tecer, em volta do coração, para solucionar o seu caso, conseguiu recursos para ir no encalço da vítima, que a insubmissão havia desterrado para fundo despenhadeiro de trevas e animalidade. Não se fez dela reconhecido, de pronto, de modo a lhe não perturbar os sentimentos, auxiliando-a a assumir posição de simpatia necessária à receptividade dos benefícios de que era portador; e, após lutar intensivamente pela sua transformação moral, em favor do necessário alçamento, voltará às lides da carne, a fim de recebê-la nos braços”. Enfim, como vemos, no caminho do progresso espiritual, os efeitos correm sempre atrás das causas.

EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

Desde de criança ouço dizer que, na primeira vez, o mundo acabou com água e que agora acabaria com fogo. Será que este não é o começo dessa destruição, pois vemos incêndios por toda parte?

A crença no que se convencionou chamar “fim do mundo” remonta aos tempos mais antigos da humanidade e ela decorre principalmente do medo que o ser humano sempre teve do castigo divino.

Isso acontecia tanto entre os povos politeístas – também chamados pagãos  ou gentios – que adoravam muitos deuses, como entre os hebreus, povo de Jesus que, desde suas origens, sempre acreditou num único deus.

É que a humanidade, nas suas primeiras manifestações religiosas buscava, acima de tudo, agradar seus deuses e, por isso, se entregava a práticas ritualísticas de adoração e construções de templos que deveriam representar o respeito e a lealdade para com eles.

Na Bíblia, principalmente no seu primeiro livro – o Gênese, vemos a fúria de Deus se manifestando contra o homem, desde o tempo de Adão e Eva, que foram amaldiçoados e expulsos do paraíso.

O dilúvio, que veio logo depois, foi uma dessas tentativas violentas de acabar de vez com a humanidade, porque, segundo aquela crença, Deus se arrependera de ter criado o homem.

  É de se questionar, no entanto, como que Deus, sendo perfeito e poderoso, podia ter se enganado, arrependendo-se logo em seguida para praticar tamanha atrocidade.

O mundo conhecido nos tempos bíblicos, milhares de anos antes de nós, era muito pequeno em relação ao mundo de hoje e, portanto,  não ia além das experiências de vida daquele povo e seus vizinhos.

Para os homens da antiguidade a Terra era plana ou, mais precisamente côncava. A percepção que se tinha não sai além da visão do céu e do horizonte distante, de modo que dava a ideia de que uma chuva persistente era capaz de inundar toda a superfície do mundo e varrer a vida humana.

Daí a ideia do dilúvio universal, infantil para os dias de hoje, mas muito significativa para os homens daquela época. Na verdade, até pode ter existido um período de chuvas intensas e persistentes numa determinada região, o que ajudou a conceber a ideia de que uma enchente poderia cobrir toda a Terra.

  A água e o fogo  - todos sabemos - são dois elementos da natureza que, fora de controle, adquirem um poder arrasador.

Por isso, se acreditou desde muito cedo que, se o mundo foi coberto de água em razão da desobediência humana, certamente numa próxima vez o seria pelo fogo.

Isso virou uma crença na cabeça de muita, que até hoje, vive atormentada, quando alguém, por interesse ou ignorância levanta essa questão.

Mas essa crença, nos tempos atuais, tem outro significado, embora o triste cenário de destruição que se desenha sobre o planeta, devido à ignorância, à imprudência e a ganância do homem.

O que estamos assistindo hoje neste cenário de destruição – seja por fatores naturais, seja pela própria ação humana – particularmente no Brasil em face da seca prolongada, é simplesmente lamentável.

Nos tempos atuais, quando a ciência já nos trouxe tantos conhecimentos e a tecnologia avançou para um patamar considerável de progresso, era para o homem de nosso tempo estar trabalhando em favor da natureza e não contra ela.

Temos, portanto, uma grande responsabilidade perante o que está ocorrendo no mundo, porque Deus nos deu este belo planeta para que pudéssemos cuidar dele com responsabilidade e carinho - e não para abandoná-lo à nossa negligência ou destruí-lo com por conta dos nossos mesquinhos interesses.

Respondendo à pergunta, portanto, podemos dizer que existe, sim, a possibilidade de a humanidade vir a ser destruída pelo fogo ou pela água. Não pela intervenção divina certamente, mas pelo castigo que o próprio ser humano pode impingir sobre si mesmo na ânsia de demonstrar seu poder.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MERECE REFLEXÃO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A expansão do mal se deve à omissão dos bons, afirmaram os Espíritos Superiores a Allan Kardec. Artigo que me foi enviado recentemente reproduzia a experiência de um homem da comunicação que, no início dos anos 80, recepcionando um empresário canadense em sua casa para tratar de negócios, teve a atenção chamada enquanto repassavam pontos de um projeto que cumpririam juntos para o fato de ter esquecido a televisão ligada em canal de pornografia. Surpreso, o anfitrião disse que não assistia a tais programas, dizendo tratar-se de canal da chamada TV aberta e que o programa que estava sendo apresentado chamava-se “COQUETEL”, ouvindo do visitante que um País que apresentava aquele conteúdo livremente em horário (22 horas) acessível a crianças e adolescentes, não tinha futuro. Seu País priorizava a educação nas grades de programação e não material como aquele, que sabidamente influenciaria negativamente aos que os assistissem. Noticiários recentes veicularam como se fosse uma grande feito – ou desesperada tentativa – a ampliação da presença de programas explorando a criminalidade para o sétimo dia da semana em horário chamado nobre, como se isso fosse algo extraordinário. Em abril de 2010, surgiu através do médium Divaldo Pereira Franco mais um livro do lúcido Espírito Manoel Philomeno de Miranda: TRANSIÇÃO PLANETÁRIA. Nele, no capítulo seis, o autor reproduz o comentário de um Benfeitor Espiritual, em que este diz: -“Não são poucos, no campo das comunicações, na Terra, os decantados multiplicadores de opinião, que sintonizam com as entidades bestializadas, que os submetem ao talante das suas aberrações, durante largos períodos de desdobramento pelo sono fisiológico, imprimindo profundamente no cerne do Ser de cada um, a devassidão, o desvario, a degradação moral. Retornando ao corpo somático, recordam-se das experiências viciosas em que se comprazem e estimulam os seus aficionados, cada vez mais, à luxúria, ao sexo açodado pelas drogas alucinógenas, pelo álcool, pelas substâncias farmacêuticas estimulantes. Não seja de surpreender a debandada das gerações novas para as músicas de sentido infeliz, nos salões de procedência primária e sensualidade, onde a perversão dos sentimentos é a tônica, e o estímulo violência, à rebeldia, à agressividade constitui   panorama da revolta, afinal contra o que?”. Em agosto do mesmo ano, através do médium Waldemar De Marchi, o Espírito Irmão Virgílio transpôs para nossa Dimensão o livro O SÉTIMO SELO (petit), desenvolvendo a mesma temática das mudanças profundas que se operam na Humanidade presente no Planeta Terra, tanto no Plano Material, como no Invisível. Chama atenção a quantidade de informações oferecendo exemplos e ponderações sobre este momento. Num certo trecho, um Instrutor chamado Ulisses observa: -“Existe uma grande preocupação das hostes espirituais superiores a respeito da atuação maciça das forças das Trevas” e, em outro: -“Nossa preocupação se estende aos irmãos que ignoram os alertas dos Bons Espíritos e se comprazem na sintonia vibratória negativa do ódio, do rancor, da maldade, da brutalidade, da avareza, do egoísmo, da vaidade exacerbada, da preguiça, do comodismo, e do sexo promíscuo e primitivo. São ondas vibratórias pesadas e vigorosas, alimentadas pelas forças das trevas que circundam o Planeta, envolvendo a todos que vibram nessa sintonia perigosa”. Mais à frente vaticina: -“Grande parte da Humanidade que vibra na sintonia do mal será arrastada para o abismo de forma indelével, como o imã atrai o ferro. É a Lei da Sintonia Vibratória, pela qual semelhante atrai semelhante em virtude do sentimento que vibra em cada alma, em cada coração, e assim deverá se cumprir uma etapa evolutiva da Humanidade terrestre”. Noutra parte do livro um ex-professor do Autor Espiritual do livro, comenta: -“A educação é o princípio do Bem e da estrutura moral. Por outro lado, a falta da educação torna os caminhos muito estreitos, diminui as possibilidades e alternativas e escancara as portas para as vias tortuosas do mal. É triste constatar que nosso querido Brasil ainda está distante de atitudes firmes e serenas que possam proporcionar escolas e ensino às nossas crianças que residem em locais muito pobres e distantes de nosso País, onde se encontram nossos irmãos brasileiros esquecidos dos políticos corruptos, que se importam apenas com as reeleições e a manutenção dos favores à parentela e aos amigos mais chegados. Um dia, quem sabe não muito distante, quando, no vendaval da renovação da grande transição, os políticos corruptos e inescrupulosos já tiverem sido varridos do nosso planeta, haverá de surgir uma Nova Era”. Passaram-se cinco anos, os livros ficaram esquecidos nos catálogos das editoras, sumiram das livrarias, todavia, as palavras continuam atuais.



 

Por que existem pessoas, que nascem com deficiência física e que aceitam com naturalidade essa condição, enquanto outras são revoltadas, e querem culpar os outros, como se eles tivessem culpa de seu problema?

  Há várias causas que concorrem para essas duas situações. A causa mais comum, entanto, está na condição evolutiva de cada Espírito.

Alguns já reencarnam com deficiência (outros acabam adquirindo algumas deficiência durante a encarnação) para aprenderem a encarar tais situações e se superarem, desenvolvendo virtudes como paciência, resignação e perseverança.

São Espíritos, que já alcançaram um determinado nível de desenvolvimento moral e, por isso, assumem esse compromisso consigo mesmos, como quem vai ser submetido a uma prova muito difícil, já sabendo as dificuldades que vai encontrar.

Nestes casos, podemos dizer que são resignados e aceitam suas limitações físicas como desafios e não como castigo.

Por outro lado, existem os que não se conformam com suas limitações. Não foram eles que as escolheram – a condição de limitação lhes foi imposta pela lei natural, como resposta ao que eles próprios fizeram para si mesmos no passado.

Nestes casos, geralmente, mostram-se insatisfeitos, revoltados. Tomam o problema como castigo de Deus ou má sorte e, porque não se acham de bem consigo mesmos, projetam nos outros seus problemas, tomando por injustiça o fato de terem nascido com limitações.

Aqueles, que não se revoltam, não obstante sua condição, são Espíritos que vêm para nos dar lição de resignação e coragem. Os que se rebelam são Espíritos que estão respondendo pelo que eles próprio fizeram.

Veja, portanto, que, embora passando pela mesma situação, cada um vai reagir a seu modo, dependendo de onde espiritualmente se encontra. Alguns se encontram no céu, outros no inferno, entendendo que céu e inferno são estados de alma.

Quando deparamos com a situação assim, devemos dar mais atenção àquele que se rebela. Ele tem mais necessidade de esclarecimento que o outro.

Para diminuir seu sofrimento, que decorre mais de seu estado íntimo, ele vai precisar de esclarecimento para amadurecer diante dos desafios da vida.

  Aqueles, que aceitam a reencarnação como instrumento da evolução ou acreditam na Justiça Divina, já não têm motivos para se rebelar e, por isso, podem servir de exemplo de conduta para todos nós.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

OBSESSÃO: DETERMINANTE DE MUITAS PATOLOGIAS MENTAIS E FÍSICAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

A integração de forma mais intensa entre diferentes Dimensões Existenciais nesse período de mudanças radicais e profundas na condição evolutiva da Terra evidencia cada vez mais a presença dos processos obsessivos na sociedade humana. Felizmente, a preocupação objetiva com os transtornos mentais vai, com certeza, conduzir a ciência a conclusões relacionando comportamentos enquadrados na ampla escala dos mesmos, às influências espirituais, reconhecidas, por sinal, na versão mais recente da Classificação Internacional de Doenças (CID), da OMS – Organização Mundial de Saúde, mais especificamente a CID 10, item F.44.3 em que define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente, fazendo a distinção entre normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos Espíritos e patológicos, provocados por doenças. O Espiritismo tem substancial contribuição a dar sobre o tema quando diz que “o problema da obsessão tem no Pensamento sua base, explicando que além dos pensamentos comuns (experiência rotineira), emitimos com mais frequência os pensamentos nascidos do “desejo-central” que nos caracteriza, pensamentos esses que passam a constituir o reflexo dominante de nossa personalidade”. Explica que seja por questões de vingança por prejuízos causados em outras vidas pela potencial vítima de agora, seja razões como as dependências químicas, os chamados obsessores “procuram conhecer a natureza da pessoa que objetivam prejudicar, em qualquer plano, através das ocupações e posições em que prefira viver. Identificado o reflexo da criatura, superalimentam-na com excitações constantes, robustecendo impulsos e quadros já existentes na imaginação, criando outros que se lhes superponham, nutrindo-lhes, dessa forma, a fixação mental”. Esclarecem que “semelhante processo cria e mantem facilmente o “delírio psíquico” ou a “obsessão”, que não passa de um estado anormal da mente, subjugada pelo excesso de suas próprias criações a pressionarem o campo sensorial, infinitamente acrescidas de influência direta ou indireta de outras mentes, desencarnadas ou não, atraídas por seu próprio reflexo”. No extraordinário livro AÇÃO E REAÇÃO escrito pelo Espírito André Luiz através do médium Chico Xavier, aprendemos que “somos (seres humanos) fulcros geradores de vida, com qualidades específicas de emissão e recepção. Obsessão é um processo semelhante ao da hipnose. O campo mental do obsessor, cria no mundo da própria imaginação as formas-pensamento que deseja exteriorizar. Plasmando a imagem da qual se propõe extrair o melhor efeito, usando as forças positivas da vontade, colore-os com recursos de concentração de sua própria mente, e, aproveitando a poderosa energia mental, projeta-as, como um hipnotizador, sobre o campo mental da vítima. Esta transforma as impressões recebidas, reconstituindo as formas-pensamento plasmadas, nos centros cerebrais, por intermédio dos nervos que desempenham o papel de antenas específicas, a lhes fixarem as particularidades na esfera dos sentidos, num perfeito jogo alucinatório, em que o som e imagem se entrosam harmoniosamente”. Alerta que quando, por falta de tempo, não possam criar as telas pretendidas com os fins visados por intermédio da determinação hipnótica, situam no convívio da criatura, entidades que se lhe adaptem ao modo de sentir e ser”. Destaca que “cada um é tentado exteriormente pela tentação que alimenta em si próprio”, ou seja, “cada qual de nós vive e respira nos reflexos mentais de si mesmo”. De outras obras do mesmo Espírito, destacamos três casos para reflexão: 1- CARACTERÍSTICA- Mulher, 25 anos, cabelos em desalinho, semblante torturado, expressão de inquietação e pavor nos olhos escuros CAUSA – Ação de entidade feminina que lhe controla as impressões nervosas, obliterando os núcleos de força, através de fios cinzentos que lhe fluem da cabeça, envolvendo-lhe o centro coronário, movida pelo ciúme da encarnada por tê-la substituído na condição de segunda esposa do seu ex-marido, além do desejo de vingança por sabê-la intencionalmente negligente no caso do afogamento de seu enteado Marcos. (ETC,3) 2-CARACTERISTICA – Mulher, idade avançada, cabelos grisalhos, corpo magro, rosto enrugado, aparentando senilidade mental nas falas aparentemente desconexas proferidas com voz alterada. CAUSA – Presença espiritual mediunicamente registrada ao seu lado, na cama que ocupava, o qual ali se instalara desde muitos anos logo após sua morte aparentemente acidental durante caçada esportiva com amigos. (EVC) 3 - CARACTERÍSTICA - Homem, com Espírito parcialmente desligado do corpo físico pela hipnose do sono, que descansava com bonita aparência, sob cobertas quentes, revelando posição de relaxamento, semelhante aos viciados em entorpecentes. CAUSA – Presença de três entidades femininas em atitudes menos edificantes, atraídas para a atmosfera pessoal do encarnado através de mentalizações na área da sexualidade desequilibrada. (ML)



 


 Se aquele que mata uma criança de forma cruel é um psicopata, que nem vai para a prisão, mas para o manicômio para ser tratado como um doente mental, na verdade ele não vai ter nenhuma pena aqui na Terra. Pergunto, ele vai responder pelo crime no plano espiritual?

Embora esse tipo de crime seja chocante, por ter sido praticado com requintes de crueldade contra uma criança indefesa, nossa avaliação muda quando soubermos que o assassino é um psicopata.

Na verdade, a família dessa criança, particularmente a mãe, no momento da dor cruel, não vê esse particular, mas vê a maldade que a criança sofreu na sua fragilidade, sem ter como se defender.

Uma comoção generalizada toma conta da sociedade nesses casos, onde o grito maior é que se faça justiça pela vida de um inocente, já que a vida perdida e o sofrimento decorrente desse assassinato jamais serão resgatados.

Nós – seres humanos reencarnados neste planeta – diante de uma situação tão estarrecedora como essa, por mais esclarecidos que sejamos, ainda temos muita dificuldade de entender os meandros de um crime tão bárbaro diante da Lei de Deus.

Muitos, que tem uma formação religiosa deficiente, por terem uma compreensão mais ampla sobre as leis da vida, questionarão: Por que Deus permite uma barbaridade dessa”? Pergunta natural para quem não tem a noção de reencarnação.

Mas, segundo a lei divina, que dá a cada um o que lhe é direito, sabemos pela Doutrina Espírita que a injustiça diante do mundo nem sempre é injustiça perante Deus, pois, se Deus é Perfeito e Misericordioso, no cômputo geral de sua Lei tudo está plenamente correto. Deus não pode errar. O erro é sempre nosso.

Dificilmente alcançaremos essa percepção das implicações de crime aqui na Terra, principalmente dos crimes com requintes de crueldade, mas quando estivermos no Plano Espiritual, quando passarmos a ver as coisas de um ângulo muito mais amplo, envolvendo o passado reencarnatório da criança e de seu violento algoz, vamos enfim compreender.  

Se aquele que mata uma criança de forma cruel é um psicopata, que nem vai para a prisão, mas para o manicômio para ser tratado como um doente mental, na verdade ele não vai ter nenhuma pena aqui na Terra. Pergunto, ele vai responder pelo crime no plano espiritual?

Embora esse tipo de crime seja chocante, por ter sido praticado com requintes de crueldade contra uma criança indefesa, nossa avaliação muda quando soubermos que o assassino é um psicopata.

Na verdade, a família dessa criança, particularmente a mãe, no momento da dor cruel, não vê esse particular, mas vê a maldade que a criança sofreu na sua fragilidade, sem ter como se defender.

Uma comoção generalizada toma conta da sociedade nesses casos, onde o grito maior é que se faça justiça pela vida de um inocente, já que a vida perdida e o sofrimento decorrente desse assassinato jamais serão resgatados.

Nós – seres humanos reencarnados neste planeta – diante de uma situação tão estarrecedora como essa, por mais esclarecidos que sejamos, ainda temos muita dificuldade de entender os meandros de um crime tão bárbaro diante da Lei de Deus.

Muitos, que tem uma formação religiosa deficiente, por terem uma compreensão mais ampla sobre as leis da vida, questionarão: Por que Deus permite uma barbaridade dessa”? Pergunta natural para quem não tem a noção de reencarnação.

Mas, segundo a lei divina, que dá a cada um o que lhe é direito, sabemos pela Doutrina Espírita que a injustiça diante do mundo nem sempre é injustiça perante Deus, pois, se Deus é Perfeito e Misericordioso, no cômputo geral de sua Lei tudo está plenamente correto. Deus não pode errar. O erro é sempre nosso.

Dificilmente alcançaremos essa percepção das implicações de crime aqui na Terra, principalmente dos crimes com requintes de crueldade, mas quando estivermos no Plano Espiritual, quando passarmos a ver as coisas de um ângulo muito mais amplo, envolvendo o passado reencarnatório da criança e de seu violento algoz, vamos enfim compreender.  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

OBSESSÃO - ÁREAS DE CONTÁGIO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Quando Allan Kardec ouviu do Espírito da Verdade na resposta à questão 459 d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS que a “influência dos desencarnados sobre nossos pensamentos e atos é muito maior que imaginamos e invariavelmente são eles que nos conduzem”, dava importante passo para concluir ser isso possível pela condição de médium ser inerente à condição humana, manifestando-se de forma ostensiva ou mantendo-se latente, por vezes, por uma existência inteira. Hoje, se sabe que essa percepção, conforme dito pelos Espíritos é possível graças a uma das funções da epífise, uma diminuta glândula situada internamente no centro de nossa cabeça, conhecimento, por sinal, de domínio de escolas religiosas do passado, como as da Índia, do Egito ou da África. Kardec associando a revelação às evidências observadas, apresenta n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS, a obsessão definida por ele como a influência maior ou menor dos Espíritos desencarnados sobre nossa Dimensão, o que explica inúmeros registros até então incompreensíveis feitos ao longo da história da Humanidade. Na referida obra, encontramos uma classificação genérica sobre os tipos de obsessão, observadas em três níveis os quais abrangem uma infinidade de comportamentos individuais ou coletivos: obsessão simples, fascinação ou subjugação (chamada possessão em algumas manifestações religiosas). Embora a fascinação e a subjugação possam ser a justificativa de inúmeros atos socialmente inexplicáveis na atualidade, como suicídios, homicídios, radicalismos ideológicos - político e religiosos -, a obsessão simples é a mais comum produzindo vítimas a todo momento pela vulnerabilidade mento/emocional das pessoas, distanciadas da imunidade resultante dos pensamentos equilibrados pela ligação com propostas filosófico/religiosas mais espiritualizadas. Espiritualidade hoje é definida como um clima resultante de esforços e ações no nosso mundo interior almejando a conquista e preservação do equilíbrio. A exposição à vivência predominantemente do nosso lado sensorial no liga às influências de inteligências afins com a mesma busca. Alertam algumas obras ilustradas do Espírito André Luiz, existirem algumas áreas ou formas de contágio, não imaginados pela maioria das pessoas. Alinhamos a seguir, as principais: 1 - RUA - É repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista da maioria dos transeuntes lançar em circulação, não só as colônias de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem”. 2 - AMBIENTES  - Doméstico - “Os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas  de paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento”. “Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantém ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico”. “Os viciados nas sensações fisiológicas encontram nos elementos desintegrados pelo cozimento, o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal, já que mais de setenta porcento da alimentação comum, o encarnado capta pelos condutos respiratórios”. Casas Noturnas - “O ambiente sufocava. Desagradáveis emanações se faziam cada vez mais espessas, à medida que avançávamos. No salão principal do edifício, onde abundavam extravagantes adornos, algumas dezenas de pares dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava (...). A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos, não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da musica inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis”. 3 - Sono físico - “A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre, se acham nas zonas de contato com o Plano Espiritual e a maior percentagem desses semi libertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração. Neles, muitas vezes, se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes tem nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas”. “Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas”. “Muitas vezes, a mente obsidiada arquiva ordens e avisos do obsessor durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar, ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase imediato..



  Do ponto de vista espírita que consequências têm os crimes cometidos contra um órgão que beneficia milhões de aposentados? Quem vai pagar por isso?

Como você sabe, tudo que fazemos neste mundo sempre terá consequências, segundo a lei de causa e efeito. Um ato bom terá consequências boas e agradáveis; um ato mal, consequências desagradáveis. É uma lei da natureza.

Segundo o Espírito Clélia Duplantier, que esclareceu Kardec nesse ponto, nossos atos podem prejudicar pessoas. Sendo assim, cedo ou tarde, é diante dessas determinadas pessoas que vamos responder.

Mas, quando nossos atos prejudicam a sociedade, estaremos cometendo um crime de lesa-sociedade, e responderemos, cedo ou tarde, perante essa sociedade.

Como isso acontece? Você vai perguntar. A lei humana – vamos dizer assim, a lei brasileira – tem todo um aparato judicial, que começa na investigação policial dos culpados até a condenação, incluindo as responsabilidades do órgão pagador.

Para isso existem os órgãos da justiça, desde o órgão local até o supremo tribunal, que são acionados para promover a justiça, e isso implica em promotores, juízes, advogados, etc.

A lei divina não tem nada disso. O primeiro órgão da justiça divina é a própria consciência de cada um dos culpados. É ela que é acionada desde o momento do crime ou até antes, quando o crime ainda está sendo planejado.

O homem criminoso (geralmente vários) pode fugir da justiça humana, pode se defender de tal forma que o crime em si não pareça mais crime e, então, ele é absolvido.

Contudo, diante da sua consciência moral, ele sabe muito bem o mal que praticou e, muitas vezes, talvez na maioria delas, procura se convencer de que não praticou mal nenhum.

Mas a sua consciência não se comove com isso. Ela apenas registra o fato e a motivação que deu origem ao fato, de tal forma que o criminoso, cedo ou tarde, vai ter que se enfrentar a si mesmo, e disso não tem como escapar.

Então, caro ouvinte, não é Deus que nos julga. Deus não precisa nos julgar e muito menos nos condenar. Ele já nos conhece e sabe do que somos capazes. O julgamento implacável virá de nossa consciência moral ou do nosso superego, na linguagem freudiana.

Quando se trata de um crime solidário – ou seja, quando muitos estão envolvidos no mesmo crime – acontece o mesmo com cada um e geralmente esses Espíritos criminosos tendem a responder solidariamente pelo mal que fizeram.

É claro que existem as diferenças individuais. As pessoas são diferentes e, dependendo de cada um, ele pode responder na mesma ou em outra encarnação das mais diferentes formas. Não dá para enumerá-las agora.

Mas, uma forma muito conhecida de expiação ou provação coletiva, é quando esses Espíritos se reúnem no futuro, em outra encarnação, para responderem todos ao mesmo tempo, sendo vítimas de flagelos naturais ou desastres provocados, que acabam causando grande comoção na sociedade.   

 

 

  

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

ENTRE OS MAIORES; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Calafrios, fraqueza, visões, desespero, desânimo, obsessões e, a alternativa de apatias profundas, com delírios, seguidos de levitações, transportes vidência, clariaudição, pancadas e outros fenômenos; determinaram a internação do jovem Carmine Mirabelli num Hospício, aos 24 anos, pois a associação de todos os sintomas e efeitos sugeria ser ele portador da doença classificada à época como loucura. Vivia-se a segunda década do século XX e, submetido no Hospital a toda sorte de experimentos pelos seus renomados dirigentes Dr Franco da Rocha e Felipe Aché, ficou comprovada a veracidade dos fenômenos mediúnicos, triunfando sobre os testes da equipe médica, que se viu obrigada a reconhecer que “se o Sr Mirabelli era louco, não deixava de ser uma loucura genial”. De pais imigrantes italianos, ele luterano, ela católica, Carmine nasceu em Botucatu, interior de São Paulo, sendo um dos 28 filhos do casal, tendo sido um menino irrequieto e de invejável inteligência, com grande facilidade de compreender e assimilar rapidamente tudo que lhe era ensinado. Personalidade combativa gostava de polêmicas intelectuais. Aproximando-se da idade adulta, viu seu pai ser arruinado financeiramente pela falência de determinado banco, o que não intimidou o jovem inteligente e ativo. Transferindo-se para a Capital paulista, empregou-se na Companhia de Gás, galgando postos cada vez mais elevados à custa de muito trabalho. Tempos depois, retornando da Alemanha para onde viajara em busca de ampliar seus conhecimentos, ambicionando novas empreitadas, com recursos economizados, investe numa propriedade rural, tornando-se agricultor por encontrar-se cansado da cidade grande, casa-se, volta à São Paulo empregando-se como comprador em uma, depois outra companhia de calçados como cobrador, atividade que teve de abandonar pela eclosão exuberante dos fenômenos mediúnicos que passaram a ocorrer através dele. Liberado do manicômio, após passagens por alguns laboratórios farmacêuticos – sempre epicentro de intrigantes e incríveis fenômenos -, reside algum tempo em Santos (SP), onde inicia suas atividades no campo da assistência social, fundando a Casa de Caridade São Luiz, transfere-se para Niterói(RJ), voltando à São Paulo, aos 47 anos, onde funda o Instituto Psíquico Brasileiro de São Paulo. Caluniado, injuriado, sofrendo toda sorte de perseguições por parte dos inimigos da Verdade, Carmine resistiu e triunfou sobre todos. Acusado de “pratica do Espiritismo” (embora o Espiritismo não esteja associado à suas ações) e “exercício ilegal da Medicina”, unicamente por orientar doentes com a distribuição de água fluidificada e insumos homeopáticos, foi compelido a depoimentos em processos policiais contra ele movidos. Enquanto isso, fenômenos de EFEITOS INTELIGENTES extraordinários eram testemunhados e pesquisados, dentro das possibilidades, como telepatia, previsões, diagnósticos, prognósticos, comunicações psicofônicas, psicográficas, neste campo com mensagens escritas em línguas vivas ou mortas (xenoglóxicas). Na área dos EFEITOS FÍSICOS, materializações, desmaterializações, transportes, transfigurações, escrita direta, moldagens de mãos e esfinges estranhas ao médium, em farinha de trigo, carvão e parafina, de membros perfeitos ou deformados, levitação, raps(pancadas); deslocamentos, entre outros. E o mais incrível é que os fenômenos de ordem física, obtidos com sua energia, realizavam-se, geralmente, à plena luz, e mesmo de dia, dentro e fora de recintos fechados. Em 1929, Espíritos afeitos às artes da pintura começaram a aproximar-se, influenciando-o diariamente e produzindo lindas pinturas a óleo, crayon e aquarelas, perfazendo em dois meses, 46 quadros, reproduzindo retratos, grupos, paisagens, ramos de flores, pássaros, tudo pintado sem original – pelo menos em nossa Dimensão. Carmine nunca estudara pintura e, segundo testemunha, “desde que o Espírito atuante aparece, modifica-se a atitude do médium, que logo se transforma, parecendo outro, pelo cumprimento ou saudação que dirige aos presentes”. Esse exuberante exemplo de que mediunidade e Espiritismo são coisas distintas e independentes, desencarnado de forma trágica aos 62 anos, em 1951, após ter sido atropelado em importante avenida de São Paulo, foi brilhantemente retratado pelo pesquisador Lamartine Palhano Jr, no livro MIRABELLI – UM MÉDIUM EXTRAORDINÁRIO (celd), por sinal reunindo raríssimo acervo de fotografias documentando inúmeros fatos produzidos pela Espiritualidade através dele.



 O que os espíritas mais falam é sobre a vida depois da morte. Disso eles têm convicção. Mas os bilhões de pessoas do mundo, que não são espíritas, e que também morrem. Como eles enfrentam essa situação quando chegarem do lado de lá?

A crença na vida depois da morte não é nova. Pelo contrário, os primeiros humanos, desde as épocas mais primitivas da pré-história, quando já prepararam túmulos para seus mortos, preocupando-se em homenageá-los, eles o faziam porque acreditavam na sobrevivência do Espírito.

Ademais, as religiões, de um modo geral em todo o mundo, tanto no Oriente como no Ocidente, consideram que a vida não termina com a morte, que há algo além. Elas só não detalham como é isso; e seus adeptos acreditam que sobreviverão à morte.

A crença na vida após a morte, portanto, é uma tendência muito forte no ser humano; ela está nas bases de toda as culturas, de todos os povos. Allan Kardec, em suas obras, afirma que nunca existiu um povo ateu.

De fato, nunca houve ateísmo no passado, pois, ao que parece, essa disposição de acreditar na continuidade da vida faz parte de nosso instinto de sobrevivência, falando aqui de sobrevivência após a morte.

Mais recentemente, alguns geneticistas de renome passaram a falar num “gene de Deus” e neurologistas respeitáveis também parece terem localizado nas circunvoluções do cérebro os pontos referentes à crença em Deus e na imortalidade.

A situação do Brasil é muito peculiar, porque somos uma nação basicamente religiosa. Fomos catequisados pela Igreja Católica durante séculos e acreditamos que boa parte dos católicos e evangélicos já levam em conta a continuidade da vida, embora não saibam como isso acontece.

Desse modo, não é novidade para ninguém, despertar do outro lado da vida e encontrar familiares e conhecidos que partiram antes.

Nos relatos de André Luiz encontramos inúmeros relatos a respeito. Na grande maioria das vezes os Espíritos, que não foram espíritas, não se assustam e até experimentam um alívio ao constatar que escaparam da morte, principalmente aqueles que esperavam serem condenados ao inferno.

É claro que existem as exceções: Espíritos que não se deram conta de que não estão mais nesta vida e outros revoltados porque não encontram o céu que lhes foi prometido.

Alguns casos, relatados por André Luiz, mostram como pessoas, que tinham a certeza do céu – principalmente aquelas que estiverem muito próximo às religiões – revoltam-se, quando se veem em sofrimento, cobrando de seus padres ou pastores recompensas espirituais por terem contribuído com bens materiais para suas igrejas.

Mas, como acreditar na continuidade da vida é uma forte tendência, a grande maioria das pessoas vai descobrir o que já suspeitavam: há uma vida depois desta.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

AS REVELAÇÕES DE EMMANUEL. EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Desde que se fez visível pela primeira vez a Chico Xavier, numa tarde de domingo, nas cercanias de Pedro Leopoldo (MG), o Espírito Emmanuel, assumiu, de forma ostensiva, a orientação das atividades mediúnicas do médium. Começava a se cumprir a tarefa assumida por ambos no Plano Espiritual de trabalharem na produção de livros objetivando a divulgação do Espiritismo. Foram décadas de convivência quase diária, exceção, segundo Chico, durante a Segunda Guerra, pouco antes da França ser invadida, quando o Benfeitor se ausentou durante dois anos, a pedido de Estevão ( do livro PAULO E ESTEVÃO), para auxiliar alguns amigos dele que viviam na Grécia,  sendo substituído por uma entidade de nome Nathanael). Foi  a partir de 1937 que Emmanuel começou sua produção pessoal. Primeiro, com o crítico EMMANUEL (feb), que quase não foi publicado. Na sequência, em 1938, o excelente A CAMINHO DA LUZ (feb), revelando detalhes sobre a história da Terra, seu surgimento no Sistema Solar e, parte de suas Civilizações. Em 1939, começa a escrever sobre sua fieira de encarnações com HÁ DOIS MIL ANOS, seguido, no mesmo ano, por 50 ANOS DEPOIS e, mais tarde, RENÚNCIA (1942) e AVE CRISTO (1953). Entre estes, em 1940, organiza O CONSOLADOR, compreendendo 411 perguntas e respostas formuladas a partir de sugestão de amigo do Plano Espiritual aos participantes das reuniões de estudo do Grupo Espírita Luiz Gonzaga. Em 1941, transmitiu PAULO E ESTEVÃO, narrando lances da historia do Apóstolo dos Gentios. Detalhe curioso, , seria revelado em mensagem de 16/3/1941, em que Emmanuel diz que “a biografia de Paulo trouxe muitas lembranças amáveis e preciosas de antigos companheiros de lutas”, de modo que, “se fosse registrar todos os pedidos de amigos do grande apóstolo, o livro custaria a chegar ao término”. Eram “negociantes de Colossos, proprietários de Laudiceia, antigos trabalhadores de Tessalonica, figuras de toda a Ásia, antigos filhos do cativeiro e do patriciado de Roma, trazendo subsídios para iluminar o quadro em que viveu o inesquecível Apóstolo, tornando impraticável o aproveitamento de todos”. No ano de 1952, entre os quatro trabalhos publicados naquele ano, encontrava-se ROTEIRO, em que Emmanuel discorrendo sobre a Terra, revela que “mais de 20 bilhões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução”. Anos depois, na edição de janeiro de 1956 da revista ALIANÇA PARA O TERCEIRO MILÊNIO, o Instrutor Espiritual, entre outras informações, diz que “a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui grandes repousos e atividades, em períodos determinados. Cada período pode ser calculado em 260 mil anos. Os Grandes Instrutores da Humanidade, nos Planos Superiores, consideram que, desses 260 mil anos, 60 a 64 mil, são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.Depois temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos. De modo que, no  período de atividade que estamos atravessando,  tivemos duas grandes raças na Terra, cujos traços se perderam, pelo primitivismo delas mesmo. Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência mais avançada, como detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito. Em seguida, possuímos o grande período da raça Atlante, em outros 28 mil anos de grande trabalho, no qual a inteligência do mundo se elevou de modo considerável”. Confirma que “as últimas ilhas que guardavam os remanescentes da Civilização Atlante, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos antes da Grécia de Sócrates”, acrescentando ‘acharmo-nos nos últimos períodos da grande raça Atlantica .Dentre as milhares de revelações, particulares e de interesse coletivo, feitas em décadas de trabalho com Chico Xavier, há uma, publicada no livro PLANTÃO DE RESPOSTAS (ceu), prefaciado por ele em setembro de 1994, merecedora de nossas reflexões: “A Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este o caminho”.


  Por que João, num de seus escritos, afirma que o Espirito que negar que o corpo de Jesus era de carne não podia provir de Deus.

-  Dias depois da morte na cruz, quando seu corpo já tinha sido sepultado, Jesus passou a aparecer; primeiro para as mulheres, depois para os discípulos.

Essa surpreendente aparição de Jesus, não só reavivou a fé daqueles que o seguiram em vida, como provocou uma série de discussões sobre a natureza do corpo de Jesus.

Como podia um corpo morto ressuscitar? Os judeus não tinham noção de espírito, como tinham por exemplo os gregos. Eles não podiam compreender que Jesus reaparecia em espírito.

Aliás, em perispírito – corpo espiritual ao qual Paulo de Tarso de referiu mais tarde, de tal forma que ele podia se materializar de forma concreta, como o fez no episódio em que se manifestou a Tomé.

Foi dessa crença que surgiu a ideia de que Jesus não tivera um corpo de carne como o nosso, que ele ressuscitara porque de fato seu corpo não morrera.

Essa crença, que passou a ser cultivada entre muitos seguidores de Jesus, à qual Allan Kardec atribuir aos docetas, persistiu por muitos séculos, e foi causa de muitas dissensões entre os primeiros cristãos.

Por incrível que pareça, até mesmo no meio espírita, na época de Allan Kardec, ela teve seguidores, após publicação de uma obra conhecida por OS QUATRO EVANGELHOS de Ernesto Roustain (Rustém).

Os espíritas, mais tarde, tiveram que restabelecer o pensamento de Kardec para mostrar que Jesus era, antes de tudo, um ser humano – um Espírito puro, que reencarnou entre nós, e que passou por um grande martírio por conta das ideias inovadoras que trazia ao mundo.

No entanto, alguns dos apóstolos, inclusive João, autor das epistolas, chama a atenção sobre a incongruência dessa maneira de crer, como neste versículo em que reafirma que o corpo de Jesus era de carne como o nosso.

E nem podia ser diferente. Caso contrário, o nascimento, a vida e o martírio de Jesus, até mesmo a gravidez de Maria,  teriam sido uma simulação, uma mera representação teatral que nada tivera a ver com a realidade.

A violência que os soldados praticaram contra ele, as chicotadas, as perfurações das lanças, os pregos que o sustentaram na cruz, o sangue que correu pelo seu corpo – tudo isso teria sido uma mera simulação.

João vinha reafirmar assim que Jesus, acima de tudo, fora um homem, um ser humano como nós, que viveu e sofreu para nos deixar a maior lição que o mundo já conheceu.