faça sua pesquisa

segunda-feira, 3 de julho de 2017

EVIDÊNCIAS DE VIDAS PASSADAS E O ESPIRITISMO

O Médico e Psiquiatra canadense Ian Stevenson trabalhando no início dos anos 60 na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos da América do Norte, insatisfeito com a Psicanalise Freudiana e Behaviorista, buscando outras teorias de desenvolvimento da personalidade encontrou alguns relatórios isolados de relatos e lembranças espontâneas de Vidas Passadas em crianças. Reunindo quarentas desses casos, analisou-os comparativamente observando que tinham padrões em comum o que indicava que provavelmente eram autênticos, merecendo investigações mais profundas. Atraído por um único caso, objetivando confirmar outros, viajou em 1961 para a Índia, encontrou nas próximas 5 semanas, 25 casos que se multiplicaram em três anos em 400 o que iniciou um projeto de que se ocuparia pelo restante de sua vida, tornando-o uma referência neste campo de pesquisa. Publicou em 1966 o livro VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO, destacando aqueles que mais indícios ofereciam, inclusive 2 averiguados no Brasil. As décadas que seguiram colocaram em suas mãos centenas de casos permitindo a identificação de alguns como listado a seguir:   1- A revelação sobre uma Vida Passada ocorre na faixa de 2 a quatro anos, sem indução de ninguém; 2- A criança diz nome de pessoas e lugares que ninguém na família ouviu falar ou terá um comportamento estranho;  3- Na maioria dos casos descreve detalhes muito particulares da morte, geralmente violenta; 4- Em casos extremos, a criança diz ser outra pessoa, que tem pais diferentes e até mesmo uma esposa e filhos que vivem noutra localidade, insistindo para ser levada até lá. 5- Geralmente persiste em falar de suas lembranças durante meses ou anos, apesar das tentativas – por vezes, ríspidas – da família em dar fim às lembranças; 6- Quando levada ao local indicado, lidera o grupo que acompanha, sem ajuda de ninguém, através de ruas até a casa em que vivia em reencarnação anterior, reconhecendo espontaneamente a família e amigos da personalidade prévia, chamando-os pelos nomes, fazendo observações sobre mudanças no cenário, perguntando por pessoas ou bens de que sente falta e lembrando de fatos obscuros do passado, em alguns casos revelando o conhecimento de esconderijos ou lugares para esconder joias da família anterior ou segredos somente do conhecimento dela; 7- Reformas no local representarão novidade, desorientando-a pelo desconhecimento. A evolução de suas avaliações revelaram mais dados que coincide com as feitas por profissionais que, ao longo do século 20, perceberam nas práticas de Terapias de Vidas Passadas uma forma de ajudar seus pacientes: Certas fobias que não conseguem ser explicadas por nada ocorrido na vida atual, estão relacionadas com o tipo de morte em vida passada. Por exemplo: medo de água ou até tomar banho, ligam o paciente a morte por afogamento outrora; medo de veículos de grande porte remetem a atropelamento por caminhão. Pondera o Dr Stevenson que “parece razoável supor que a intensidade de uma experiência tal como a morte violenta possa de alguma forma reforçar ou fixar lembranças, de modo a que fiquem melhor preservadas na consciência”, enquanto o Dr Roger Wongler após inúmeros atendimentos no campo das Regressões de Memória, conclui que “a percepção intensificada que ocorre na morte imprime com intensidade exagerada os pensamentos, sentimentos e sensações naquilo que transfere nossa essência de uma vida para outra, seja que nome tiver”. Diante desse resultados, observa-se que a visão dilatada oferecida pelo Espiritismo está apenas encontrando ressonância nas observações desses dois pesquisadores do tema tão combatido quanto rejeitado da reencarnação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário