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sábado, 3 de outubro de 2020

PENSAMENTO; CURAS; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR









 Gostaria que me explicassem essa questão de Espíritos obsessores. N’O LIVRO DOS ESPÍRITOS existe uma questão que diz que Deus não permitiria que alguém mandasse um Espírito mau para nos atormentar. Mas, na prática, não é o que acontece, porque estamos vendo constantemente pessoas perseguidas e obsidiadas por Espíritos do mal. ( Nair Belosi Moura, Marília)

Você certamente se refere à questão 551 d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS, que diz o seguinte: “Pode um homem mau, com a ajuda de mau Espírito que lhe é devotado, fazer mal ao seu próximo? Resposta: “Não. Deus não o permitiria”. À primeira vista, para quem lê somente esta questão e se fixa nela, sem examinar o capítulo como um todo, a impressão que se tem é que é impossível alguém se valer de um Espírito para atormentar uma pessoa a quem quer prejudicar.

 No entanto, Nair, não é o que acontece, como você mesma diz. Então, será que os Instrutores de Kardec se enganaram? Vamos examinar a questão para dirimir essa dúvida. (É por isso que a obra não deve apenas ser lida; cada questão deve ser analisada dentro de um contexto. Vamos começar examinando o sentido do verbo “permitir”.  Permitir, no dicionário, quer dizer “dar licença, autorizar”.  Então poderíamos entender a pergunta de Kardec assim: “Será que Deus dá licença ou autoriza uma pessoa se utilizar de um Espírito para prejudicar outra? ”.É claro que não.

 De nossa parte perguntamos: “Deus permite que um homem faça mal ao outro?”. É claro que também não. Contudo, com ou sem a permissão de Deus, o homem pratica o mal. Na verdade, segundo a visão espírita, não se trata de um consentimento pessoal de Deus, porque não é assim que as coisas funcionam. Deus atua através de suas leis, assim como, aqui na Terra, os juízes também se utilizam de leis para promover a justiça. Ninguém vai pedir ao Juiz para prejudicar uma pessoa, até porque o Juiz não autorizaria essa prática. Todavia, quando a pessoa quer prejudicar, ela o faz sem a permissão da autoridade. Desse modo, Nair, podemos entender, nessa respostas d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, o que quer dizer “Deus não o permitiria”.

  Outro aspecto da questão é o sentido da pergunta no contexto de todo o capítulo d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS.  O capítulo tem por título: “Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal”, referindo-se aos casos em que os desencarnados (tanto os bons quanto os mal intencionados) podem ter influência sobre nós. Nesse sentido, a questão 459 diz o seguinte: “Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e nossas ações? Resposta: “A esse respeito sua influência é maior do que credes, porque frequentemente são eles que vos dirigem”. Veja, portanto, Nair, que se essa influência é possível, o campo está aberto tanto para as boas como para as más influências espirituais.

Na questão 469, Kardec pergunta “por que meios podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos”. E a resposta é clara: “Fazendo o bem e colocando toda vossa confiança em Deus, repelireis a influência dos Espíritos Superiores e destruireis o domínio que eles querem ter sobre vós”. Isso quer dizer que existem influências espirituais negativas, mas quer dizer também que cada um de tem os meios para se defender ou para se preservar desse tipo de influência. Ou seja, da mesma forma que podemos nos defender dos encarnados, também nos defendemos dos desencarnados.

 Mas o que vem dar uma resposta definitiva  é a questão 549, mais adiante, quando se refere a pactos e, na resposta lemos um exemplo prático dado pelos Espíritos, que é a seguinte: “Queres atormentar teu vizinho e não sabes como fazê-lo. Então chamas para ti Espíritos inferiores que, como tu, não querem senão o mal, e para te ajudarem querem que tu lhes sirva nos seus maus propósitos”. E, então, vem o desfecho da questão, nestes termos: “Mas não se segue daí que o teu vizinho não possa se livrar deles por uma conjuração contrária e por sua vontade”.

 Logo, o que podemos inferir deste capítulo d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS é que tanto os bons quanto os maus Espíritos podem ter influência em nossa vida, independente se alguém os está mandando ou não. No caso de alguém encomendar algo contra nós, o que prevalece é a nossa condição espiritual. Os desencarnados têm acesso a nós por meio de nosso campo vibracional – ou seja, do sentimento e das intenções que criamos com os nossos pensamentos e com a nossa vontade no dia a dia da vida.

 É por isso que os Instrutores disseram que a única maneira de não sermos atormentados é procurar fazer o bem. Desse modo, aquele que tem uma vida reta, que não deseja o mal ao próximo, que faz todo o bem que está ao seu alcance, já criou uma proteção para si mesmo, uma vez que os Espíritos inferiores não conseguirão furar o bloqueio do bem para lhes fazer o mal. Todo fenômeno da natureza – inclusive o nosso comportamento – é regulado pela Lei de Causa e Efeito. Foi por isso que Jesus recomendou o amor ao próximo que, na prática, significa fazer o bem.
















sexta-feira, 2 de outubro de 2020

OBSESSÃO – ÁREAS DE CONTÁGIO; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Quando Allan Kardec ouviu do Espírito da Verdade na resposta à questão 459 d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS que a “influência dos desencarnados sobre nossos pensamentos e atos é muito maior que imaginamos e invariavelmente são eles que nos conduzem”, dava importante passo para concluir ser isso possível pela condição de médium ser inerente à condição humana, manifestando-se de forma ostensiva ou mantendo-se latente, por vezes, por uma existência inteira. Hoje, se sabe que essa percepção, conforme dito pelos Espíritos é possível graças a uma das funções da epífise, uma diminuta glândula situada internamente no centro de nossa cabeça, conhecimento, por sinal, de domínio de escolas religiosas do passado, como as da Índia, do Egito ou da África. Kardec associando a revelação às evidências observadas, apresenta n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS, a obsessão definida por ele como a influência maior ou menor dos Espíritos desencarnados sobre nossa Dimensão, o que explica inúmeros registros até então incompreensíveis feitos ao longo da história da Humanidade. Na referida obra, encontramos uma classificação genérica sobre os tipos de obsessão, observadas em três níveis os quais abrangem uma infinidade de comportamentos individuais ou coletivos: obsessão simples, fascinação ou subjugação (chamada possessão em algumas manifestações religiosas). Embora a fascinação e a subjugação possam ser a justificativa de inúmeros atos socialmente inexplicáveis na atualidade, como suicídios, homicídios, radicalismos ideológicos - político e religiosos -, a obsessão simples é a mais comum produzindo vítimas a todo momento pela vulnerabilidade mento/emocional das pessoas, distanciadas da imunidade resultante dos pensamentos equilibrados pela ligação com propostas filosófico/religiosas mais espiritualizadas. Espiritualidade hoje é definida como um clima resultante de esforços e ações no nosso mundo interior almejando a conquista e preservação do equilíbrio. A exposição à vivência predominantemente do nosso lado sensorial no liga às influências de inteligências afins com a mesma busca. Alertam algumas obras ilustradas do Espírito André Luiz, existirem algumas áreas ou formas de contágio, não imaginados pela maioria das pessoas. Alinhamos a seguir, as principais: 1 - RUA - É repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista da maioria dos transeuntes lançar em circulação, não só as colônias de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem”. 2 - AMBIENTES  - Doméstico - “Os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas  de paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento”. “Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantém ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico”. “Os viciados nas sensações fisiológicas encontram nos elementos desintegrados pelo cozimento, o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal, já que mais de setenta porcento da alimentação comum, o encarnado capta pelos condutos respiratórios”. Casas Noturnas - “O ambiente sufocava. Desagradáveis emanações se faziam cada vez mais espessas, à medida que avançávamos. No salão principal do edifício, onde abundavam extravagantes adornos, algumas dezenas de pares dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava (...). A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos, não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da musica inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis”. 3 - Sono físico - “A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre, se acham nas zonas de contato com o Plano Espiritual e a maior percentagem desses semi libertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração. Neles, muitas vezes, se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes tem nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas”. “Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas”. “Muitas vezes, a mente obsidiada arquiva ordens e avisos do obsessor durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar, ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase imediato..




 














quinta-feira, 1 de outubro de 2020

EGOCENTRISMO; ALERTA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 




Se todas as religiões são boas, como vocês falam e o Espiritismo proclama, por que Deus teria mandando o Espiritismo para a humanidade? Não seria a mesma coisa com ele ou sem ele?

  De fato, a Doutrina Espírita entende que as religiões são diferentes caminhos que o homem pode tomar para atingir um mesmo objetivo, até porque as pessoas não são iguais em forma de pensar e de crer. Querer reduzir todas as religiões a uma única é forçar a natureza e violentar a liberdade que cada um tem de escolher o seu próprio caminho, ou seja: aquele que mais atende às suas necessidades e suas aspirações do momento.

 A natureza, como todos podemos perceber, é muito rica em diversidade. Minerais, plantas e animais – apenas para darmos alguns exemplos – são diferentes entre si, e isso tudo é obra de Deus. Se tudo fosse igual, não haveria beleza no mundo. É a diversidade das coisas que faz a harmonia da natureza. O mesmo acontece com o ser humano, que conquistou a inteligência e a autoconsciência, e pode optar por milhares de caminhos, cada um dando-lhe uma lição de vida.

 O importante não é o nome que a religião ostenta, mas a conduta e o caráter de cada um. Quanto ao Espiritismo, ele não veio para disputar lugar com as religiões, mas justamente para que possamos entender essa diversidade e abordar as leis de Deus de forma racional e pacífica. Eis porque não pode admitir preconceito contra quem não o aceita, porque é um direito de cada um tem: o de pensar pela própria cabeça e tomar sua própria decisão.

 Todavia, o Espiritismo não é uma religião no sentido comum da palavra, mas só no sentido filosófico, como disse Kardec, porque não tem culto, nem templo, nem sacerdotes, nem liturgias e nem estabelece diferença entre o sagrado e o profano. O Espiritismo é uma doutrina filosófica assentada sobre bases científicas, cujo papel é de aproximar e nunca de separar as pessoas dos mais diferentes credos, mostrando que a finalidade da vida é uma só, que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e que o bem e a verdade estão acima de nossas diferenças e de nossas crenças.

 O papel do Espiritismo é de explicar porque ocorrem essas diferenças e de mostrar que, por meio dessa explicação, podermos aceitar todos como irmãos, viver e conviver dentro dos princípios de fraternidade que Jesus ensinou há dois mil anos. Desse modo, o Espiritismo amplia nossa visão sobre o significado da vida, mostra uma realidade mais ampla e profunda que merece ser compreendida pelo homem que pensa e crê. No entanto, sabe perfeitamente que nem todos estão em condições de aceitá-lo.

 As religiões são como escolas em diferentes níveis de ensino. Cada uma tem seu papel e consegue atender a determinado tipo de alunos, conforme as necessidades de cada um. Quem já compreendeu isso e quer aceitar com naturalidade as diferenças de credo, vendo-as com o mais extraordinário aspecto da lei da natureza, pode abraçar a Doutrina Espírita com tranquilidade e trabalhar pelos seus ideais.

 Foi o que Jesus, no seu tempo. Ele, como filho de judeus, poderia se acomodar aos ensinamentos da época, que vinham perdurando há séculos e séculos.  No entanto, percebeu a necessidade de dar um novo impulso à religião de seus pais e proporcionar uma nova visão de mundo ao homem de seu tempo, apontando para uma realidade mais ampla do que aquela que era ensinada e vivida. Foi um reformador de idéias, mas não condenou nenhuma religião, ensinando o amor ao próximo e a convivência fraterna.

 Do mesmo modo, o Espiritismo, como afirma Allan Kardec, não veio para combater as religiões e tampouco disputar adeptos, mas para valorizar o pensamento religioso, defender a liberdade de crença e mostrar que Deus está acima de nossas diferenças, para tanto demonstrando que que a vida continua e que os ensinamentos de Jesus nos oferecem a chave para estabelecermos na Terra a verdadeira fraternidade