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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

CEITIL POR CEITIL; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A manhã daquele domingo, sete de julho de 1975, surgia como excitante perspectiva de dias de refazimento e lazer para o professor Oswaldo Peixoto Martins que partia da sua querida Campos (RJ), juntamente com a esposa Ruth Maria, os três filhos (Analice, Luciana e André Luiz) e a ama deles, na direção das férias escolares do meio de ano. Quilômetros após, contudo, um acidente no trecho recém-inaugurado da BR 101, entre Campos-Rio, nas imediações de Casimiro de Abreu (RJ), alteraria, para ele e a pajem Eliceia de Souza Batista, o destino anteriormente estabelecido, poupando a esposa e suas crianças. No capotamento ocorrido numa perambeira fora da estrada, o Professor Oswaldo foi projetado fora do veículo, sendo encontrado pela esposa caído numa região de brejo, com água que teria sido suficiente para mata-lo por afogamento, caso não houvesse sido retirado por ela para um lugar mais seco. Profissional do magistério que prestava serviços em três estabelecimentos de ensino da cidade em que vivia, o professor Oswaldo viveria ainda por quatro horas, desencarnando no Hospital da cidade de Macaé (RJ), para onde foi removido do local do acidente. Sua desencarnação repercutiu em toda Campos, pela sua reconhecida contribuição na formação de tantos talentos ao longo dos anos.  Sua esposa, tanto quanto ele, atuante no movimento espírita, particularmente na Escola Jesus Cristo, de Campos (RJ), recebeu notícias do marido através de uma mensagem psicografada na noite de 5 de agosto de 1974, pelo médium Chico Xavier, em reunião na cidade de Peirópolis  (MG), endereçada à Dona Hilda Mussa Tavares, dirigente da instituição a que serviam , presente no local da comunicação espiritual. Assinava-a Lenora, filha do casal, desencarnada sete anos antes. Na esclarecedora e confortadora carta, a menina pede à mãe não chorar mais à noite chamando o papai, porque isso vai até ele “sem que nós possamos saber como evitar-lhe a dor de querer dar resposta sem as forças precisas”. Afirma: -“Papai não está morto. Ele e a nossa companheira estão hospitalizados. Muitos amigos estão velando por nós”. O médium Chico Xavier, no tocante à linha da carta – estávamos com o papai Oswaldo no dia 7 -, revelou à dona Hilda, a destinatária da carta, que seu filho Carlinhos (Carlos Vítor Mussa Tavares), também desencarnado, contou que “na véspera do desastre que vitimara o Prof. Oswaldo, ele, em companhia de outros Amigos Espirituais, conduzira o Espírito das meninas Analaura( desencarnada com apenas dois meses onze anos antes) e Lenora até junto de seu pai Oswaldo, que se encontrava em uma reunião de professores na Escola Técnica Federal, ficando as duas meninas, desde aquele momento, em companhia do papai, a fim de ajuda-lo espiritualmente para a dolorosa provação da manhã do dia 7. Outro detalhe – aqui foi sono aplicado – confirmado por sua esposa, era a sonolência dizia estar sentindo momentos antes do acidente, comentando com a  esposa estar se sentindo muito cansado, desejando interromper por isso a viagem, o que acabou não fazendo. Na verdade, eram providências da Espiritualidade para que não sentisse dores motivadas pelos impactos que seu corpo sofreria ao ser arremessado violentamente à distância. Oito anos depois, no dia 4 de setembro de 1982, o Professor Oswaldo, psicografaria através de Chico uma extensa e emocionada carta à esposa onde, a certa altura, relata que “após despertar na vida nova, começou a perguntar a si mesmo qual a motivação daquela prova, incomodando a tantos amigos, recorreu a tantos mentores para conhecer a causa do acidente que, parecia vir até nós, através do nada, que um orientador, embora conhecendo a sua incapacidade para suportar mergulhos prolongados nos domínios das recordações mais recônditas, relativamente a mim mesmo, conduziu- me a certo instituo em que a hipnose é examinada e praticada nos alicerces de profunda veneração pelos valores humanos e, em minutos, mostrou-me um quadro que ele mesmo desarquivara de passado recente, no qual me vi tutelado por ama generosa, na qual reconheci nossa estimada Elicéia. Em exposição rápida vi-me, ao lado dela combinando a precipitação de um adversário num pântano, desalojando-o da carruagem na qual processaria viagem longa. Não posso dizer o que se passou em mim. Pedi o adiamento para qualquer nova revelação, que me pudesse advir, ante a qual, se surgisse, não me sentiria preparado e continuo a esperar por mim mesmo, no sentido de retomar a experiência”.



Existe um “método científico não oficial” para fornecer evidências empíricas da existência dos Espíritos?

  Primeiro, precisamos entender a palavra “oficial”, pois o ouvinte fala de método científico não oficial.

Na verdade, o termo “oficial” – que quer dizer, emanado de autoridade competente – não pode se aplicar à ciência, porque não existe um órgão, uma instituição ou uma pessoa que tenha autoridade suficiente para dizer o que é ou o que não é verdade.

A ciência, representada pelos pesquisadores, é sempre um campo aberto à busca de novas verdades e isso parece não ter fim.

Cabe aos cientistas – hoje, através das universidades de todo o mundo -  buscarem a verdade no seu campo de experiência, mas, por mais que proclamem uma verdade, sempre haverá quem descubra uma verdade maior.

Desse modo, o que caracteriza a ciência é esse anseio de descobrir novas leis e novos caminhos, sem a perspectiva de tudo resolver.

Os primeiros passos da ciência foram mais fáceis: Copérnico anunciou que era a Terra que girava em torno do Sol, Galileu descobriu a lei de queda dos corpos, em Newton vemos confirmada a lei de causa e efeito, Robert Hooke descobriu a célula que só foi confirmada quase dois séculos depois, Mendel antecipou em muitos anos a existência dos genes.

Entretanto, mesmo considerando os pais da ciência, muitas outras descobertas aconteceram depois, reajustando, ampliando ou aprofundando conceitos, de tal modo que nenhuma delas foi completa ou perfeita.

Hoje, no campo científico, o procedimento comum é a realização de congressos em todo o mundo nas várias áreas de conhecimento, para onde os especialistas levam o resultado de suas pesquisas para serem discutidos.

A verdade se impõe, evidentemente, pela maioria da comunidade científica e mesmo assim sem a pretensão de esgotar qualquer assunto.

Como já dissemos aqui, neste programa, temos e tivemos muitos pesquisadores que se debruçaram sobre fenômenos espíritas, mas que sequer foram ouvidos.

  A comunidade científica, de uma maneira geral, preocupada exclusivamente com o estudo da matéria, através do qual sempre encontram motivos para obter vantagens materiais, não dá chance para os que se propõem a estudar o espírito.

Isso se explica em grande parte pela guerra que a religião travou com a ciência durante séculos, perseguindo cientistas e querendo demonstrar que a fé sobrepuja a razão na busca da verdade.

Criou-se, então, uma barreira, principalmente depois que a ciência passou a se impor, principalmente a partir do século XIX, de tal modo que o campo da religião passou a ser visto como equivocado e perigoso.

Para você fazer uma ideia se como a comunidade científica despreza toda pesquisa no campo do Espirito, vamos citar um caso dos mais significativos que ocorreu na época de Kardec.

  Quando Charles Darwin publicou “Seleção das Espécies”, em 1859, havia um outro naturalista inglês que chegara, antes dele, às mesmas conclusões sobre a Teoria da Evolução e que não foi sequer mencionado nesses estudos.

Esse naturalista era Alfred Russel Wallace que, na ocasião, fazia pesquisa sobre materialização de Espíritos na Malásia. Justamente por isso, ele foi riscado do meio científico e deixou de ser considerado como co-criador da Teoria da Evolução.