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segunda-feira, 23 de setembro de 2019
domingo, 22 de setembro de 2019
sábado, 21 de setembro de 2019
GENIALIDADE E KARDEC - HOJE E SEMPRE 386
Exemplos como do menino Tsung Tsung, 5 anos capaz de deixar estarrecido quem o vê ou ouve executar ao
piano belíssima peça musical de memória ou da holandesa Amira Willinghagen, 9 anos da americana Jackie Evancho, 10 anos que interpretam como grandes divas da música peças de
óperas conhecidas, entre outros recentemente divulgados pela mídia não são
fatos incomuns. A história coleciona vários outros, envolvendo personagens que
mudaram campos do conhecimento, como Mozart
que aos 4 anos executou uma sonata; Paganini que aos 9 participou de um
Concerto em Gênova, na Itália; Franz
Liszt que aos 14 compôs uma ópera em
um ato; Michelangelo que aos 8 já
conhecia a técnica de pintura; Vitor
Hugo que aos 13 era reconhecido pela sua capacidade de versificação. Na
edição de maio de 1867 da REVISTA
ESPÍRITA, Allan Kardec
reproduziu interessante resposta sobre o tema, obtida em 13 de março daquele
ano, em reunião havida na cidade de Douay, onde se indagou da Espiritualidade:-“O
gênio é conferido a cada Espírito conforme sua conquista, ou conforme uma Lei ,
em relação com as necessidades de um povo ou da Humanidade?. Conforme a
entidade que assina apenas UM ESPÍRITO, “o gênio é a repercussão das conquistas
anteriores. Essa radiação é o estado do Espírito no desprendimento ou nas
encarnações superiores: há, pois, duas distinções a fazer. O gênio mais comum
entre vós é simplesmente o estado de um Espírito, do qual uma ou duas
faculdades ficaram descobertas e em estado de agir livremente; recebeu um corpo
que permite sua expansão na plenitude adquirida. A outra espécie de gênio é o
Espírito que vem dos mundos felizes e adiantados, onde a aquisição é universal
sobre todos os pontos; onde todas as faculdades da alma chegaram a um grau
eminente, desconhecido na Terra. Estas espécies de gênio se distinguem dos
primeiros por uma excepcional aptidão para todos os talentos, para todos os
estudos. Concebem todas as coisas por uma intuição segura e que confunde a
ciência estudada pelos mais sábios. Sobressaem em bondade, em grandeza de alma,
em verdadeira nobreza, em obras excelentes. São faróis, iniciadores, exemplos.
São homens de outras Terras, vindos para fazer resplandecer a luz do alto num
mundo obscuro, assim como se enviam entre os bárbaros, para os instruir, alguns
sábios de uma capital civilizada. Tais foram entre vós os homens que, em
diversas épocas, fizeram avançar a Humanidade, os sábios que ampliaram os
limites dos conhecimentos e dissiparam as trevas da ignorância. Viram e
pressentiram o destino terrestre, por mais longe que estivessem da realização
deste destino. Todos lançaram os fundamentos de alguma ciência, ou foram o seu
ponto culminante. O gênio não é, pois, gratuito e não está subordinado a uma
Lei: sai do próprio homem e de seus antecedentes. Refleti que os antecedentes
são todos o homem. O criminoso o é por seus antecedentes; o homem de mérito, o
homem de gênio são superiores pela mesma causa. Nem tudo é revelado na
encarnação a ponto de não transpassar nada de nosso Ser interior. A
inteligência e a bondade são luzes muito vivas, focos muito ardentes para que a
vida terrena os reduza à obscuridade. As provas a sofrer bem podem velar,
atenuar algumas de nossas faculdades, adormecê-las, mas se tiverem chegado a um
alto grau, o Espírito não pode perder inteiramente a sua posse e exercício. Tem
em si a segurança de que os mantem sempre à sua disposição; muitas vezes mesmo,
não pode consentir em delas se privar. Eis o que causa as vidas tão dolorosas
de certos homens adiantados, que preferiram sofrer por suas altas faculdades do
que deixar que estas se apagassem por algum tempo.(...) Sim, todos nós seremos
Platões, Aristóteles, Erasmos; nosso Espírito não verá mais empalidecer suas
aquisições sob o peso da vida do corpo, ou extinguir-se sob o peso da velhice e
das enfermidades”. Pesquisadores da reencarnação ao longo do Século 20,
consideram que essa genialidade precoce se explicaria pelo curto intervalo
entre as diferentes existências, chamado por eles de intermissão. Segundo eles,
habilidades muito desenvolvidas ou mesmo trabalhos interrompidas com o advento
da morte que lhes interrompeu projetos intensamente vividos, ressurgem
espontaneamente na encarnação atual, seja para a continuidade dos trabalhos não
concluídos ou levar a pensar os céticos.
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
COMPLEXO DE CULPA E KARDEC - HOJE E SEMPRE 383
Vasculhando obras mediúnicas
em busca de entendermos como individualmente se constrói a evolução,
deparamo-nos com alguns conceitos que merecem profundas reflexões: 1- Inferno é construção mental em nós mesmos. O
estacionamento, após esforço destrutivo, estabelece clima propício aos
fantasmas de toda sorte, fantasmas que torturam a mente que os gerou, levando-a
a pesadelos cruéis. Cavamos poços abismais de padecimentos torturantes, pela
intensidade do remorso de nossas misérias intimas. (OVE, 8) 2- Encarcerados
pela Lei do Retorno, temos efetuado multisseculares recapitulações, por
milênios consecutivos. (LI, 1) 3- Quanto mais esclarecida a criatura, tanto
mais responsável, entregue naturalmente aos arestos da consciência, na Terra ou
fora dela, toda vez que se envolve nos espinheiros da culpa. (AR, pref) 4- O remorso é
um monstro invisível que alimenta as labaredas da culpa. A consciência não
dorme. (ETC, 14) 5- Perdemos o carro fisiológico, mas prosseguimos atados ao pelourinho
invisível de nossas culpas; e a culpa, é sempre uma nesga de sombras a
eclipsar-nos a visão.(AR, 2) 6- A dureza coagula-nos a sensibilidade
durante certo tempo; todavia chega um minuto em que o remorso nos descerra a
vida mental aos choques de retorno das nossas próprias emissões. (LI, 4) 7- O remorso é
uma força que nos algema à retaguarda. (ETC, 220). Com base nelas, a seguir
alguns elementos revelados pelo Espiritismo. 1-
Considerando que conforme a questão 607 d’ LIVRO DOS ESPÍRITOS que “o Princípio
Inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida
após o que sofre uma transformação e se torna Espírito começando para ele o período
de humanização ou Humanidade, simples e ignorante” pode-se dizer que surge
nesse momento a noção de culpa como mecanismo indutor ao progresso espiritual? No momento de
sua criação, os Espíritos não são imperfeitos senão do ponto de vista do
desenvolvimento intelectual e moral. Como a
criança ao nascer, como o germe contido na semente da árvore; mas não são maus
por natureza. Ao
mesmo tempo, neles se desenvolve a razão, o livre-arbítrio, em virtude do qual
escolhem, uns o bom caminho, outros o mau, fazendo que alguns cheguem ao
objetivo mais cedo que outros. Mas todos, sem exceção, devem passar
pelas vicissitudes da vida corporal, a fim de adquirir experiência e ter o
mérito da luta. Nessa
luta uns triunfam, outros sucumbem, conquanto os vencidos possam sempre se
erguer e resgatar os seus fracassos. Multiplicam-se em sua rota as
advertências salutares, das quais infelizmente nem sempre eles aproveitam. É a história de
dois viajantes que querem alcançar um belo país, onde viverão felizes; um sabe
evitar os obstáculos, as tentações que o fariam parar no caminho; o outro, por
imprudência, choca-se contra os mesmos obstáculos, leva quedas que o atrasam,
mas chegará por sua vez. Se, no caminho, pessoas caridosas o
previnem dos perigos que corre e se, por presunção, não as escuta, mais
repreensível será por isso. (RE;
1861) Considerando válida a ideia da evolução
espiritual, o mecanismo da culpa surge no Espírito no Planeta Terra, uma das
“muitas moradas da Casa do Pai como dito por Jesus? Erro
é admitir que as primeiras encarnações humanas ocorrem na Terra. A Terra já foi, mas não é mais, um mundo
primitivo; os mais atrasados seres humanos encontrados em sua superfície já se
despojaram das primeiras fraldas da encarnação e os nossos selvagens estão em
progresso, comparativamente ao que eram antes que seu Espírito viesse encarnar
neste globo. Que
se julgue agora o número de existências necessárias a esses selvagens para
transpor todos os degraus que os separam da mais adiantada Civilização; todos
esses degraus intermediários se acham na Terra sem solução de continuidade e se
pode segui-los observando as nuances que distinguem os diferentes povos.
Só
o começo e o fim aí não se encontram; para nós o começo se perde nas
profundezas do passado, que não nos é dado penetrar. Aliás, isto pouco importa,
pois tal conhecimento em nada nos adiantaria. Não somos perfeitos, eis o que é positivo;
sabemos que nossas imperfeições são o único obstáculo à nossa felicidade futura;
portanto, estudemo-nos, a fim de nos aperfeiçoarmos. No ponto em que estamos a inteligência está
bastante desenvolvida para permitir ao homem julgar sensatamente o bem e o mal,
e é também deste ponto que a sua responsabilidade é mais seriamente empenhada,
já que não mais se pode dizer o que dizia Jesus: “Perdoai-lhes, Senhor, porque
não sabem o que fazem. Como se constrói no Espírito em
evolução o mecanismo da culpa? Dominado pelo instinto - uma espécie de
inteligência irracional - o Espírito começa a desenvolver a inteligência
racional a partir das experiências que vai vivenciando.
Os conhecimentos resultantes, registrados na memória de profundidade ou
inconsciente, vão compondo um acervo de informações que cria a noção de responsabilidade
que, por sua vez, vai expandindo a consciência, instrumento indutor e
controlador da evolução. Nasce a compreensão do
dever, a obrigação moral, primeiro consigo mesmo e depois com os outros. O dever começa
precisamente no ponto em que alguém ameaça a felicidade ou tranquilidade do
próximo, e termina no limite que não se deseja seja transposto em relação a si
mesmo. O
Espírito cumprindo seu dever é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria
causa. As ações intencionalmente executadas
geram - quando contrárias às referências preservadas no Ser imortal ou Espírito
- desarmonias que chamamos culpa conduzindo num primeiro momento ao remorso, no
segundo ao arrependimento determinando o desejo da expiação e a necessidade de
reparação para a dissipação daquilo que representa a dor de consciência.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
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